30 setembro 2006

Escândalos abafados do PSDB de Alckmin

A Globo não sabia de nada e não mostrava nada. O Procurador da República Geraldo Brindeiro engavetou tudo. A Veja não "enxergava" tudo, mas publicou um pouco.

Todos os escândalos destes homens foram abafados. Nenhuma CPI investigava. E o pior, deixaram o país endividado e arruinado.

Estes homens comandam agora a campanha de Alckmin. Se eleito eles voltarão a governar o Brasil. Você concorda com isto?

Chegou a hora de tomar posição contra a volta dos neoliberais ao poder.

O Estado é de classes e a possibilidade de superação do capitalismo não passa pelo processo eleitoral, porém é papel da esquerda ampliar as tensões de classe elegendo um governo progressista, já que o caminho se constrói ao caminhar. Para construir as condições da ruptura é fundamental votar LULA, porque, ao contrário de FHC/ALCKIMIN,

LULA:
* recuperou o Estado;
* não privatizou;
* recuperou e revitalizou as estatais;
* fez concursos públicos;
* investiu na universidade pública federal:
* criou 10 universidades federais;
* contratou 5.600 professores - em concurso ;
* contratou 13.000 técnicos-administrativos - em concurso;
* ampliou 40 campi;
* incluiu mais de 200.000 jovens de baixa renda no ensino superior sem custos ao Estado, cobrando bolsas das instituições privadas que não pagavam impostos e não cumpriam seu papel social;
* engavetou a ALCA;
* enfrentou os EUA impedindo a implantação da Base de Alcântara: base militar norte-americana no Maranhão, que é território norte-americano em solo brasileiro;
* engavetou a reforma trabalhista que colocaria em cheque os direitos conquistados pelos trabalhadores;
* enfrentou a corrupção e não impediu as CPIs;
* deu condições de atuação ao Ministério Público e independência à Polícia Federal, possibilitando o maior número de prisões de crimes de colarinho branco;
* diminuiu o preço da cesta básica;
* diminuiu a miséria;
* além de não criminalizar, ampliou do diálogo e a intervenção dos movimentos sociais;

PARTINDO APENAS DOS DADOS CITADOS, QUE POR SI SÓ REVELAM A ENORME DIFERENÇA ENTRE O GOVERNO DO LULA E O PARTIDO DE GERALDO ALKIMIN NINGUÉM PODE SER NEUTRO.

CONTRA OS QUE PROCURAM NA REALIDADE A IMAGEM REFLETIDA DOS SEUS SONHOS, É PRECISO COMEÇAR A ENTENDER QUE PARA SE CHEGAR AO SONHO NÃO SE NEGA O MUNDO REAL.

NO MUNDO REAL TEMOS LULA E ALCKIMIN!!!! - VOTE LULA 13

"Do rio que tudo arrasta se diz violento, mas não se diz violentas as margens que o oprimem". (Bertold Brecht) .

Enviada por e-mail

Escândalo: Revista revela conluio da imprensa para prejudicar Lula e o PT






A virada é realidade - 2º turno ou Wagner no 1º

A poucas horas das eleições, a TV Bahia, afiliada da TV Globo, divulgou a última pesquisa Ibope, que indica o segundo turno no Estado.

O candidato Paulo Souto (PFL) tem apenas com 51% dos votos válidos (descontados os índices de votos brancos e nulos).

Jaques Wagner (PT) tem 41%. Os outros candidatos somam 8%.

Isso indica que são 51% a 49%. Apenas 2% para Souto, porém com o diferencial de que Wagner está em ascenção e Souto em vertiginosa queda, como já divulgado aqui.

O Ibope ouviu 2003 eleitores baianos entre os dias 28 e 30 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e a pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) sob o número 24.209/2006.

Considerando a margem de erro de três pontos, Souto não superaria o percentual dos demais candidatos somados. O pefelista poderia ter de 48% a 54%, enquanto a soma dos demais candidatos poderia oscilar entre 46% e 52%, fator que provocaria o segundo turno.

Senado
João Durval (PDT) lidera com 34%;
Antonio Imbassahy (PSDB) tem 23%;
Rodolpho Tourinho(PFL), 22%.

Adios muchachos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Fonte: Eudes Paiva

Uma imagem ou mil debates?

Além de queda, coice

Os pefelistas ( e somente eles, porque já sabíamos ) foram surpreendidos por pesquisa que aponta para a um segundo turno na disputa com o PT pelo governo estadual.

Mal havia se recuperado do susto com o acidente envolvendo o neto, o senador Antonio Carlos Magalhães recebeu os dados da pesquisa Ibope/TV Bahia que dão uma folga de apenas 4 pontos percentuais para o governador e candidato à reeleição Paulo Souto em relação ao petista Jacques Wagner. A diferença entre o percentual de votos do governador ao dos demais candidatos é de apenas dois pontos percentuais. Essa folga está dentro da margem de erros do levantamento.

O PFL baiano já contabiliza também a perda de uma cadeira no Senado para os opositores. O ex-ministro Rodolpho Tourinho, afilhado de ACM, deve ser derrotado pelo o ex-governador João Durval (PDT), pai do prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, e aliado de última hora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durval abriu espaço para o presidente no programa eleitoral, ignorando o candidato oficial do PDT, Cristovam Buarque. Sérgio Carneiro, filho de Durval, é candidato a deputado federal pelo PT.

Teses equivocadas sobre o voto em Lula

Cinco idéias falsas que impedem a adequada compreensão de como se formaram as intenções a favor da reeleição
Por Marcos Coimbra

A íntegra da pesquisa CartaCapital/Vox Populi pode ser encontrada na edição impressa.

A quinta rodada da pesquisa CartaCapital/Vox Populi, realizada, entre 16 e 19 de setembro, a apenas dez dias da eleição, confirma os principais resultados das que fizemos nas últimas semanas, daqueles de nossa rodada anterior, nos dias 26 e 27 de agosto, e das realizadas por outros institutos no mesmo período: o favoritismo de Lula e as grandes chances de ele vencer as eleições no primeiro turno.

Lei Pelé
O preconceito de que o eleitor não sabe votar é a base para muitos dos erros de análise
O favoritismo do presidente permanece e até aumenta, se consideramos que o tempo é cada vez mais curto para seus adversários. Com três quartos do horário eleitoral já transcorridos, não houve qualquer redução de sua vantagem sobre a soma das intenções de voto nos demais candidatos. Em agosto, contra os 50% de Lula, somavam 36% seus adversários; nesta última pesquisa, ele tem 51% e os outros, juntos, 34%.

Por outro lado, reforçou-se a tendência à consolidação das intenções de voto em Lula, que vinha acontecendo desde os primeiros dias, após o começo do horário eleitoral: no fim de agosto, a relação entre voto espontâneo e estimulado já era muito alta, de 86%, e agora chega a 90%, sugerindo que apenas um em cada dez eleitores que pensam votar Lula é “menos definido”, o que se confirma com os 86% que afirmam estar “decididos e não pretendem mudar de idéia” sobre esse voto.

Lula está melhor hoje que, por exemplo, Fernando Henrique em meados de setembro de 1998, quando faltavam poucos dias para a sua reeleição. Em pesquisa nossa de então, FHC tinha 41% na espontânea e 49% na estimulada, índices inferiores, ainda que pouco, aos que Lula alcança nesta pesquisa.

Será que os acontecimentos dos últimos dias, com as novas trapalhadas de petistas dentro e fora do governo, vão mudar esse favoritismo? Será que o “dossiê” contra Serra, com suas ridículas maquinações e personagens, vai atingir o presidente?
Pode-se dizer, com segurança, que, passados os primeiros três dias com o assunto em pauta, nada ocorreu. Se daqui para a frente algo vai acontecer, só nos resta esperar para saber. Entretanto, somos livres para especular.

Pessoalmente, acredito que Lula continua favorito para ganhar as eleições no dia 1º de outubro, pela simples razão de que ele tem já, por tudo que as pesquisas indicam, um número de eleitores decididos amplamente suficiente para isso. Ou seja, as pessoas que dizem ter certeza de que vão votar em Lula bastam, mesmo se desistirem todos os que apenas quando estimulados optam por seu nome, chocados pelo assunto do “dossiê”.
Os “decididos” por Lula chegaram a essa conclusão depois de um longo período de consideração, que foi amadurecendo desde quando, com o “mensalão”, tiveram de pensar se era mesmo em Lula que iriam votar nas eleições de 2006. Para chegar à conclusão que dizem ter chegado, tiveram de pensar muito e avaliar denúncias até mais graves que as de hoje, pois envolviam diretamente o governo e pessoas muito mais centrais que o submundo atualmente em discussão. Se aqui chegaram “firmes”, não parece ser pelo que estão ouvindo agora, quando faltam dez dias para a eleição, que vão mudar. Tudo isso, é claro, se forem as que conhecemos as “novas denúncias”.

Talvez seja a hora, então, de nos perguntarmos qual a natureza do voto em Lula, porque tanta gente diz pretender votar nele, tanta, que tudo aponta para sua vitória em primeiro turno. Mais que um exercício acadêmico, isso pode ser essencial para que saibamos, como País, tirar das eleições que se avizinham aprendizagem e conseqüências, seja para o próximo quadriênio, seja para o futuro.

Parece-me que o primeiro passo é desfazer alguns equívocos que, a meu ver, têm impedido a adequada compreensão do que são e de como se formaram as intenções de voto em Lula. São cinco as principais teses equivocadas, que circulam quase desimpedidas no discurso de ampla porção de nossas elites, na sociedade e entre “formadores de opinião”:

1ª O voto em Lula é um voto “cínico”
É impressionante como essa suposição está presente nas opiniões e avaliações sobre a provável vitória de Lula este ano. Desde leigos a pessoas que se acham muito informadas, passando por eleitores que, eles próprios, pensam em votar no presidente, forma-se o sentimento de que é o “cinismo” do eleitor que explica o fato de Lula estar à frente.
Subjacente a essa idéia, parece estar o argumento que, para quem pretende votar em Lula, ética, moral, respeito às leis, são palavras sem sentido. Aceitar Lula é, assim, aceitar o vale-tudo e o jogo sujo, seja por concordar com ele, seja por não acreditar que exista alternativa.

Quem vê os eleitores de Lula dessa maneira não tem idéia de como foi traumático, para a quase totalidade deles, o “mensalão” e tudo que com ele veio à tona. Aquelas denúncias levaram os eleitores a uma revisão profunda de suas opiniões sobre o presidente e o PT, com a qual se debateram durante meses. Quem, como nós, acompanhou esse processo, através de inúmeras pesquisas, qualitativas e quantitativas, sabe que muitos desses, incluindo eleitores que sempre haviam votado Lula, hoje estão pensando em votar nos demais candidatos. Outros, como as mesmas pesquisas mostram, decidiram-se por Lula, mas nunca ignorando ou menosprezando o “mensalão”.

O voto em Lula não é, portanto, um voto de quem “não está nem aí” para a ética. Lula está sendo votado apesar do “mensalão” e não porque o “mensalão” é irrelevante para seus eleitores.

2ª O voto em Lula é um voto “burro”
Quando procuram “explicar” as razões de uma vitória de Lula, muitas pessoas em nossa elite ficam perplexas com a “burrice” do eleitor, que não consegue entender o “mensalão” e “tudo o que ele quer dizer” sobre Lula e seu governo. A isso se agrega a visão de que eleitores educados não votam Lula, sendo apenas entre analfabetos que está sua intenção de voto.

Os dados dessa e de muitas outras pesquisas não mostram isso, ao contrário. Lula não perde de Alckmin em nenhum nível de escolaridade e, em seu pior desempenho, empata com ele entre pessoas com escolaridade mais alta. Ou seja, há tantos eleitores com educação superior pensando em votar Alckmin, quanto em Lula.

Quanto ao argumento da “incapacidade de entender o mensalão”, o que estamos vendo é que muitos eleitores, sem desconhecê-lo (e sem achar que é irrelevante), apenas não fizeram aquilo que a oposição a Lula, ao que parece, queria que fizessem: que julgassem Lula e seu governo com o único critério do “mensalão”. Assim procedendo, ou seja, se recusando a uma avaliação tão simples e unidimensional, revelaram-se capazes de um julgamento mais “sofisticado” e complexo, tudo menos “burro”.

3ª O voto em Lula é um voto “manipulado”
Uma terceira maneira de desqualificar o voto de eleitores que pensam em Lula é dizer que é um voto “manipulado” por mistificações de vários tipos, da comunicação e do marketing, mas, especialmente, do Bolsa-Família, o “mensalinho” dos muito pobres, como se chegou a dizer.

Essa tese não se sustenta em nada de sólido. As evidências de que o Bolsa-Família “explica” o voto em Lula nas famílias beneficiárias, ao contrário, são muito frágeis. Para sustentar o argumento, seria necessário mostrar, por exemplo, que eleitores de famílias análogas, mas onde não há beneficiários, votam de maneira significativamente diferente, coisa que, até agora, não foi demonstrada com adequado rigor.

Se, no plano individual, a prova é, no mínimo, inconclusiva, no plano coletivo é menos ainda. Se fosse verdade que o programa tem esse tipo de impacto, seria razoável esperar que, em cidades onde a cobertura é maior, a propensão a votar em Lula aumentasse, seja por haver mais beneficiários diretos, seja por haver ganhos indiretos (no comércio, especialmente) que seus habitantes creditassem a ele.

Com base em pesquisas como as que fazemos, nós e os demais institutos, não se pode dizer isso, nem de longe. O que temos, quando classificamos os municípios incluídos em nossa amostra em categorias de cobertura, indo de “baixa”, “média”, “alta” a “muito alta”, é que todos os tipos de município tendem a votar de maneira semelhante. Ou seja, não há qualquer relação entre viver em municípios de “baixa” ou “muito alta” cobertura e votar ou não votar em Lula.

O Bolsa-Família é importante fator de voto em Lula, ainda que menos, para o eleitorado popular, que a política de salários e de preços que, em seu entender, o governo pratica e que é boa. Ambos são uma confirmação do que mais esperavam de Lula como presidente, por tudo o que ele tinha sido na vida: alguém que ia fazer diferença exatamente aí, nas condições de vida dos mais pobres. O Bolsa-Família é muito mais significativo como símbolo, do que como a “esmolinha” que muitos imaginam que é. O programa é a promessa cumprida, o compromisso básico que Lula honrou.

4ª O voto em Lula é um voto “nordestino”
Das teses não substanciadas sobre o voto em Lula, a que mais facilmente se desmente é a que afirma que “Lula ganha por causa do Nordeste”, por isso se entendendo que sua vitória seria uma oposição entre o Brasil “moderno” e o “atrasado”. Na fantasia de alguns articulistas, trazendo riscos de chegar à “ruptura” entre os dois.

Uma simples observação da tabela abaixo mostra que essa idéia não se sustenta:
Em outras palavras e ao contrário do que imaginam muitos: Lula parece ter condições de vencer as eleições no primeiro turno, com ou sem o voto do Nordeste. É fato que ele tem muitos votos na região, mas também é verdade que ele é votado, e muito, no que essas pessoas pensam ser o Brasil “moderno”.

5ª O voto em Lula é um voto de “miseráveis”
A última de nossas teses equivocadas (que poderiam ser até mais, tantas são as concepções sem fundamento atualmente em curso) é outra em que nossa elite parece acreditar piamente: Lula vai ser eleito pelos “miseráveis” e contra a vontade do resto do País.

A base para esse equívoco é a apressada leitura de resultados de pesquisas, amplamente propagadas por parte da imprensa, que mostrariam que Lula perde “de muito” nas classes de renda mais alta, mas compensa esse “fracasso” com alta intenção de voto entre os muito pobres. Entre esses (e aí este se liga ao equívoco anterior), Lula vence, pois “comprou” seu voto com as migalhas que distribui.

Qualquer profissional de pesquisa sabe que tirar conclusões de subamostras muito limitadas não é admissível. Na maior parte das vezes, no entanto, é isso o que ocorre: em uma amostra nacional com 2 mil entrevistas (qualquer que seja o tamanho de eventuais expansões estaduais), entrevistados de famílias com mais de dez salários mínimos de renda, são cerca de cem, se não se fizer uma cota específica. Em um estrato desse tamanho, a margem de erro pode passar de 30%, tornando qualquer interpretação puro exercício de fantasia.

Para indicar quão frágil é o argumento, podemos ver na tabela abaixo o resultado das respostas sobre intenção de voto entre pessoas com esse nível de renda, em uma amostra cumulativa com cerca de mil entrevistados, ou seja, com tamanho adequado:
O que os dados mostram é que Lula e Alckmin estão muito próximos na intenção de voto desse tipo de eleitor, a rigor empatados, na margem de erro, nacionalmente. Não há, portanto, razão para dizer que o voto em Lula é “miserável”. Considerando apenas os segmentos com renda relativamente mais elevada, ele tem tantos votos quanto o candidato do PSDB.

Vamos ganhar

Dia primeiro, dia da vitória. Até lá, toda a atenção é pouca. É isso que esperam de nós, de nossa militância. A pressão vai aumentar, os boatos e as tentativas de fraude, idem. E, principalmente, a pressão para nos vencer pelo medo.

Eleição mesmo, nossos opositores perderam – e feio. Não têm um candidato que mereça esse nome, não têm programa e nem sequer têm o apoio de imensa maioria dos empresários desse imenso Brasil. Os empresários que investem na produção estão com Lula, com o Lula do desenvolvimento, do social, do Brasil líder e respeitado no mundo. Estão com o estadista Lula.

Quem são nossos opositores? O que propõem ao país? Nada.

Eles já governaram, e o povo não os quer de volta. Basta olhar o entorno de Geraldo Alckmin para entender por que nem o empresariado os quer de volta. São os Mendonça de Barros, os Eduardo Jorge, os Bornhausen, os ACMs e os tucanos de São Paulo. Eles mesmos.

Não tendo mais o que fazer, aliam-se à grande mídia e dançam, de forma macabra e sinistra, uma falseta de mau gosto: denúncias, fotos, prisões, tudo previamente combinado e acertado, em companhia de alguns personagens já conhecidos do Ministério Público e com certos articulistas e donos de jornais.

Ameaçam o país com golpes imaginários e com uma ingovernabilidade que só existe, também, na cabeça deles. Escamoteiam a história, os fatos e a realidade, tudo para pressionar, de forma antidemocrática, o eleitor e o cidadão, usando e abusando do poder econômico da mídia e de seu poder monopolístico de informação.

Jogam tudo na eterna tentativa de vencer eleições antes da votação, antes da apuração, bem ao gosto das ditaduras.

Mas o povo reconhece em Lula, e no seu governo, uma oportunidade única para que o Brasil retome o seu projeto de desenvolvimento nacional e para pôr um fim a essa vergonha nacional, que é a segregação social do nosso povo e a miséria de dezenas de milhões de brasileiros.

Nosso povo vê em Lula a defesa de nossa soberania, a reconstrução do Estado e principalmente, uma vontade férrea de combater a fome e a miséria, uma vontade de criar oportunidades ao nosso povo, com acesso à educação e ao emprego.

O povo sente e sabe que chegou a sua vez e a sua hora, a hora da verdade.

Amanhã, dia primeiro, vamos votar, vamos fiscalizar, vamos vencer.

É Lula de novo, com a força do povo!

Pesquisas mostram chances reais de vitória no domingo

O Jornal Nacional acabou de divulgar as últimas pesquisas para a Presidência da República.

Lula pode vencer no primeiro turno, mas para isso é preciso o apoio da nossa militância. Temos certeza de que vamos ganhar. É importante mostrar a quem escolheu outro candidato ou está indeciso que Lula é uma oportunidade única de consolidar um projeto de desenvolvimento e atacar a miséria em nosso país.

O Datafolha mostra que Lula tem 50% dos votos válidos, contra também 50% da soma dos demais candidatos. O Ibope, por sua vez, mostra que Lula tem 49,5% dos válidos, contra 50,5% dos demais. A margem de erro é de 2 pontos nos dois casos – ou seja, é real a chance de Lula vencer no primeiro turno, apesar da campanha da oposição e de setores da mídia contra o governo e o PT.

Reparem que o Jornal Nacional disse há pouco que o Datafolha, "pela primeira", mostra que "que existe a possibilidade de haver segundo turno", mas a manchete do UOL afirma que a eleição "está indefinida". A tendência de não haver segundo turno é reforçada ainda pelo movimento recente de uma parcela do eleitorado, que está trocando Heloísa Helena e Cristovam Buarque por Lula.

Vamos enfrentar amanhã nas ruas a pressão para que nos vençam pelo medo. É hora de trabalhar para assegurar a vitória de Lula no primeiro turno. É possível também colocar no segundo turno Jaques Wagner, na Bahia, e Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul. Essas são as nossas tarefas.

Fonte: Blog do Dirceu

Parcialidade ou loucura?

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, que se precipitou ao informar sobre grampos no TSE, afirmou neste sábado ter sido ameaçado de morte por meio de correspondência eletrônica.

"(O e-mail) simplesmente dizia para eu não sair na rua, senão morreria", disse em entrevista a jornalistas, garantindo ter apagado o material de seu computador após tê-lo lido. (Porque?)

A afirmação foi feita em resposta a uma jornalista que indagou-lhe sobre o motivo que o teria levado a dispensar a segurança da Polícia Federal.

Atualmente, o ministro é protegido pelas polícias Militar e Civil do Distrito Federal e pela segurança do TSE.

"Apelei àqueles que, no DF, têm a obrigação de agir", respondeu evitando polêmica com a polícia federal.

Demonstrando pouca preocupação com o fato, Marco Aurélio atribuiu a ameaça à "paixão, por vezes condenável" no período eleitoral.

"Tem pessoas que pensam que estou na atuação de juiz e magistrado à frente deste tribunal a extrapolar o campo que me é reservado", explicou o presidente do TSE.

"Rezem por mim", brincou Marco Aurélio com os jornalistas.

É lamentável que o Brasil tenha chegado a tal ponto, onde um magistrado que preside as eleições gerais, torna-se cada vez mais ridículo perante aos que tem um mínimo de discernimento.

Não deveria deixar o seu posto para outro que não fosse tão confuso? Não queremos dizer parcial, pois assim estaria comprometendo toda a lisura das eleições.

Sem mais palavras, é simplesmente lamentável...

Rangel entrevistado, fala sobre suas prpostas

EM ENTREVISTA, O DEPUTADO PAULO RANGEL, DO PT, FALA SOBRE A RETA FINAL DAS ELEIÇÕES, CONCLAMA PARA A GRANDE VIRADA NA BAHIA E APRESENTA AS PROPOSTAS DO SEU PROGRAMA DE TRABALHO

QUAIS AS PRINCIPAIS PROPOSTAS DA SUA CANDIDATURA?
PAULO RANGEL - Meu mandato vai trabalhar praticamente todas as questões que um deputado envolvido no movimento social e que possui preocupação com a vida humana, trabalha. Meu mandato tem preocupação com o combate à violência, no campo e na cidade, e a violência contra a mulher. Temos preocupação também com o conteúdo e a qualidade da educação, inclusive com a ampliação do acesso á esse direito básico... Temos preocupação com a saúde e a vida do povo brasileiro e do povo Bahia. Mas, meu mandato continuará priorizando mesmo três questões que consideramos fundamentais: agricultura familiar, recursos hídricos e energia.


SEU HISTÓRICO MAIS RECENTE COMO DEPUTADO E, ANTES DISSO, COMO ELETRICITÁRIO, ESTÁ MUITO VINCULADO À QUESTÃO DO FORNECIMENTO DE ENERGIA, EM ESPECIAL AO PROGRAMA LUZ PARA TODOS. COMO PRETENDE FORTALECER O PROGRAMA NA BAHIA NOS PRÓXIMOS QUATRO ANOS?
PAULO RANGEL - Eu pretendo, sobretudo, acompanhar e monitorar. Acredito que esse processo de universalização é muito importante, mas acho que nós temos que começar a fazer um trabalho de preparação para colocarmos o programa num outro patamar. Um programa voltado para avanços na produção, ou seja, acredito que após o processo de universalização, que deve ser concluído em cerca de dois anos, devemos atuar dentro de uma visão mais qualificada, considerando ainda alguns recursos técnicos. Obviamente, são necessários investimentos para que a capacidade de produção do homem do campo aumente. Para isso, temos que investir mais em energia trifásica.


SABEMOS QUE UMA DAS GRANDES DIFICULDADES DA POPULAÇÃO RURAL É A FALTA DE ÁGUA PARA IRRIGAÇÃO. COMO O SR. VAI BUSCAR SOLUÇÃO PARA ESSE PROBLEMA?
PAULO RANGEL - Eu não diria que falta água só para irrigação, mas falta também água para uso doméstico e para a criação de animais. Com relação à agricultura, nós precisamos estudar muito o processo, até por que somos pobres em áreas de terras irrigáveis. Mas, eu entendo que com o grande avanço do Programa Luz para Todos no campo e, com um grande programa de recursos hídricos, seja possível trabalhar projetos pequenos de produção agrícola, como hortas comunitárias. Penso que nós temos que trabalhar a solução de grandes problemas através de iniciativas simples. Acredito muito nisso! Idéias fáceis para problemas difíceis... Acredito na irrigação de hortas comunitárias com a finalidade de produção de alimentos baratos que possam ser revendidos nas feiras a preços bastante acessíveis e, dessa forma, nutrir o povo com alimentos saudáveis gerando renda e emprego.



A REVITALIZAÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO, CUJO PROJETO DE TRANSPOSIÇÃO ESTÁ SUSPENSO ATUALMENTE, FOI UMA FORTE BANDEIRA DO SEU MANDATO. QUAL SERÁ SUA ATUAÇÃO EM PROL DA PRESERVAÇÃO DO RIO E QUAL SUA PLATAFORMA DE TRABALHO NESSE QUESITO?
PAULO RANGEL - Eu tenho uma grande história em relação ao Rio. Fui uma das primeiras pessoas que discutiu esse assunto com seriedade aqui na Bahia, ainda em 1994. Fiz a Caravana da Cidadania do São Francisco em conjunto com o Presidente Lula defendendo a saúde do Rio. Nunca tive uma posição rigorosa, quer contra ou favorável. É preciso esclarecer: sou contra o Projeto que aí está. Isso por que entendo que o rio precisa ser revitalizado e entendo que revitalização é, na verdade, um processo, enquanto que transposição é um projeto. Acho que esse projeto precisa ser mais bem estudado, precisa ser modificado e aprimorado... Entendo que o rio tem capacidade de fazer doação de águas, mas penso que a necessidade humana daqueles que irão receber deve ser priorizada. Não considero aconselhável transpor água para irrigação e para grandes projetos agrícolas, até por que entendo que não devemos criar artificialmente vocações econômicas para algumas regiões pré-determinadas. O preço dessa água será muito alto – vai encarecer enormemente a possibilidade de produção. Eu não acredito no projeto tal qual ele está. Por isso, tenho me posicionado contra.



ENTÃO, O SR. É FAVORÁVEL À REVITALIZAÇÃO REALMENTE?
PAULO RANGEL - A revitalização é um processo. Para mim, a revitalização e a transposição não são antagônicas. Agora, o projeto da forma em que foi concebido e está sendo defendido, é um grande equívoco.



O SR. DEFENDE A ELEIÇÃO DE JAQUES WAGNER PARA GOVERNADOR. EM QUE PONTO AS PROPOSTAS DE WAGNER SÃO MELHORES QUE AS POLÍTICAS DE PAULO SOUTO, SEU PRINCIPAL ADVERSÁRIO?
PAULO RANGEL - Em tudo! Primeiro, nós temos que acabar de uma vez por todas com essa política velha, que herdou seu comportamento das oligarquias, onde se governa para alguns e não para todos. Jaques Wagner vai trabalhar um projeto novo: será a caracterização do “novo” na política estadual. O Wagner vai governar para todos. Principalmente, é claro, para aqueles que mais precisam da implantação de políticas públicas de inclusão. Então, eu defendo a candidatura de Wagner por que acredito muito nele. Eu o conheço bem, fui sindicalista ao seu lado, fui presidente do Sindicato dos Eletricitários, enquanto ele era Presidente do Sindiquímica... É um grande companheiro, de grande personalidade, é uma pessoa que tem uma capacidade de elaboração incrível! Como ministro, mostrou-se um grande gestor, enfim, uma pessoa capaz de conciliar, negociar, trabalhar decentemente... O Governo de Wagner, sem dúvida, será um grande avanço para a Bahia! Ele vai trabalhar com um programa similar ao do Governo Lula, cujo projeto está voltado para a inserção do povo num novo patamar de dignidade e respeito. Portanto, defendo que Jaques Wagner é o nome certo, na hora certa, para mudar a Bahia! A virada é mais que necessária!



COMO O SR. AVALIA A RETA FINAL DA CAMPANHA PRESIDENCIAL?
PAULO RANGEL - Nós vamos ganhar essa eleição com Lula no primeiro turno. Não tenho dúvida alguma. A minha grande preocupação é com a base de sustentação que o Governo Lula terá no Congresso Nacional para que ele não se sujeite a determinadas negociações. Acredito que a nossa bancada federal vai aumentar, a bancada do PT, assim como creio que aliados históricos e alguns dissidentes que tenham certa convivência conosco, farão parte de um processo coletivo que vai ajudar Lula a governar. Eu falo de companheiros do PcdoB, PSB e até do PDT... Acredito na visão do Lula e acredito também que a grande virada já começou na Bahia e Wagner será nosso Governador.



QUAL SUA MENSAGEM FINAL PARA O ELEITOR? O QUE ELE PODE ESPERAR DA SUA CONDUTA PARLAMENTAR?
PAULO RANGEL - Eu espero que o povo da Bahia vote em si mesmo e entenda que fazer política para a coletividade é votar em pessoas que pensam igual e vivem num patamar igual, ou quase igual, à grande maioria. Eu acredito e peço ao povo baiano que reflita muito antes de votar. Nós podemos fazer uma grande revolução por meio do voto. Já iniciamos essa revolução nacionalmente e precisamos iniciar a revolução aqui no Estado elegendo Wagner Governador, João Durval para Senador e pessoas que fazem parte do time de Lula, da base de apoio do Governo, especialmente do PT, para a Assembléia Legislativa e para o Congresso. Quanto á mim, o povo da Bahia pode esperar o compromisso que sempre demonstrei: um deputado engajado, de luta, que tem dedicado a maior parte de sua vida à inserção dos excluídos na política, na economia e na sociedade.

29 setembro 2006

Nos apoiamos Emiliano para Deputado Federal

Este blog apóia Emiliano para deputado federal.

Assim como a revista Carta Capital, que se decidiu por Lula. Este blog apóia:

Emiliano - 1331 - Deputado Federal;
Paulo Rangel - 13 1 13 - Deputado Estadual;
João Durval - 13 - Senador;
Wagner - 13 - Governador;
Lula - 13 - Presidente.


Por que votamos em Emiliano pra deputado federal?
Porque acreditamos nele.

Por que acreditamos em Emiliano em tempos tão degradantes para a política?
A descrença e o cinismo nos tentam como saídas para a nossa indignação.Temos motivos de sobra para imaginar que nos pregaram uma peça, que todo o esforço que fizemos para mudar este país, absurdamente desigual, apenas deu forças para que tudo continuasse na mesma.

Mas temos consciência de que o processo social continua, assim como o jogo pelo poder. Não podemos ficar indiferentes e temos escolhas a fazer, ou os piores serão os eleitos.

A indignação não turvou a nossa lucidez. Eu acredito em quem acredita em sonhos. Em quem faz o bom combate, denuncia, desmistifica, contesta as elites e propõe alternativas.

Assim é Emiliano, que não tem medo de sonhar, que assume riscos pelo que acredita, que nos convence pela sua ação e que se afirma pelo diálogo e pela abertura política;

Nós apostamos no que Emiliano tem de comum com a gente, a resistência e a crença de que é preciso mudar o mundo.

Votamos em Emiliano porque ele tem uma história de vida que nós faz acreditar nele. Porque ele acredita em sonhos, e luta para tornar seus sonhos realidade. Porque enfrentou a ditadura militar, teve seus direitos violados, passou quatro anos preso, mas nunca abandonou a luta pela democratização do país.

Porque luta em favor dos pobres e excluídos, contra os poderosos. Porque não tem medo de ACM. Não tem medo de Paulo Souto. Não tem medo.Porque tem cultura política, é jornalista, professor universitário e escritor. Porque foi deputado constituinte estadual, defendeu a diversidade cultural, a liberdade de religião, os trabalhadores, os direitos dos deficientes físicos e colocou seu mandato parlamentar a serviço da luta contra o racismo.

E como vereador de Salvador enfrentou a corrupção municipal.

Nós acreditamos em Emiliano porque ele apóia Lula presidente e porque quer mudar a Bahia com Wagner governador.

Não é por acaso que Waldir Pires vota nele.

Não é por acaso que a filósofa Marilena Chauí em Salvador, declarou apoio à sua candidatura.

Emiliano continua na luta. Acredita em sonhos. Nós também acreditamos neles.

28 setembro 2006

Porque Lula não vai ao debate: baixarias

"Venho agradecer, respeitosamente, o convite desta emissora para participar do debate sobre as eleições presidenciais, marcado para hoje. Sou um dos políticos que mais participou de debates eleitorais neste país. No entanto, é fato público e notório o grau de virulência e desespero de alguns adversários, que estão deixando em segundo plano o debate de propostas e idéias, para se dedicar, quase exclusivamente, aos ataques gratuitos e agressões pessoais.

Tenho demonstrado, em toda a minha vida, compromisso com os princípios democráticos e disposição para enfrentar qualquer tipo de debate. Somente na TV Globo, participei de três entrevistas ao vivo no "Jornal Nacional", no "Jornal da Globo" e no "Bom Dia Brasil" com perguntas livres e contundentes. O tom polêmico destas entrevistas, e a maneira como me comportei, demonstram que não tenho receio de enfrentar o debate franco e democrático.

Não posso, porém, render-me à ação premeditada e articulada de alguns adversários que pretendiam transformar o debate desta noite em uma arena de grosserias e agressões, em um jogo de cartas marcadas. Aproveito para reafirmar o meu respeito à TV Globo e parabenizá-la pelo trabalho isento que vem fazendo na cobertura destas eleições"

Atenciosamente,
Luiz Inácio Lula da Silva

DEBATE - Em baixa

Há neste momento pelo menos cerca de 40 convidados que conversam, bebem e comem às custas da Rede Globo e a 20 minutos do começo do debate entre os candidatos a presidente.

Eles estão reunidos numa ampla e confortável sala onde há oito aparelhos de televisão fixados no teto.

O programa de Alckmin que acabou de passar não despertou a atenção de nenhum deles. O de Lula despertou só um pouquinho.

25 setembro 2006

Pesquisa antiga. Queremos novidade.

Ibope: diferença entre Souto e Wagner volta a cair

Na pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira pelo jornal BA-TV, da Rede Bahia, a diferença entre os candidatos Paulo Souto (PFL) e Jaques Wagner (PT) voltou a diminuir, esquentando a disputa pelo cargo de governador da Bahia.

Em relação à última pesquisa, Wagner subiu 5 pontos, enquanto Souto caiu de 50% para 48% das intenções de voto.

O Ibope ouviu 1512 eleitores baianos entre os dias 22 e 24 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Somente uma observação. Já sabíamos deste resultado a mais de 10 dias, onde pesquisa interna apontava Wagner acima de 30% e Souto declinando para menos de 45%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Bahia ( do clã dos Magalhães ).
Queremos saber hoje. têm certeza que os números são estes?

CONFIRA:
Paulo Souto (PFL) 48%
Jaques Wagner (PT) 31%
Átila Brandão (PSC) 2%
outros candidatos 4%
brancos/nulos 4%
indecisos 11%

O que significa:

Souto com 48%
Wagner com 31%
Todos os candidatos com 37% + 11% de indecisos = 48%

Ou seja, empate técnico na Bahia. Podemos vencer no primeiro turno. Mesmo esta pesquisa encomendada pelos Magalhães pode ser interpretada assim, apesar de não ser a realidade:

Wagner está com muito mais. Souto está com muito menos. Podemos ganhar no Primeiro Turno. Avante Bahia! Vamos quebrar a panelinha.


Candidato de ACM ao Senado é pé de chumbo. Confira:
João Durval (PDT) - 29%
Antônio Imbassahy - (PSDB) 25%
Rodolpho Tourinho (PFL) - 19%
outros candidatos - 5%
brancos/nulos 5% indecisos: 17%

Jaques Wagner aposta que terá segundo turno

Wagner, disse ontem que pedir direito de resposta ao TRE contra o programa de TV do adversário Paulo Souto, que vem reproduzindo em seu horário eleitoral uma notícia de jornal que identifica como ex-assessor de Wagner um dos personagens do episódio do dossiê contra José Serra (candidato ao governo de São Paulo/PSDB), Oswaldo Bargas.

Ele garante que também vai processar o jornal Tribuna da Bahia, que veiculou a notícia. “Estou processando a Tribuna da Bahia por calúnia. Estampar o rapaz (Oswaldo Bargas) como meu ex-assessor é palhaçada. Isso eles fizeram a pedido do PFL para usar no programa eleitoral. Estou entrando com direito de resposta contra o PFL. O rapaz (Oswaldo Bargas) não é meu assessor. Ele era um funcionário de cargo comissionado do Ministério do Trabalho, em 2003. Não tem nenhuma relação pessoal comigo, nunca trabalhou em meu gabinete, nunca foi meu assessor”, garante.

Wagner realizou, ontem, sua última carreata antes das eleições de 1° de outubro. Ao lado do ministro da Defesa, Waldir Pires, e do candidato ao Senado, João Durval (PDT), eles percorreram a Avenida Suburbana, Uruguai, Caminho de Areia até a Ribeira. A carreata que estava marcada para às 9h só iniciou quase duas horas mais tarde e encerrou após às 15h.

SEGUNDO TURNO
Para Wagner, o segundo turno está garantido na Bahia. “Completei ontem (sábado) à noite mais de 50 cidades, em 18 dias, e não é ousadia o que vou falar.

Eles (partidos aliados de Paulo Souto) não conseguiram fazer nenhum comício do tamanho do nosso. Não tenho dúvida de que vamos para o segundo turno. A depender de como o processo se desenvolva nessa última semana, a gente pode ganhar no primeiro turno”, diz confiante.

A convicção de Wagner, segundo ele, é baseada no crescente apoio que vem recebendo e nas pesquisas eleitorais. “Enquanto eles viram diminuir o número de partidos e de prefeitos aliados, nós crescemos de quatro para 10 partidos e de sete para mais de 70 prefeitos, além de muitos ex-prefeitos.

Boa parte do pessoal que apoiava o PFL está vindo para a nossa caminhada. Eles fizeram um comício com 800 pessoas em Seabra, eu fiz com oito mil. Não há possibilidade de eles vencerem a eleição”, sustenta.

“IMBECIS” As últimas pesquisas que insinuam a possibilidade de um segundo turno na disputa presidencial não convencem Jaques Wagner. Na avaliação do candidato, os levantamentos ainda mostram uma posição consolidada e confortável para o presidente Lula.

O escândalo da compra do dossiê por petistas contra José Serra é amenizado por Wagner. “Este último problema não é uma crise ou escândalo. Houve meia dúzia de imbecis dos nossos que acharam que podiam derrotar Serra arrumando um dossiê. A grande culpa deles é ter se misturado com quem já era sabidamente marginal. Ou caíram em uma cilada ou são aprendizes de feiticeiro, que fizeram uma besteira”, avalia.

Calendário das pesquisas eleitorais

Terça-feira, dia 26 - Pesquisa do Instituto Sensus fechada no último fim de semana;

Quarta-feira, dia 27 - Pesquisas IBOPE e Datafolha no Jornal Nacional;

Sexta-feira, dia 29 - Pesquisa Vox Populi na TV Bandeirantes e na revista Carta Capital;

Sábado, dia 30 - Pesquisas IBOPE e Datafolha no Jornal Nacional;

Domingo, dia 1 - Pesquisa de boca de urna do IBOPE na TV Globo.

24 setembro 2006

Sete mil pessoas aclamam Wagner em Seabra

“A Bahia está decidida: quer mudanças, quer transformação, o povo não mente e o povo está nas ruas, virou o Brasil e vai virar a Bahia”, afirmou ontem (23/09), o candidato a governador Jaques Wagner no comício com mais de sete mil pessoas em Seabra. O ex-ministro lembrou que a alta intenção de voto em Lula, como foi constatado pelas pesquisas, é a prova de que o povo apóia o programa e o modo de governar do presidente, que serão também implantados na Bahia com a sua eleição para governador. "Os números não mentem, em todo lugar por onde passo é a alegria tomando conta da cidade. As crianças vêm me abraçar, e quando isto acontece é porque os pais em casa falam bem da gente”.

Wagner tem certeza que o povo baiano vai responder nas urnas as ofensas da oposição ao presidente Lula. “Vamos dar o troco ao PFL, pois seus três senadores na Bahia o que fizeram foi tentar derrubar o presidente", conclamou Wagner, no comício na praça dos Eventos.
O candidato expôs a tese de que a Bahia deve decidir entre dois caminhos: o do continuísmo de governos que fez da Bahia, o estado campeão da desigualdade social no Brasil, e o caminho aberto pelo presidente Lula, que faz política para tentar melhorar a vida das pessoas. "Peço a oportunidade aos baianos para fazer na Bahia um governo como o que o presidente Lula está fazendo no Brasil", disse.

O futuro governador lembrou que Seabra foi o município baiano que mais recebeu recursos do programa federal Luz para Todos e a Bahia o estado mais beneficiado com este programa. "É um motivo de alegria e de tristeza", comentou Wagner. "Alegria porque a Bahia está recebendo esse benefício, mas tristeza porque nós somos o estado que mais precisa", afirmou.

Alguns dos projetos em curso no governo federal foram citados por Wagner para destacar o papel estratégico do governo Lula no desenvolvimento do país, como a ferrovia Leste-Oeste, que ligará o Oeste a Salvador através de Brumado; a revitalização da hidrovia do rio São Francisco, o replantio da mata ciliar deste rio e o saneamento de todas as cidades das suas margens; a interiorização das universidades federais; os investimentos nos portos. "A parte do governo federal está sendo feita", insistiu.

Wagner assumiu o compromisso em praça pública de implantar o Hospital Regional da Chapada, "para acabar com o turismo de ambulância"; criar campus da universidade federal e estadual; recuperar as estradas; implantar a rede de apoio à agricultura familiar, garantindo acesso a terra, a tecnologia e recuperando a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) a fim de que ela trabalhe, prioritariamente, para os pequenos agricultores; e estimular o turismo ecológico, que é uma alternativa necessária à Chapada. O novo governador da Bahia estenderá os programas federais – farmácias populares, SAMU 192, regionalização da saúde, investimentos na educação – para todo o estado e manterá uma mesa de negociação permanente com o funcionalismo público.

Comparação com Watergate é impertinente e absurda

Lula não é Nixon, Marco Aurélio de Mello não é Bob Woodward.






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Essa comparação é curiosa para um cidadão, impertinente para um magistrado, absurda para um presidente de tribunal
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O PRESIDENTE DO Tribunal Superior Eleitoral, ministro Marco Aurélio de Mello, precisa conter a devoção que tem pela voz do doutor Marco Aurélio de Mello. Sua comparação das malfeitorias petistas com o caso Watergate é curiosa para um cidadão, impertinente para um magistrado, absurda para o presidente de um tribunal eleitoral.

Numa entrevista aos repórteres Luiz Orlando Carneiro e Tales Faria, o ministro produziu uma salada. Perguntaram-lhe se via "semelhanças" entre os dois casos e ele disse: "Não, não vejo.... É algo muito pior! Não há comparação. Aquela escuta foi realmente muito terrível. Mas, agora, o que temos é uma somatória de desvios de poder. "Se o ministro acredita que o caso do PT é realmente "muito pior", mistura duas equipes de tabajaras, uma americana e outra brasileira, associando um episódio passado (a renúncia do presidente Richard Nixon) e uma crise recente (o envolvimento de Lula nas malfeitorias petistas).

A associação é capenga. Nixon encrencou-se quando dois assessores testemunharam que havia usado a Presidência para obstruir o trabalho da Justiça. Foi a pique quando teve que entregar as fitas das gravações clandestinas que fazia no Salão Oval. (Ele não foi o primeiro. O grampo presidencial tornara-se rotina nas reuniões de John Kennedy e nos telefonemas de Lyndon Johnson.)

Há uma diferença essencial entre o Watergate e as malfeitorias petistas: ninguém provou que Lula obstruiu investigações policiais ou a ação da Justiça. A idéia de "pior" sugere um nível de malfeitoria que não chegou (ainda) ao campo das provas. O que vem a ser um "desvio de poder", não se sabe, mas até onde a vista alcança, se alguém cometeu desvios foi o doutor Ricardo Berzoini com seu dispositivo de mídia.

Uma das boas coisas da vida para colunistas e redatores é a construção de vinhetas históricas comparando alhos com bugalhos. Quando o presidente do Tribunal Superior Eleitoral entra nesse tipo de exercício, a Justiça perde. Os repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein achavam que o caso Watergate era "muito pior" do que se pensava, mas eram repórteres, não eram magistrados.

Enquanto a ministra Ellen Gracie estiver na presidência do Supremo, bem que se poderia criar um sistema de cotas verbais: todos os ministros podem falar quanto quiserem fora da Corte, desde que não ultrapassem em dez vezes o tamanho das falas da presidente. Como ela raramente excede duas frases por semana, ficaria tudo mais simples.

De Elio Gaspari - "Jornal O Globo"

22 setembro 2006

Agenda de Jaques Wagner

Eventos do dia 25/09/2006
09:00h – Ituaçu - Carreata - (saída do campo de pouso – entrada da cidade)

11:00h – Barra da Estiva - Carreata/Ato político - Local: Praça Municipal

18:00h- Simões Filho - Carreata - (saída da entrada da cidade)

21:00h – Salvador - Encontro com a Comunidade Jurídica e Ativista dos Direitos Humanos da Bahia - Local: restaurante Babagula


Eventos do dia 24/09/2006
09:00h – Salvador - Carreata na Suburbana - (saída da av. Eduardo Doutto – casa de show ZUG – até Paripe)


Eventos do dia 23/09/2006
09:00h – Paulo Afonso - Carreata - (saída do aeroporto)

15:00h – Souto Soares - Carreata - (saída do campo de pouso até a praça da
rodoviária)

17:00h – Iraquara - Carreata - (saída da entrada da cidade até o largo da
Pousada das Grutas)

19:00h – Seabra - Carreata/Comício - (saída do trevo até a praça de Eventos)


Fonte: Assessoria Imprensa Coligação "A Bahia de Todos Nós"

21 setembro 2006

MOBILIZAÇÃO POPULAR CONTRA O GOLPE

A oposição criminosa de Jereissati e ACM, os fanáticos onanistas da extrema direita e os barões da imprensa movem neste momento uma ação explícita de golpe contra a democracia e o Estado de Direito.

O ridículo "escândalo do dossiê" contra José Serra e o PSDB está sendo utilizado como pretexto para melar a eleição e criar um clima de desordem institucional, inclusive com a promoção da baderna nas duas casas do Parlamento.

O momento é gravíssimo, marcado por uma agressiva ação coordenada de toda a grande mídia. Quem assistiu ontem ao Jornal Nacional, da Rede Globo, testemunhou um estarrecedor show de deturpações, exageros e de propaganda golpista.

O mesmo está ocorrendo ininterruptamente nos canais das mídias digitais. Todo o sistema de comunicação da maior agência do País, a Agência Estado, por exemplo, está sendo utilizado para desestabilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O site oficial e os canais particulares de notícia do Grupo Estado estão mobilizados 24 horas por dia nessa missão destrutiva, repetindo o modus operandi dos veículos de informação que prepararam o golpe contra o presidente venezuelano Hugo Chavez.

O fenômeno se repete em outras fontes informativas. A ordem geral, segundo o "consenso de mídia", grupo fortemente influenciado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é explorar ao máximo tudo que seja desfavorável ao governo.

Simultaneamente, trabalha-se pela santificação da oposição, desenhada como vítima das "vilanias" petistas.


Vale nos conscientizarmos todos de quatro pontos fundamentais nesta guerra:

1) A compra pura e simples de informação não se constitui em crime. Pode-se admitir a prática de delito apenas em caso de uso ilegal do conteúdo, e desde que se configure em injúria, calúnia ou difamação contra instituição ou cidadão.

O material supostamente oferecido pelos Vedoin comprova, sim, a coexistência pacífica entre José Serra e os sanguessugas. Há duas opções: ou ele era partícipe do esquema ou foi incompetente para detectar os graves desvios cometidos no Ministério da Saúde.

2) Todo o esquema para a compra do dossiê foi abortado pela própria PF, o que mostra que o governo não tem utilizado os aparatos policiais do Estado em benefício próprio.

3) O grande réu neste caso é José Serra e seu partido, o PSDB. Depoimentos do criminoso Comendador Arcanjo e dos donos da Planam atestam a parceria entre o PSDB de Mato Grosso e as máfias locais.

A manipulação vergonhosa da imprensa brasileira está desviando o foco do debate. É Serra e seu partido de delinqüentes que devem explicações à sociedade brasileira.

4) A questão é a seguinte: O Excelentíssimo Senhor Marco Aurélio de Mello, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, extrapola suas funções ao emitir pareceres pessoais e políticos sobre os casos levados a sua magistratura? Pelo menos é de se espantar a reunião que fez com os líderes da oposição, no dia 18, desprezando a isenção que deveria nortear seu trabalho.

Portanto, neste momento, é importantíssimo que escrevamos imediatamente para todas as redações de jornais, revistas, TVs e emissoras de rádio para mostrar que não nos calaremos diante da tentativa de golpe. O mesmo se aplica do TSE, que deve saber de nosso alarme com o desvirtuamento da instituição.

Nesta hora, cada um tem assumir a luta em sua trincheira. Cada um tem que oferecer sua parcela de contribuição. Escrever para todos os amigos e familiares, especialmente para aqueles que não se ligam diretamente na luta política. São eles os principais alvos da campanha do golpe.

Esta é uma tarefa para ontem. É começar já!

Lula é muitos!!!

Mauro Carrara
Jornalista


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20 setembro 2006

Eletricitários e aposentados da CHESF declaram apoio a Rangel

Trabalhadores eletricitários de diversas regiões da Bahia e aposentados da CHESF declararam apoio à candidatura do deputado Paulo Rangel.

Os profissionais do setor, que somam mais de 10 mil homens e mulheres empenhados na produção e distribuição do insumo, publicaram carta em apoio ao candidato ressaltando a necessidade da continuidade do seu mandato. Os aposentados também publicaram documento de adesão à campanha.

Assinada por centenas de lideranças sindicais, chesfianos e eletricitários de Salvador, Juazeiro, Feira de Santana, Eunapólis, Vitória da Conquista, Barreiras, Paulo Afonso, Itabuna, Sobradinho, Ubatã, Chapada Diamantina e Ribeira do Pombal, a carta evidencia os motivos pelos quais os profissionais defendem o nome de Paulo Rangel para a função legislativa.

Eletricitário de formação, ex-Diretor Sindical e ex-Administrador da Chesf em Paulo Afonso, sua cidade natal, Rangel entende as necessidades da categoria e têm lutado por melhores condições de trabalho e previdência para o setor.

Os profissionais destacaram ainda o empenho do parlamentar que durante os dois anos do seu mandato monitorou e fiscalizou o Programa Federal Luz parta Todos na Bahia, do qual foi Coordenador Geral do Comitê Gestor, tendo contribuído para levar o benefício para milhares de comunidades rurais carentes. "Nós precisamos de um deputado comprometido com os interesses legítimos e justos dessa grande massa de trabalhadores", destacou o documento.

Ainda na carta, a categoria afirmou apoio à eleição de Wagner para Governador e a reeleição do Presidente Lula como o governante que melhor atendeu as necessidades do povo brasileiro, em especial a população de baixa renda.

17 setembro 2006

Mais de 15 mil pessoas no comício de Wagner e Lula em Salvador

“O Nordeste não está predestinado a ser pobre. O que falta ao Nordeste é oportunidade e uma classe política comprometida em combater as suas carências”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ontem (16), para as cerca de 15 mil pessoas que lotaram o Farol da Barra, um dos principais cartões postais de Salvador. Segundo Lula, o seu governo está trabalhando arduamente para que o Nordeste se torne uma região mais desenvolvida.

Para isso, afirmou o presidente, estão em andamento ou em vias de serem iniciados grandes projetos de infra-estrutura para a região, como a refinaria de Pernambuco, a siderúrgica do Ceará, a ferrovia Transnordestina, a reforma de portos e aeroportos e a recuperação de estradas, entre outras. “Isso sem falar no biodiesel, que vai produzir uma verdadeira revolução no campo, de Norte a Sul do país”, garantiu Lula.

O presidente também falou sobre os vários programas que estão combatendo a carência de boa parte da população da região, como o Bolsa Família, o Luz para Todos e o Pronaf. A educação foi outro tema abordado no seu pronunciamento. “Estamos criando dez universidades públicas e levando 48 extensões universitárias para o interior. Além disso, com o ProUni, já garantimos bolsas de estudos para 204 mil jovens de baixa renda”.

O presidente falou ainda que a redução dos preços da cesta básica de alimentos e dos materiais de construção, além do aumento do salário mínimo, está aumentando o poder de compra da população, em especial da mais carente. “Mas queremos e vamos fazer ainda mais num segundo mandato, pois nunca o país reuniu tantas condições para viver um grande ciclo de desenvolvimento econômico e social”.

No estado com a maior população negra do Brasil, Lula discorreu também sobre a aproximação que promoveu entre o Brasil e os países africanos, frisando que já visitou 17 países daquele continente.

Em um dos momentos mais aplaudidos do comício, Lula criticou alguns dos líderes políticos baianos que lhe fazem oposição. “Tem um que, no governo de FHC, era chamado de leão do nordeste, mas para mim não passa de um hamster”. Segundo o presidente, algumas dessas lideranças baianas simbolizam o que há de “mais atrasado e perverso na política brasileira. É gente que não respeita o povo, nem a democracia”.

O candidato do PT ao governo da Bahia, ex-ministro Jacques Wagner, disse que a Bahia tem dois caminhos. “Um é continuidade da arrogância, da política arcaica, que não olha para o povo. O outro é o caminho da inclusão social, do respeito aos mais pobres e do desenvolvimento, que vai gerar mais empregos e tirar a Bahia dos últimos lugares que ocupa no ranking da educação e da saúde”.

O candidato ao Senado, ex-governador João Durval, afirmou que a Bahia tem que seguir o caminho que Lula mostrou ao Brasil, baseado no crescimento com distribuição de renda. “O trabalho que Lula está realizando já o coloca entre os melhores presidentes da história do Brasil, ao lado de JK e Getúlio Vargas”.

O outro orador da noite foi o prefeito de Salvador, João Henrique, que se referiu a Lula como o “presidente do povo, do ProUni, do Projovem, da inclusão social e da geração de empregos”.

Lula: "Bahia vai dar resposta às ofensas na urna"

A Praça da Matriz, no centro de Feira de Santana, recebeu cerca de dez mil pessoas ontem a tarde (16), em mais um grande ato de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Desde a noite de 15, ele já esteve em Natal, Aracaju e João Pessoa e, ainda foi a Salvador. hoje (17), Lula estará em Belém, encerrando esse giro pelo Norte-Nordeste.

Lula iniciou o seu pronunciamento lembrando que conheceu Feira de Santana aos sete anos, “quando era mais um retirante nordestino”. Na época, junto com a mãe e os irmãos, ele viajava num pau de arara de Pernambuco até São Paulo. “Desde aquela época, aprendi a gostar da Bahia. E sempre recebo tanto carinho quando venho aqui que devo ter nascido baiano em alguma encarnação”.

O presidente disse que a Bahia, exatamente por ser uma terra carinhosa, não combina com o PDSB e o PFL. Sem citar nomes, ele lembrou que foi seguidamente ofendido por alguns líderes locais, mas deixaria a resposta a cargo do povo. “A Bahia vai responder a essas ofensas nas urnas”, afirmou, provocando aplausos da multidão.

Historicamente, a Bahia é um dos estados onde Lula alcança algumas de suas maiores votações e ele acredita que não será diferente desta vez. “Todos estão vendo o trabalho que estamos realizando. Em quatro anos, já fizemos mais que eles em oito anos. Agora, imaginem o quanto poderemos fazer num segundo mandato”.

A Bahia é o estado brasileiro com maior número de beneficiados pelo Bolsa Família – 1,4 milhão de famílias - e o fato foi ressaltado por Lula, que também lembrou os benefícios proporcionados pelo Programa Luz para Todos. “Ao contrário do governo anterior, que só levou energia para 400 mil pessoas em oito anos e ainda cobrava por isso, o Luz para Todos já garantiu luz elétrica de graça para 3,7 milhões de brasileiros. E, entre eles, 570 mil baianos”.

Lula também citou o investimento de R$ 1,3 bilhão em programas habitacionais que beneficiam 112 mil famílias baianas, além de várias outras ações que o governo federal realiza no Estado, como a reconstrução das BRs 020 e 101, a implantação da Farmácia Popular e o programa de expansão universitária.

Ao final, o presidente garantiu: “Tiramos o país da crise. E agora que sabemos o caminho das pedras, não tenham dúvidas de que faremos um segundo governo ainda melhor que o primeiro”.
O comício contou com a presença de várias lideranças políticas, entre elas o ex-ministro Jacques Wagner, candidato do PT ao governo da Bahia, e o ex-governador João Durval, candidato ao Senado.

O leão virou um hamster

No comício da virada em Feira de Santana, ao lado do ex-ministro Jaques Wagner, o presidente Lula atacou duramente o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL), patrono da candidatura Souto.

"Tem gente velha na política da Bahia que dava tapa na mesa para ser recebido por presidentes e foi chamado de 'leão do Nordeste'. Para mim, ele é um hamster, que faz muita bravata. Só que não tenho medo de cara feia e, para falar comigo, ele tem que virar civilizado, como era o seu filho, disse Lula.

Sem citar em nenhum momento o nome de ACM, o presidente também criticou outro integrante da família do senador, o deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto. "Aqui tem um deputadozinho, um baixinho, que gosta de tirar proveito de obras federais."

Ainda em Feira de Santana, Lula disse que os seus opositores criticam os programas sociais do governo porque o dinheiro "não passa pelas mãos deles, vem direto para o povo". Depois, disse que já conhece "o caminho das pedras" e que vai fazer um governo "ainda melhor" do que o seu primeiro.

16 setembro 2006

São Francisco do Conde parou para ver Wagner

A cidade que deu 94% dos votos a Lula nas últimas eleições presidenciais - a maior votação proporcional do país que o petista recebeu - foi às ruas ontem (15/09) à noite receber efusivamente o novo governador da Bahia, Jaques Wagner.

Ao lado do prefeito Antonio Pascoal (PP), e do candidato ao senado João Durval, Wagner liderou uma carreata formada por centenas de veículos, que saiu do distrito de São Roque e foi até a Orla da cidade de São Francisco do Conde.

"Wagner, cadê você, eu vim aqui só pra te ver" - foi cantando esses versos que centenas de crianças, jovens, adultos e idosos, ao longo dos três quilômetros percorridos pela carreata, recepcionaram o candidato.

A cidade parou durante quase três horas. As pessoas postaram-se nas portas das escolas, do hospital, nas calçadas dos bares, do posto de gasolina, das residências, enfim, em todo o circuito por onde passava os carros, acenando para Wagner e sua comitiva. Quando chegou à Orla, onde fica a maioria dos bares de São Francisco do Conde, outras centenas de pessoas deixaram as mesas dos estabelecimentos, ficaram de pé e bateram palmas para o candidato.

"São Francisco do Conde, nesta noite, está demonstrando que quer mudança", exclamou o prefeito Antonio Pascoal, ao abrir o breve comício realizado depois da carreata. "O Brasil já decidiu por Lula. A Bahia precisa de uma nova opção. É uma grande mentira dizer que a eleição está decidida. Milhões de pessoas em todo estado são beneficiadas pelos programas sociais do governo federal. A Bahia precisa ter alguém que junto com Lula possa fazer ainda mais pelo nosso povo", afirmou Pascoal e, ao concluir sua fala, disse ter certeza que "aqui, Wagner, você já ganhou. A hora da virada é a hora que o povo decide por um governo diferente deste que aí está. Liberdade, Bahia!".

Wagner agradeceu a Pascoal e ao povo de São Francisco do Conde pela demonstração de carinho com que foi recebido e lembrou que em todas as cidades por onde tem passado, nos últimos quinze dias, a animação é grande e vigorosa. "Estamos em plena virada para ganhar a eleição. O povo cansou dos 16 anos de PFL, de governos que não cuidam das pessoas. Depois de verem o presidente Lula governar e ver como ele tem melhorado a vida de tanta gente, eu tinha certeza que o povo baiano iria despertar para o novo caminho", afirmou.

O ex-ministro de Lula disse também que o atual governador da Bahia tenta esconder quem é o candidato a presidente apoiado pelo PFL, mas que ele, Wagner, tem "orgulho de dizer que o meu voto é de Lula. Por isso convoco a todos para trabalhar intensamente nos próximos quinze dias para reeleger Lula com uma votação ainda maior do que ele teve aqui nas últimas eleições; e eleger os deputados de Lula, assim como me dar a oportunidade de ser o novo governador da Bahia".

14 setembro 2006

Wagner aponta dois caminhos para a Bahia

Entrevistado desta quarta-feira no jornal BA TV, da Rede Bahia, o candidato do PT ao Governo do Estado, Jaques Wagner, apontou dois caminhos para a Bahia. O primeiro, do qual ele faz parte, é encabeçado pelo presidente Lula. O outro, afirmou Wagner, “a Bahia já conhece há 16 anos”. Para o candidato, o que está em questão não é a disputa entre ele o pefelista Paulo Souto, mas sim entre os grupos que os dois representam.

Wagner disse que sua taxa de conhecimento entre o eleitorado está crescendo, e apresentou números que comprovam a preferência do eleitorado baiano pelo PT sobre o PFL.

Para Wagner, as denúncias de corrupção em Brasília não afetaram seu desempenho nas urnas: “eu sai ileso de todos os ataques, o presidente Lula também.”

Para o candidato, alguns membros do PT erraram, mas o partido não pode ser condenado.

Sobre a punição do tribunal eleitoral pelas inserções favoráveis ao presidente Lula no programa eleitoral de Wagner, o candidato afirmou que não discute com tribunal, apenas cumpre. “tenho orgulho de ser ligado ao projeto do presidente Lula.”

Se eleito governador, Wagner prometeu mudar o modelo autoritário do atual governo e promover mais diálogo.

12 setembro 2006

Grande Comício da Virada com Wagner e Lula

Sábado 16.09 - Feira de Santana - às 14:00 horas
Sábado 16.09 - Salvador - às 19:00 horas


Grande Comício da Virada com Wagner e Lula

Ibope confirma: a hora da virada chegou. Wagner cresce 10 pontos

A 20 dias das eleições de 1º de outubro a pesquisa Ibope/TV Bahia, divulgada ontem (11/09) à noite, confirma que a hora da virada chegou.

Com crescimento de 10 pontos percentuais da candidatura de Wagner ao governo do Bahia, que passou de 16% na rodada estimulada de 15 de agosto, para 26%. “E vamos crescer ainda mais” afirma Wagner explicando que nas eleições de 2002, no mesmo período, o Ibope lhe dava 18% contra 56% do candidato do PFL. “As urnas acabaram me dando 38,5% dos votos válidos, uma diferença de apenas 4% para garantir o segundo turno” explica.

A pesquisa mostra que a campanha de Wagner vem crescendo a cada dia. Na primeira pesquisa realizada no dia 26 de julho, Wagner tinha 13%, na segunda em 15 de agosto 16%, agora 26%.

“A hora de virada chegou”. Paulo Souto caiu de 52% para 50%. Ou seja, a 20 dias das eleições, o quadro indica mudança. “O eleitor baiano cansou desse governo e quer uma novo projeto político, vinculado ao do presidente Lula” garante Wagner.

A pesquisa Ibope/TV Bahia foi realizada entre os dias 8 e 10 deste mês e ouviu 1.008 eleitores em 60 municípios, inclusive a capital. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais e para menos.

11 setembro 2006

Prefeito de Teixeira de Freitas rompe com o PFL e declara apoio a Wagner

O prefeito de Teixeira de Freitas, Padre Aparecido, do PSDC, que foi eleito como um aliado do PFL baiano, subiu no palanque de Wagner, ontem à noite, e declarou o seu apoio ao candidato da coligação "A Bahia de Todos Nós".

Com um discurso duro contra os seus ex-aliados, o prefeito defendeu a eleição de Wagner, por entender que o candidato petista representa um novo tempo de liberdade e dignidade dos baianos.

"Venho pedir a todos que lutemos por uma nova sociedade, mais justa, onde todos tenham a oportunidade de uma vida digna. Precisamos nos libertar do grande mal que há tantos anos infelicita a Bahia", afirmou o padre.

Para uma platéia atenta para as falas dos oradores, o prefeito de Teixeira de Freitas pediu a todos que dessem um "não ao passado que nos subjugou" e "ao continuísmo nefasto no governo da Bahia. Conclamo a todos: está na hora da mudança e a mudança é Wagner quem representa. Com ele teremos mais democracia e menos perseguição. Não queremos mais ser prisioneiros de um grupo político que se perpetuou no poder. Vamos tirar do governo os políticos nefastos, que tentam tirar a nossa liberdade e dignidade. Tenho a convicção que teremos uma vida nova com a eleição de Wagner", afirmou o padre Aparecido.

09 setembro 2006

Filósofa Marilena Chauí declara apoio às candidaturas de Emiliano e Wagner

Pouco antes de proferir conferência em Salvador (05/09/06), sobre o tema Mídia e Poder, a filósofa Marilena Chaui gravou, no Hotel da Bahia, duas declarações políticas para o programa eleitoral do PT. Uma, em apoio à candidatura de Emiliano, para deputado federal, a outra em apoio à candidatura de Jaques Wagner para governador.

Marilena Chauí veio a Salvador a convite do deputado Emiliano. Wagner participou da conferência realizada no auditório da Faculdade Visconde de Cayru. Em ambas gravações ela justificou seu apoio pela necessidade de se priorizar uma educação pública e de qualidade, defendida pelos dois.

As fotografias do evento podem ser vistas aqui - (slide changes every 10 seconds - cada slide será exibido por 10 segundos): http://www.emiliano1331.can.br/galeria/marilena_chaui/index.html

Criticada por setores da mídia por um suposto silêncio durante a crise que se abateu sobre o PT e o Governo Lula, em 2005, a filósofa e professora da Universidade de São Paulo (USP) Marilena Chauí, à época, reagiu duramente. No auge da caça ao PT, escreveu uma carta aos seus alunos, explicando que a mídia estava enviando a seguinte mensagem: "Somos onipotentes e fazemos seu silêncio falar. Portanto, fale de uma vez". Ela rejeitou a imposição. "NÃO FALO". E citou Étienne de La Boétie em "Discurso da Servidão Voluntária (século XVI): "Não é preciso tirar coisa alguma do dominador, basta não lhe dar o que ele pede".

OS TEMPOS MUDARAM
Naquela oportunidade, Marilena Chaui avisou que falaria quando a sua liberdade determinasse que era hora de falar. Os tempos mudaram. Agora ela está falando como nunca. Atendendo convite do jornalista, professor universitário e deputado Emiliano José (PT), ela proferiu a conferência na Faculdade Visconde de Cayru. Emiliano dirigiu os trabalhos e convidou para a mesa outro expoente do pensamento, o também filósofo João Carlos Sales, professor da UFBA, além do candidato a governador Jaques Wagner.

O pequeno auditório da Visconde de Cayru, para pouco mais de 300 pessoas, quase foi abaixo quando o deputado Emiliano José comunicou ao público que a revista Veja desta semana (06.09) em artigo assinado por Reinaldo Azevedo, chamava grosseiramente a professora de filosofia de nada mais nada menos que "Marilena, a Tati Quebra Barraco da academia".

Marilena Chaui é titular do Departamento de Filosofia da USP. Suas áreas de especialização são História da Filosofia Moderna e Filosofia Política. Escreveu trabalhos sobre ideologia, cultura, universidade pública, além de obras sobre as filosofias de Merleau-Ponty e Espinosa. É autora de vários compêndios sobre o ensino da filosofia no país e a Fundação Perseu Abramo está lançando dois títulos seus: "Simulacro e Poder - uma Análise da Mídia" e "Cidadania Cultural: o Direito à Cultura".

O que seria apenas uma conferência acadêmica, iniciada pontualmente às 19h30min, transformou-se numa espécie de "meeting" intelectual. Estudantes e professores da Faculdade de Educação da UFBA transmitiram ao vivo pela rádio web, o núcleo de vídeo da universidade gravou a palestra, caravanas de estudantes vieram do interior e até do vizinho estado de Sergipe. A Faculdade Visconde de Cayru sentiu a movimentação, suspendeu as aulas e instalou quatro telões nas salas e pátios internos, possibilitando a mais 1.500 pessoas ouvir a filósofa.

Do lado de fora, na rua do Salete, Barris, já com os portões fechados, centenas de estudantes e professores protestavam porque não tinham conseguido entrar. Do lado de dentro, o público jovem resistiu bravamente a uma hora e meia de complexa leitura. Depois, a filósofa aceitou bravamente o assédio da juventude por um autógrafo. Chegava perto da meia-noite quando o auditório se esvaziou.

A IDEOLOGIA DA COMPETÊNCIA
Marilena Chaui, na conferência sobre Mídia e Poder, discorreu sobre a destruição da esfera da opinião pública e sua substituição pela simples manifestação pública de sentimentos, citou o surgimento do "formador de opinião", a espetacularização da notícia, a infantilização do público nos programas de auditório, a despolitização, a produção da desinformação e a utilização dos meios de comunicação como exercício de poder, temas recorrentes na crítica à indústria cultural.
Mas, o que mais despertou a curiosidade foi o conceito de "ideologia da competência". O discurso competente determina quem tem o direito de falar e quem deve ouvir. Quem fala detém o conhecimento e os desprovidos de saber devem apenas ouvir e obedecer. Essa ideologia opera com a figura do "especialista" que nos ensina tudo, desde a fazer sexo, jardinagem, culinária, educação das crianças, como amar Jesus e ganhar o céu. Mas o principal especialista é o "formador de opinião", o que explica e interpreta as notícias, os acontecimentos, rebaixa e eleva entrevistados e zomba ou premia calouros. Não é sem razão que a oposição ao presidente Lula exacerba-se para colar nele a imagem de incompetente. Na cabeça deles, competência pertence à elite branca.

Nesse momento, a filósofa transforma-se em militante do Partido dos Trabalhadores, sorri e se diverte com o apelido de Marilena, a "Tati Quebra Barraco da academia", para delírio da platéia.

NEM PACÍFICO NEM ORDEIRO
A filósofa, que já definiu a situação social do Brasil como proto-fascista - "Uma sociedade que opera por exclusão, pela prática da violência e pelo poder hierarquicamente estabelecido e justificado" - voltou a bater duro contra o mito do brasileiro "pacífico e ordeiro". Ela reproduziu o que já havia afirmado dias antes, em 30 de agosto, ao abrir o Congresso Interamericano de Educação em Direitos Humanos, realizado em Brasília: "a classe dominante brasileira exorciza o horror às contradições, promove a ideologia da união nacional a qualquer preço e se recusa a aceitar os conflitos, porque eles são a negação mítica da boa sociedade pacífica e ordeira".

"A sociedade brasileira é violenta, autoritária, vertical, hierárquica e oligárquica, polarizada entre a carência absoluta e o privilegio absoluto. No Brasil há bloqueios e resistências à instituição dos direitos econômicos, sociais e culturais. Os meios de comunicação de massa e os setores oligárquicos nos fazem crer que a sociedade brasileira é ordeira acolhedora, pacífica, e que a violência é um momento acidental, um surto, uma epidemia, um acidente, algo temporário que, se bem tratado, desaparece. E que pode ser combatido por meio da repressão policial. Mas, na verdade, a violência é o modo de ser da sociedade brasileira", argumenta Chaui.


SOCIEDADE VIOLENTA
O que seria essa violência estrutural do Brasil? Marilena Chaui responde:

A ESFERA PÚBLICA nunca chega a se constituir verdadeiramente como pública, porque é definida pelas exigências do espaço privado. No Brasil, há uma indistinção entre o público e o privado. Não só se pratica corrupção dos recursos públicos, mas a coisa pública é regida por valores privados e também não há percepção dos direitos à privacidade e intimidade;

A SOCIEDADE bloqueia a opinião de classes diferenciadas, com os meios de comunicação monopolizando a informação. O consenso é confundido com unanimidade e a discordância, com ignorância; as classes populares carregam o estigma da suspeita, da culpa e da incriminação permanente.

AS LEIS SÃO ARMAS para preservar privilégios, jamais tendo definido direitos possíveis para todos. Os direitos, na prática, são concessões e outorgas que dependem da vontade do governante. Em vez de figurarem um pólo público de poder e regulação dos conflitos, as leis aparecem como inúteis e inócuas, feitas para serem transgredidas e não transformadas.

Uma situação violenta é transformada num traço positivo quando a transgressão é elogiada como um "jeitinho brasileiro";

OS INDIVÍDUOS são divididos entre mandantes e obedientes, e todas as relações tomam a forma de tutela, de dependência e de favor. As pessoas não são vistas como sujeitos autônomos e iguais, como cidadãos portadores de direitos. E o paternalismo branco, refletido na forma do clientelismo e do favoritismo, é considerado "natural", às vezes até exaltados como características positivas do caráter nacional.

SEGUNDO MARILENA Chaui, a violência na sociedade brasileira não é de hoje. É estrutural e está presente na invasão do público pelo privado, no monopólio da mídia e no paternalismo branco:

"Numa sociedade democrática, eu procuro o meu representante e digo as minhas reivindicações, de grupos e classe sociais. No Brasil, você vai, pede licença para entrar no gabinete do político, senta numa cadeira, espera quando der na veneta dele para ser atendido e pede um favor. Ou seja, o representante se torna superior a você, mandante do qual você recebe favores e ao qual você obedece. Isso é uma calamidade!" (...) "A noção republicana de representação é o contrário: a fonte de poder somos nós e o representante recebeu de nós um mandato. Por isso não podemos ter com ele uma relação de clientela e subordinação".


O CONFLITO É LEGÍTIMO
Segundo ela, "numa sociedade polarizada entre a carência absoluta e o privilégio absoluto, o caminho para a democracia se daria via instituição de direitos. Fundada na noção de direitos, a democracia estaria apta a diferenciar privilégios e carências. "Uma das práticas mais importantes da política para a democracia é ter ações capazes de unificar as carências, fazer a passagem das carências dispersas para interesses comuns e desses interesses chegar a direitos. Essa é a luta pela igualdade", diz.

"Na medida em que aqueles que são de fato excluídos de direitos são considerados universalmente como portadores de direitos, temos que observar que cada direito afirmado abre um campo de luta para afirmação e conquista de novos direitos, seja como complemento, como efeito ou como recurso de legitimação. Uma declaração de direitos civis abre campo para conquista de direitos sociais e, como conseqüência, a luta por uma igualdade efetiva. Assim, a luta pela distribuição de renda pode chegar à luta contra a propriedade dos meios de produção", afirma. "De tal modo que se possa ver em operação a contradição da afirmação de alguns direitos, que isso possa quebrar o freio imposto ao exercício dos direitos declarados", completa.

MARILENA EM CAMPANHA
Marilena Chauí esteve presente no recente encontro do presidente Luis Inácio Lula da Silva com intelectuais, realizado no Hotel Sofitel, e organizado pelo Assessor Especial de Relações Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia. Segundo ela, a imprensa não revelou o que realmente se passou na reunião, preferiu cercar assuntos menores, se preocupar em identificar quem não estava lá, uma cobertura pobre. A professora, criticada por alguns "formadores de opinião" (conceito destroçado durante a conferência), parece até que está em campanha. Dia 23 de agosto esteve no Rio de Janeiro, participando do ciclo de debates "O Esquecimento da Política", quando, então, defendeu que "democracia, mais que respeito às leis estabelecidas, é conflito".

"A democracia é a sociedade aberta ao tempo, ao possível, ao novo. Não está fixada numa forma para sempre determinada", disse ela. "Podemos afirmar que a democracia é a única forma da política que considera o conflito legítimo". Segundo Espinosa, a boa política se dá quando a esperança ("uma alegria inconstante nascida da idéia de uma coisa futura ou passada") vence o medo ("uma tristeza inconstante nascida da idéia de uma coisa futura ou passada") e permite que a concórdia supere a discórdia entre os homens.

Mas não se trata de qualquer concórdia. Há que ser uma concórdia democrática, ou seja, um regime em que os cidadãos não estejam submetidos a nenhum poder tirânico. "A paz não é a simples ausência de guerra. Uma cidade na qual a paz depende da inércia dos súditos deve mais corretamente ser chamada de solidão que de cidade". Daí a possibilidade, para a filósofa, de unir a idéia de concórdia com a possibilidade de conflito, própria à democracia. Na democracia, as eleições significam que o poder não pertence definitivamente a ninguém, e a coexistência de situação e oposição num Parlamento ou Congresso mostra que "a sociedade está dividida e que as divisões são legítimas".

As fotografias do evento podem ser vistas aqui - (slide changes every 10 seconds - cada slide será exibido por 10 segundos): http://www.emiliano1331.can.br/galeria/marilena_chaui/index.html

O que já foi notícia - Rangel prevê mais de 80 mil ligações em 2005 na Bahia

COMITÊ GESTOR ESTADUAL FAZ BALANÇO DO PROGRAMA LUZ PARA
TODOS EM 2004.


O Comitê Gestor Estadual da Bahia – CGE-Ba., se reuniu em 21/12/2004 na sede da CHESF na Av. São Raphael em Salvador, para fazer uma avaliação dos trabalhos realizados no ano de 2004.

Segundo o gerente do Departamento de Obras Especiais da Coelba, Hugo Machado, foram selecionados pelo Comitê 1615 projetos em 342 municípios, no valor total de R$ 178 milhões para atendimento a 49 mil domicílios rurais no Estado da Bahia.

O Coordenador do Comitê, Paulo Rangel informou que a Bahia é um dos Estados onde o Programa Luz para Todos está mais avançado e previu que em 2005 deverão ser realizadas mais de 80 mil ligações.

O representante da SEINFRA, Luiz Antônio Azevedo registrou a satisfação de todos os membros do Comitê pelo excelente trabalho coordenado por Paulo Rangel, que a partir de janeiro de 2005 estará deixando o Comitê para assumir uma cadeira de deputado estadual na Assembléia Legislativa da Bahia. A coordenação será ocupada por Marileide Brasil.

O que já foi notícia - ínicio do governo Lula - o começo do Luz para Todos na Bahia

A Coelba já começou a executar o programa Luz para Todos na Bahia, coordenado por Paulo Rangel.

O Comitê Gestor Estadual, órgão responsável por acompanhar o cumprimento das metas de universalização do acesso à energia elétrica, coordenado por Paulo Rangel, emitiu a ordem de serviço de 497 obras, que significam 19.470 novas ligações.

O valor total do investimento nesta primeira etapa é de R$73,3 milhões, divididos entre a concessionária e os governos federal e estadual.

Estão sendo priorizados nesta fase do Luz para Todos os municípios com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo da média do estado e índice de atendimento de energia elétrica inferior a 50%.

Entre as cidades contempladas estão Adustina, Aracatú, Boa Nova, Boquira, Coronel João Sá, Campo Alegre de Lourdes, Guajerú, Ibipitanga, Itiúba, Jucuruçú, Monte Santo, Macaúbas, Pedro Alexandre, Pilão Arcado, Quinjigue, Sátiro Dias, Tanque Novo e Tremedal.

Para levar energia a estas localidades, a Coelba vai instalar 38 mil postes e construir 3,6 mil quilômetros de rede primária e secundária. O custo médio de cada ligação é de R$3.923. “As obras deste primeiro lote serão concluídas até o próximo mês de dezembro. O desafio é grande, mas a Coelba dispõe de toda a capacidade técnica e operacional para executar com sucesso o Luz para Todos”, enfatizou o gerente do Departamento de Obras Especiais da Coelba, eng. Hugo Machado.

O Comitê Gestor Estadual já está trabalhando para compor o segundo conjunto de obras, composto por 40 quarenta mil ligações. A meta de atendimento desse lote é o primeiro semestre de 2005. O comitê é formado por representantes do Ministério de Minas e Energia, Governo do Estado, Agerba, Coelba, União das Prefeituras da Bahia (UPB), Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Federação dos Trabalhadores em Agricultura Fetag) e Projeto Semear.

O Programa Luz para Todos foi lançado na Bahia pela ministra de Minas e Energia Dilma Rousseff, em março último, sendo Paulo Rangel, o Coordenador Geral do Comitê Gestor.

TODOS ÀS RUAS PARA GANHAR A BAHIA

O PT conclama a sociedade baiana, através dos movimentos sociais dos trabalhadores do campo e da cidade, das mulheres, do movimento negro, da juventude, de ambientalista e todos os lutadores e lutadoras sociais a se engajar de forma decidida na campanha eleitoral em curso.

Reeleger Lula presidente e Wagner governador são as tarefas prioritárias para aprofundar as mudanças no Brasil e iniciar as transformações na Bahia.

O PT tem plena convicção de que é possível virar o jogo eleitoral na Bahia. O projeto excludente do PFL esgotou. São 16 anos de governos que colocaram o nosso estado entre os que têm os piores indicadores sociais do país.

Chega! Está na hora da virada. Wagner governador é a certeza de um novo modelo que resgatará a esperança do povo baiano.

Vamos às ruas. Nunca tivemos tão próximos de ganhar as eleições na Bahia. Depende de nós e da nossa reconhecida capacidade de nos entregar de corpo e alma a realização dos nossos sonhos.

O setembro será vermelho, azul, verde e amarelo!

Wagner governador, Lula presidente!

08 setembro 2006

Pataxós pedem a Wagner órgão estadual para os índios da Bahia

A criação de um órgão estadual para cuidar dos assuntos indígenas foi uma das principais reivindicações feitas hoje (8/09), por lideranças Pataxós, ao candidato a governador Jaques Wagner, durante visita que ele fez à Escola Indígena Pataxó, em Coroa Vermelha, depois de ter participado de uma movimentada carreata pelas ruas de Santa Cruz de Cabrália.

O cacique Aruã, da aldeia de Coroa Vermelha, e o cacique Carajás, presidente do Conselho de Caciques de 22 aldeias Pataxós entregaram a Wagner um documento com reivindicações nas áreas de educação, saúde, cultura, economia, meio ambiente, pesca e infra-estrutura das aldeias. Neste documento defendem que o órgão estadual por eles proposto seja dirigido por um índio.

Wagner disse considerar "pertinente" a idéia de criar um órgão estadual para tratar das questões indígenas e que sua equipe irá avaliar a proposta. Garantiu também que um representante dos índios terá assento no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia, que será criado no seu eventual governo. "Tenho interesse especial pela questão indígena. No meu primeiro mandato de deputado federal intermediei negociações junto ao Supremo Tribunal Federal em favor da luta dos Pataxó Hã Hã Hãe pela recuperação das suas terras em Pau Brasil", afirmou Wagner.

O documento entregue a Wagner pelos Pataxós lembra que existe uma legislação que atribui aos Estados a responsabilidade de implementar a Educação Indígena; que as escolas indígenas foram reconhecidas pelo governo da Bahia, mas as comunidades "ainda não foram atendidas adequadamente". O documento defende, entre outras propostas, a construção, reforma e ampliação de escolas indígenas e a autonomia administrativa e financeira dessas escolas para a implantação de educação diferenciada.

Na área da saúde, os índios querem a implantação de postos de saúde e de redes de esgotamento sanitário nas áreas indígenas, a execução dos programas de saúde do governo federal e a criação de laboratórios para a produção de remédios fitoterápicos. O documento defende também apoio às manifestações culturais indígenas, inclusive através da criação de um museu e da produção de CDs e DVDs para divulgar a cultura dos índios da Bahia.

No que diz respeito à economia, os índios querem a implantação de projetos agrícolas de desenvolvimento rural para favorecer a permanência dos agricultores nas suas comunidades, incentivar a produção de alimentos e dinamizar as economias locais.

O documento propõe também a realização de projetos ambientais nas áreas indígenas, o apoio a projetos de criação de peixes em cativeiro, bem como apoio para armazenamento e comercialização dos pescados. Por fim, pede ao candidato a governador gestões junto ao governo federal para a demarcação e ampliação dos territórios indígenas, dentre outras reivindicações. "Queremos o seu apoio para termos uma audiencia com o presidente Lula" , pediu o cacique Carajás.

Depois de entregar o documento a Wagner, os índios dançaram o Auê, uma dança tradicional: vestidos com indumentária típica dos índios, eles fizeram um círculo em torno de Wagner e da sua esposa, Fátima Mendonça, dançaram e cantaram. Da escola Pataxó, o candidato e sua comitiva foram para Porto Seguro, onde fizeram uma carreata com mais de uma centena de veículos pelas principais ruas da cidade.

Leia matéria da Terra Magazine sobre Chauí em Salvador

A revista eletrônica Terra Magazine publicou, em primeira mão, matéria sobre a conferência de Marilena Chauí em Salvador, a convite do deputado Emiliano, candidato a deputado federal pelo PT.

LEIA A MATÉRIA DE TERRA MAGAZINE:
http://terramagazine.terra.com.br
Terra Magazine
Violência é modo de ser da sociedade, diz Chauí
Quinta, 7 de setembro de 2006, 07h59

Cinco telões, quatro auditórios lotados, 2 mil estudantes e professores apinhados nos auditórios e corredores até quase o início da madrugada da quarta-feira (6). Tudo isso para ouvir a professora de Filosofia da USP Marilena Chauí na palestra "Mídia e Poder", realizada em Salvador.

O evento na Fundação Visconde Cairu, mediada pelo professor de comunicação e deputado estadual Emiliano José (PT-BA), teve como uma das veredas escolhidas por Marilena Chauí o tema "a ideologia da competência".

Para ela, o "discurso competente", cristalizado na imagem do chamado "formador de opinião", determina quem tem o direito de falar e quem deve ouvir. Quem fala detém o conhecimento, e os desprovidos de saber devem apenas ouvir e obedecer. A filósofa afirma que a oposição ao presidente Lula, detentora desse discurso, insiste em colar nele a imagem de incompetente.

Marilena Chauí disse ainda que a violência é o modo de ser da sociedade no Brasil, e que o mito do "pacífico e ordeiro" passa longe daqui. "A sociedade brasileira é violenta, autoritária, vertical, hierárquica e oligárquica, polarizada entre a carência absoluta e o privilegio absoluto. No Brasil há bloqueios e resistências à instituição dos direitos econômicos, sociais e culturais".

O problema da violência, que é estrutural, é transformado pelas elites e pelos meios de comunicação em um "momento acidental, um surto, uma epidemia" e não uma característica já enraizada na sociedade brasileira, uma decorrência da sua formação, dos seus hábitos, métodos, meios e, principalmente, da desigualdade.

Para diminuir o enorme vão entre os dois pólos em que está dividida a sociedade, a carência absoluta e o privilégio absoluto, Chauí indica que, numa democracia, o "caminho se dê via instituição de direitos (...) Na medida em que aqueles que são de fato excluídos de direitos são considerados universalmente como portadores de direitos, temos que observar que cada direito afirmado abre um campo de luta para afirmação e conquista de novos direitos, seja como complemento, como efeito ou como recurso de legitimação".

A Tarde: Marilena Chauí quebrou o barraco da mídia

Marilena Chaui, na conferência sobre Mídia e Poder, proferida em Salvador (05/09/06), a convite do candidato a deputado federal Emiliano (PT), discorreu sobre a destruição da esfera da opinião pública e sua substituição pela simples manifestação pública de "sentimentos", citou o surgimento do "formador de opinião", a espetacularização da notícia, a infantilização do público nos programas de auditório, a despolitização, a produção da desinformação e a utilização dos meios de comunicação como exercício de poder, temas recorrentes na crítica à indústria cultural.

Mas, o que mais despertou a curiosidade foi o conceito de "ideologia da competência". Segundo ela, o discurso competente determina quem tem o direito de falar e quem deve ouvir. Quem fala detém o conhecimento e os desprovidos de saber devem apenas ouvir e obedecer. Essa ideologia opera com a figura do "especialista" que nos ensina tudo, desde a fazer sexo, jardinagem, culinária, educação das crianças, como amar Jesus e ganhar o céu.

Mas o principal especialista é o "formador de opinião", o que explica e interpreta as notícias, os acontecimentos, rebaixa e eleva entrevistados e zomba ou premia calouros. Não é sem razão que a oposição ao presidente Lula exacerba-se para colar nele a imagem de incompetente. Na cabeça deles, competência pertence à elite branca. Nesse momento, a filósofa transforma-se em militante do Partido dos Trabalhadores, sorri e se diverte com o apelido de Marilena, a "Tati Quebra Barraco da academia", publicado na revista Veja, para delírio da platéia que explode em vaias para a revista e palmas para a professora.

LEIA A MATÉRIA DO JORNAL A TARDE
FILÓSOFA "QUEBRA O BARRACO" DA MÍDIA
LENILDE PACHECO
pacheco@grupoatarde.com.br
A Tarde - 07/09/06

Ao apresentar a filósofa Marilena Chauí para platéia de 1.500 pessoas, anteontem, à noite, na Faculdade Visconde de Cairu, nos Barris, onde foi realizada a conferência sobre Mídia e Poder, o deputado estadual Emiliano José (PT) iniciou situando a vasta qualificação da professora titular da Universidade de São Paulo.

Em seguida, incluiu referência à forma como ela foi citada nas páginas da Revista Veja dessa semana: "Marilena é a Tati Quebra-Barraco da academia". O público gostou, reagiu com aplausos. Nas duas horas seguintes, ela demonstrou como gosta de fazer barulho.

"O que parece anunciar-se, nas próximas eleições, é que a realidade é mais poderosa que a manipulação e a intimidação ideológicas da mídia e que a construção da democracia é possível no Brasil. Isto é, o povo é a opinião pública", disse, em razão das pesquisas que indicam o favoritismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições gerais de outubro.

Dirigentes da Faculdade Visconde de Cairu instalaram quatro telões para distribuir o público depois que o auditório lotou. O candidato do PT ao governo do Estado, Jaques Wagner e deputados petistas acompanharam a conferência de Chauí, ao lado do filósofo João Carlos Sales, coordenador do Mestrado de Filosofia da UFBA.

As idéias defendidas por Marilena Chauí estão reunidas no seu mais recente livro: "Simulacro e Poder - Uma análise da Mídia", da Editora Fundação Perseu Abramo. O pensamento da filósofa se desenvolve a partir da convicção de que a mídia manipula e intimida. Segundo ela, os meios de comunicação teriam feito isso ao longo de toda a crise política de 2005-06.

Para a professora, na condição de formadores de opinião, os jornalistas teriam avançado "indevidamente" para o território da interpretação dos fatos: "Eles interpretam, opinam e afastam-se da investigação. A opinião ganha o valor de acontecimento. Nesse processo, a mídia produz o real inexistente", sustentou.

Na opinião da filósofa, os meios de comunicação referiram-se a uma crise sem precedentes, em 2005, quando o País estava em normalidade. Ao final, preferiu não dar entrevista.