30 outubro 2006

Lula vence em 20 Estados e Alckmin teve menos votos que no 1º turno

Contrariando os prognósticos apressados de que o país estaria dividido entre Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno, o resultado da eleição presidencial mostrou um Brasil claramente unido pela preferência por Lula.

O presidente reeleito venceu em 20 Estados, enquanto Alckmin ficou na frente em apenas sete.

O tucano conseguiu a proeza de ter menos votos no segundo turno do que no primeiro.

O crescimento da candidatura nos Estados foi tão relevante, que Lula reverteu o quadro no Acre, Rondônia, Goiás e Distrito Federal, onde havia perdido no primeiro turno. Lula também aumentou sua votação em Estados em que já tinha votação impressionante, tais como Amazonas, Maranhão, Minas, Bahia, Rio de Janeiro e Pará.

Tirar a diferença
Em Goiás, o maior colégio eleitoral do Centro-Oeste, Lula deu uma virada. No primeiro turno, obteve 40,17% dos votos, contra 51,5% de Alckmin. Agora, conseguiu 54,78% e o tucano, 45,22%. No Distrito Federal, Lula tinha conseguido 37,05% dos votos no primeiro turno e Alckmin 44,11%. No segundo turno, Lula teve na capital 56,96% contra 43,04% do tucano.

Dos Estados em que Alckmin teve mais votos, Lula quase empatou no Paraná, onde 50,75% preferiram Alckmin contra 49,25% de Lula. O petista também reduziu em muito a vantagem de Alckmin, no Estado em que o tucano governou. A diferença em São Paulo caiu de 3.835.935 votos para pouco mais de um milhão de votos.

Unanimidade
No Amazonas, onde teve a maior vitória no primeiro turno (78,06% a 12,45%), Lula conseguiu crescer para 86,80% da votação, contra 13,20% do tucano. No Maranhão, onde no primeiro turno teve 75,50% dos votos, Lula cresceu para 84,63%.

Em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, Lula voltou a vencer Alckmin com vantagem ainda maior. No primeiro turno, ele obteve 50,8%; no segundo, deu um salto para 65,19%. Minas foi o Estado que Alckmin mais visitou na campanha para o segundo turno.

Na Bahia, onde Jaques Wagner venceu no primeiro turno, Lula obtivera 66,65% dos votos. No segundo, subiu para 78,12% e Alckmin obteve 21,88%. No Rio de Janeiro, Lula teve 49,18% dos votos no primeiro turno; no segundo, deu um salto de mais de 20 pontos porcentuais, alcançando 69,69% dos votos.

No Pará, onde o PT elegeu Ana Júlia, sua quinta governadora, Lula obteve 51,78% dos votos no primeiro turno, contra 41,59% de Alckmin. No segundo turno, Lula cresceu para 60,18% dos votos; Alckmin teve 39,82%.

Os novos governadores do Brasil

29 outubro 2006

Lula vence com mais de 20.000.000 de frente

Mais de vinte milhões de votos de frente.

Presidente - Resumo nacional - Atualizado às 20h16 de 29/10/2006

Apurados = 122.483.279 = 97,28% dos eleitores

LULA = 56.738.204 = 60,75%
ALCKMIN = 36.664.289 = 39,25%

Brancos = 1.328.399 = 1,34%

Nulos = 4.711.993 = 4,74%

28 outubro 2006

PT tem batalhão de 300 mil fiscais neste domingo

“Da Zerésima ao B.U.”
Este é o nome da operação que o PT está mobilizando para a fiscalização eleitoral, neste domingo. O nome faz referência à fiscalização do boletim impresso antes da abertura das urnas, registrando zero votos, e o boletim de urna que é impresso ao final da votação, com os resultados.

Segundo Gleber Naime, coordenador do Núcleo de Atendimento aos Estados (NAE), o PT conta com um “batalhão” de mais de 300 mil fiscais neste domingo. “Vamos fiscalizar nas ruas e nas urnas e garantir a vitória do presidente Lula”, disse Gleber.

Gleber alertou para a importância da orientação adequada aos militantes que se dirigem aos diretórios dos partidos da coligação e às coordenações de campanha para se cadastrarem como fiscais. De acordo com ele, os fiscais precisam estar atentos, desde o registro zero das urnas, quando devem assinar o boletim. É preciso, também, apresentar para a direção municipal ou coordenação da campanha o boletim de urna, após o fechamento da votação.

Outra orientação para delegados da coligação, técnicos de informática e advogados da campanha, é que façam o acompanhamento, durante todo o dia, nos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE) do registro de urnas que quebraram e foram trocadas por algum motivo. “O PT quer monitorar todo o processo de recebimento de votos e envio para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, explicou Gleber.

Mais informações sobre fiscalização pode ser obtida na central de relacionamento do NAE, pelos telefones 061-3213-1313/1309/1365

Datafolha: Lula só fez crescer no segundo turno


Na véspera da eleição, Lula tem 61% dos votos válidos; vantagem sobre Alckmin é de 22 pontos

O presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, chega à véspera do segundo turno com 61% dos votos válidos, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha ontem e hoje, dias 27 e 28 de outubro.

Lula estaria reeleito hoje, com um percentual de votos válidos (excluídos votos em branco, nulos e eleitores indecisos), 22 pontos maior do que o obtido por seu adversário, o tucano Geraldo Alckmin, que atinge 39%.

Leia mais no site do Datafolha: http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=323

Lula venceu o debate, dizem todas as pesquisas

Do Portal G1:
"O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o debate com Geraldo Alckmin (PSDB) na noite de sexta na Rede Globo, segundo os institutos de pesquisa Ibope e Datafolha.

De acordo com o Ibope, 51% dos que assistiram ao debate consideraram que o petista venceu. Para 34%, venceu Alckmin. Os que afirmaram que não sabem, que ninguém ganhou e que ambos venceram são 15%.

Somados os eleitores consultados que assistiram e que não assistiram ao debate, 37% disseram que Lula venceu. Alckmin foi o vitorioso para 22%. Entre esse mesmo grupo de eleitores, os que afirmaram que não sabem, que ninguém ganhou e que ambos venceram são 41%.

Segundo o Datafolha, 49% dos que assistiram ao debate atribuíram a vitória a Lula e 35% a Alckmin. Para 7%, ambos ganharam e, para 4%, nenhum. Os demais 5% disseram não saber quem venceu.

O Datafolha apurou que 53% dos eleitores assistiram total ou parcialmente ao debate e 47% não assistiram.

Somados os que assistiram e os que não assistiram, 36% julgam que Lula se saiu melhor. Para 23%, foi Alckmin, para 5%, ambos, para 3%, nenhum, e 33% disseram não saber."

MOBILIZAÇÃO POPULAR CONTRA O GOLPE


Não custa relembrar o que foi publicado em 21.09.2006.

Necesário se faz porque a sanha da gangue de privativistas, que vendeu grande parte do patrimônio do Brasil, pode não se conformar com a derrota que lhes está sendo imposta pelo povo brasileiro, que tão bem compreendeu e soube distinguir entre o governo popular do presidente Lula e o governo vendilhão de tucanos e pefelistas . Eles querem voltar para vender o que sobrou.

O que foi publicado em 21.09.2006:
A oposição criminosa de Jereissati e ACM, os fanáticos onanistas da extrema direita e os barões da imprensa movem neste momento uma ação explícita de golpe contra a democracia e o Estado de Direito.

O ridículo "escândalo do dossiê" contra José Serra e o PSDB está sendo utilizado como pretexto para melar a eleição e criar um clima de desordem institucional, inclusive com a promoção da baderna nas duas casas do Parlamento.

O momento é gravíssimo, marcado por uma agressiva ação coordenada de toda a grande mídia. Quem assistiu ontem ao Jornal Nacional, da Rede Globo, testemunhou um estarrecedor show de deturpações, exageros e de propaganda golpista.

O mesmo está ocorrendo ininterruptamente nos canais das mídias digitais. Todo o sistema de comunicação da maior agência do País, a Agência Estado, por exemplo, está sendo utilizado para desestabilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O site oficial e os canais particulares de notícia do Grupo Estado estão mobilizados 24 horas por dia nessa missão destrutiva, repetindo o modus operandi dos veículos de informação que prepararam o golpe contra o presidente venezuelano Hugo Chavez.

O fenômeno se repete em outras fontes informativas. A ordem geral, segundo o "consenso de mídia", grupo fortemente influenciado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é explorar ao máximo tudo que seja desfavorável ao governo.

Simultaneamente, trabalha-se pela santificação da oposição, desenhada como vítima das "vilanias" petistas.


Vale nos conscientizarmos todos de quatro pontos fundamentais nesta guerra:
1) O material supostamente oferecido pelos Vedoin comprova, sim, a coexistência pacífica entre José Serra e os sanguessugas. Há duas opções: ou ele era partícipe do esquema ou foi incompetente para detectar os graves desvios cometidos no Ministério da Saúde.

2) Todo o esquema para a compra do dossiê foi abortado pela própria PF, o que mostra que o governo não tem utilizado os aparatos policiais do Estado em benefício próprio.

3) O grande réu neste caso é José Serra e seu partido, o PSDB. Depoimentos do criminoso Comendador Arcanjo e dos donos da Planam atestam a parceria entre o PSDB de Mato Grosso e as máfias locais.

A manipulação vergonhosa da imprensa brasileira está desviando o foco do debate. É Serra e seu partido de delinqüentes que devem explicações à sociedade brasileira.
4) A questão é a seguinte: O Excelentíssimo Senhor Marco Aurélio de Mello, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, extrapola suas funções ao emitir pareceres pessoais e políticos sobre os casos levados a sua magistratura? Pelo menos é de se espantar a reunião que fez com os líderes da oposição, no dia 18, (setembro) desprezando a isenção que deveria nortear seu trabalho.

Portanto, neste momento, é importantíssimo que escrevamos imediatamente para todas as redações de jornais, revistas, TVs e emissoras de rádio para mostrar que não nos calaremos diante da tentativa de golpe. O mesmo se aplica do TSE, que deve saber de nosso alarme com o desvirtuamento da instituição.

Nesta hora, cada um tem assumir a luta em sua trincheira. Cada um tem que oferecer sua parcela de contribuição. Escrever para todos os amigos e familiares, especialmente para aqueles que não se ligam diretamente na luta política. São eles os principais alvos da campanha do golpe.

Esta é uma tarefa para ontem. É começar já!

Lula é muitos!!!

Mauro Carrara
Jornalista


Hoje, também sábado, 28.10.2006, o mesmo ministro Marco Aurélio declarou que: "os doadores que doavam por debaixo dos panos estiveram mais espertos em 2006".

O caso do dossiê inclina-se a mostrar que tanto PSDB como PFL estariam envolvido na origem do dinheiro. Ontem, durante o debate, o Presidente Lula chegou a informar a Alckmin que estava perto da origem.

Por tudo vamos estar vigilantes e mobilizados para garantir a soberania do nosso Brasil.

Até a vitória.

Não tem jeito. A Globo sempre será a Globo

Manipulação da Globo no debate de ontem

O debate seria com perguntas de indecisos selecionados pelo IBOPE. Regra da Globo.
Lembram da pergunta do Alan Brito? Ele disse que necessitava de 03 ônibus para ir à faculdade.

Onde mora o Alan Brito?
O cara não contava com seus amigos do Orkut. Sua página está cheia de mensagens informando que ele mora em frente à faculdade. Não tem como ele pegar 3 onibus.

Mais uma vez a internet mostra a verdade, precisamente o Orkut!!!!


O Alan Brito é um indeciso?
Para a Globo sim, mas ele está muito decidido a votar no tucano.
Ele perguntou o que o futuro presidente faria com a melhoria dos transportes, e deu como exemplo o caso dele, que pegava todo dia 3 onibus para chegar na faculdade.
A pergunta foi montada para prejudicar o LULA. Não foi uma pergunta gerada por um indeciso.

Só que a GLOBO não esperava que a farsa seria desmascarada tão rápido.

A verdade está no próprio perfil de Alan Brito:
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=15015107971567257159

Abarrotaram o Orkut dele de mensagens!!!! Os amigos deles, todos indignados dizendo que ele mora na frente da faculdade. Vale a pena conferir. Tem até tucano indignado:
O Alan talvez não tenha culpa, afinal a Globo (na telinha) vive de atores. Administrativamente... bom é um pouco diferente. Com a palavra a Procuradoria da Fazenda Nacional. (INSS e outros mais).
Veja a comunidade sobre o Camaleão Global:
Veja a tudo no YouTube:

Dossiê: PSDB arrumou "laranja podre", diz Lula

O presidente Lula, afirmou hoje, véspera do segundo turno das eleições, que o "desespero político" levou uma pessoa do PSDB a arrumar um "laranja podre" para fazer denúncias ligadas ao caso do dossiê.

Laranja podre
Lula, comentou o caso da suposta compra de um dossiê que incrimina os ex-ministros da saúde José Serra (PSDB) e Barjas Negri (PSDB), além de outros políticos tucanos. "Ontem, nós vimos uma pessoa do PSDB de Minas Gerais arrumar um laranja podre, que fez o trabalho sujo, e que foi desvendada em poucas horas porque a mentira tem perna curta", afirmou durante caminhada no centro comercial de São Bernardo, no ABC Paulista.

A Polícia Federal pediu ontem a prisão temporária do falso laranja Luiz Armando Silvestre Ramos. Ele se apresentou como Aguinaldo Henrique Delino e afirmou, em depoimento à PF, que havia levado R$ 250 mil para Hamilton Lacerda, ex-assessor de Aloizio Mercadante (PT).

O presidente insistiu que, desde o início da crise, questionou quem era o "arquiteto" do episódio. "Não era eu que precisava do dossiê", ressaltou o petista.

Segundo Lula, apesar do escândalo, o povo brasileiro não será manipulado. "O povo brasileiro disse em alto e bom som: 'Eu sou dono do meu nariz, eu consigo pensar, eu consigo entender o que está acontecendo no Brasil. Não vou acreditar nas mentiras que estão sendo contadas'", afirmou o presidente.

Leia o que já publicamos sobre PFL e PSDB no caso "dossiê"

Dossiê: PSDB e PFL por trás da origem do dinheiro

Como já publicado aqui, a Polícia Federal descobre mais integrantes de pessoas ligadas a Alckmin na montagem da compra do dossiê: depois do PFL, aparece um envolvido do PSDB.

Além da participação da enteada de Gerson Luiz Cotta, candidato a vereador na cidade mineira de Ouro Preto, pelo PFL, na eleição de 2004, agora a Polícia Federal decidiu abrir inquérito para investigar se Rosely de Souza Pantaleão, secretária-executiva do PSDB em Minas Gerais, ( veja documento do TRE-MG - pág. 595 - Link http://www.tre-mg.gov.br/partidos_politicos/diretorios_municipais/p.doc ) cometeu crime de denunciação caluniosa ao apresentar informações inverídicas sobre a suposta compra do dossiê.

Rosely, dirigente do PSDB mineiro, apresentou a denúncia para a PF dizendo-se jornalista e depois foi desmentida por ela mesmo.

Ela pode ser processada por denunciação caluniosa.


A Polícia Federal também pediu a prisão temporária de Luiz Armando Silvestre Ramos por falso testemunho.

Ele se apresentou como Aguinaldo Henrique Delino e disse que transportou parte do dinheiro que seria usado por integrantes do PT para comprar um dossiê contra políticos tucanos. Por conta da lei eleitoral, a ordem de prisão só poderá ser cumprida na quarta-feira.

Segundo a PF, Ramos já tem passagem na polícia por crime de estelionato. No depoimento que prestou à PF ontem, Ramos disse que levou R$ 250 mil para Hamilton Lacerda, ex-assessor do senador Aloizio Mercadante (PT).

Ramos disse à PF que sacou R$ 80 mil da sua conta no Bradesco de Pouso Alegre (MG), para a compra do dossiê.

O restante do valor ele disse que seria levado por seu patrão que seria Luiz Armando Silvestre. A PF descobriu que ele era Ramos, o patrão.

27 outubro 2006

No último debate quem vai com Luvas de Popó é Lula

Para o último debate do segundo turno da eleição presidencial, hoje à noite, na Rede Globo, Alckmin avisa que vestirá o traje de boxeador impiedoso que marcou sua participação no debate anterior, porém foi Lula que recebeu de presente um par luvas do campeão Acelino Popó Freitas.

O Presidente Lula, ancorado pela vantagem nas pesquisas de intenção de voto, tende a manter o estilo "paz e amor". Considerado peça importante no tabuleiro eleitoral no começo do segundo turno, o debate da TV Globo perdeu força, na opinião da coordenadores das campanhas de Lula e Alckmin.

Petistas e tucanos dizem acreditar que o excesso de debates, sabatinas e entrevistas esgotou o interesse do eleitor e levou os concorrentes à repetição de bordões, frases e formas de enfrentamento. Diante da mesmice esperada para o debate de hoje, nenhum dos dois lados aposta que haverá mudança no humor do eleitor.

Os tucanos reconhecem que a vantagem de 20 pontos percentuais para Lula fará até mesmo do esperado fato novo, se é que ele existe, mecanismo pouco eficiente. Os coordenadores de campanha de Lula sequer acreditam que o adversário tenha novidade guardada na manga.

"O fato novo da eleição é a adesão cada vez maior da sociedade à candidatura Lula", provocou o coordenador-geral da campanha petista, Marco Aurélio Garcia. No debate, Lula pretende insistir na diferença programática entre ele e Alckmin, considerado ponto forte da estratégia no segundo turno da campanha. Apostando na boa audiência, aproveitará para convocar o povo "a uma união nacional". Alckmin insistirá no debate ético e tentará não deixar Lula respirar. Para o comando da campanha tucana, o tema deixa Lula nervoso. Será?

UFBA - Waldir Pires e Debate

Os, estudantes, professores e servidores, integrantes do COMITÊ PRÓ-LULA DA FACULDADE DE DIREITO DA UFBA convidamos você para a PALESTRA DO MINISTRO DA DEFESA WALDIR PIRES.

TEMA: "MORALIDADE E ÉTICA NA POLÍTICA"
DATA: 27 de outubro, sexta-feira
HORÁRIO: a partir das 18h
LOCAL: Auditório Raul Chaves, Faculdade de Direito da UFBA
(Rua da Paz, s/n - Graça - acesso também pelo Vale do Canela, atrás da Escola de Administração)


PROGRAMAÇÃO:
18:00 - Recepção
18:30 - Mesa de Abertura
19:00 - Palestra do Ministro Waldir Pires
20:00 - Bloco de Perguntas
21:00 - Coquetel de encerramento
22:00 - Debate Presidencial (Lula x Alckmin)*
* Transmissão ao vivo do debate (telão) no Auditório

ENTRADA FRANCA

A hora da decisão

Depois de uma campanha marcada por momentos mornos e outros muito quentes, chegou a hora da decisão. Vamos eleger Lula e a maioria dos governadores de 10 estados em que a eleição ficou para o segundo turno.

Já apresentamos por diversas vezes e de diversas formas, a disjuntiva posta na eleição presidencial: passado versus futuro; conservadores versus progressistas; neoliberais versus democráticos e populares; esquerda versus direita; povo versus oligarquias.

Já deixamos clara, também, a necessidade de uma vitória que, além de eleitoral, seja política e ideológica. Uma vitória que garanta as condições de governabilidade e que leve de roldão o programa conservador e neoliberal de nossos oponentes.

Estamos confiantes que Lula vencerá a eleição presidencial.
Nossa segurança advém, não das pesquisas, mas de um fato político e sociológico que as pesquisas apenas refletem: a campanha Lula foi abraçada pelas massas populares. São dezenas de milhões de homens e mulheres, de toda as idades, crenças e raças que perceberam o que estará em jogo no dia 29 de outubro.

Mas eleição não se ganha de véspera. Na noite de quinta-feira, tivemos o último programa do horário eleitoral gratuito de rádio e TV. Na sexta-feira, o debate na TV Globo. Depois, um dia de convencimento silencioso. E no dia 29 de outubro, um momento de mobilização nacional.

A lei proíbe a boca de urna. Mas permite a manifestação individual e silenciosa da cidadania. Esperamos que as ruas estejam cheias, do início ao fim do horário de votação, de dezenas de milhões de cidadãos portando a sua bandeira vermelha, o seu bottom, o seu adesivo, o número 13.

Tomemos as ruas, ganhemos nas urnas, mantenhamos a fiscalização e a vigilância, acompanhemos a apuração.

E depois, assim esperamos, façamos a festa do povo.

Boa sorte, boa luta, boa vitória!

Muito estranho!

Um dos supostos laranjas utilizados para retirar dinheiro na casa de câmbio Vicatur, em Nova Iguaçu (RJ), Viviane Gomes da Silva trabalha como recepcionista na Pousada Ouro Preto, em Minas, uma hospedaria simples que pertence a Gerson Luiz Cotta, candidato a vereador na cidade mineira, pelo PFL, na eleição de 2004.

Viviane é enteada de Gerson, segundo informaram funcionários da pousada. Ela recebe cerca de R$ 450 mensais pelo trabalho, que realiza junto com uma irmã.

Veja o o resultado das eleições em Ouro Preto em 2004, no Bonde Eleições 2004:
http://www.bonde.com.br/eleicoes/mun2004/1turno/apuracao/MG/49212.htm

25660 - GÉRSON DA POUSADA - GÉRSON LUIZ COTTA MUDA, OURO PRETO - PTB / PFL / PSB / PSC 237.

Porque diabos a coordenação de Mercadante utilizaria um pefelista para na suposta compra do dossiê?

E tem mais:
Depoimento sobre R$ 250 mil é uma farsa, alega Polícia Federal
O funcionário de uma empresa de eventos em Varginha (MG), Agnaldo Henrique Lima, mentiu quando disse que levou R$ 250 mil para o então coordenador da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), Hamilton Lacerda, para a compra do dossiê Vedoin contra candidatos tucanos, informou a Polícia Federal.

"A história é inconsistente e não se mostrou verdadeira", disse o superintendente da PF em Cuiabá, Daniel Lorenz. Segundo ele, a farsa foi descoberta depois que a PF foi ao banco e constatou que não havia os saques alegados por Agnaldo. Ele será indiciado por falso testemunho. A PF investiga se há interesse eleitoral por trás do depoimento.

Isto está cheirando muito mal. Tem Tucanagem aí.

26 outubro 2006

Meu amigo: TÔ FORA!!!!!

Acredito que somente uma pessoa que nada aprendeu, não muda suas opiniões.
- Passei a vida toda lutando contra a Ditadura Militar e políticos da Arena: PDS; PFL; PSDB.
- Vivi a era FHC e vi o país ser posto à venda.
- Vi mais de 100 empresas públicas serem privatizadas", sem que o produto da venda tenha sido utilizado em favor do País.
- Fiquei 08 anos sem nenhum centavo de reajuste salarial.
- Vi todo o processo de desmonte da Caixa para a privatização.
- Vi dezenas e dezenas de CPIs serem abortadas a custa de muita grana.
- Vi o Procurador Geral da República ser chamado de Engavetador Geral da República.
- Vi a Polícia Federal de mãos amarradas.
- Vi o FMI mandando e desmandando e os Governos dizendo amém.
- Vi um país que gerou apenas 8 mil empregos mensais durante 08 longos anos.
- Vi trabalhadores escravos.
- Vi e vivi. Participei de dezenas de passeatas.
- Vi o "pensamento único" do PSDB calando jornais, rádios e TVs.
- Vi o Banco Central "doando" milhões de dólares para os banqueiros falidos salvarem suas peles.
- Vi milhares de micros e pequenas empresas fechando suas portas para dar lugar aos importados pela paridade do dólar.
- Vi o escândalo do SIVAM.

Agora que o Brasil gera mais de 100 mil empregos mensais;
Que as indústrias batem recordes de produção;
Que o comércio bate recordes de venda;
Que o país bate recordes de exportações;
Que dispensamos a tutela do FMI;
Que o BB contrata milhares de novos empregados concursados;
Que estamos entrando em período de deflação;
Que 09 milhões de famílias são atendidas pelos programas sociais do Governo;
Que a agricultura familiar está tendo acesso ao crédito e de fato sendo valorizada;
Que as pequenas e micros empresas voltam a abrir portas;
Que a Polícia federal atua sem amarras e desbarata uma quadrilha atrás da outra, como nunca em toda a sua história;
Que a fiscalização da Receita Federal está fazendo as grandes empresas e bancos recolherem impostos (tanto que a receita federal também bate recordes de arrecadação);
Que o Ministério do trabalho fiscaliza as empresas (o FGTS também bate recordes históricos de arrecadação) e está erradicando o trabalho escravo no campo.

Agora vem alguém me pedir para ir às ruas contra LULA e o governo popular???!!! Meu amigo: TÔ FORA!!!!!
Estou pronto para ir às ruas pedir investigação de quaisquer atos de corrupção praticados por quem quer que seja. Que a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e outras instituições sérias investiguem com total isenção, rigor, e que a Justiça puna exemplarmente todo aquele que tenha praticado irregularidade.

Fazer o jogo e servir de instrumento de pessoas como ACM, Bornhausen, FHC, Serra, Alckmin, Arthur Virgílio, Álvaro Dias, Jeffersons da vida e outros, que todos sabemos bem quem são, JAMAIS!

João Ubaldo Ribeiro, em 01.10.2006.

ESQUECERAM DE (Alck) MIM

Da Folha de S.Paulo, hoje:

1 - o governador eleito José Serra (SP) faltou ao debate eleitoral para ir ao cinema;

2 - o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, não compareceu ontem ao último ato de campanha de Geraldo Alckmin à Presidência (o comício no Vale do Anhangabaú, em SP);

3 - convidados, o ex-presidente Itamar Franco e o prefeito do Rio, Cesar Maia, não estavam presentes;

4 - o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, não compareceu. Até que justifica: enfrenta segundo turno no Estado;

5 - o senador Teotonio Vilela Filho (AL) chegou no momento da saída de Alckmin;

6 - o ex-governador de Goiás Marconi Perillo e o prefeito de Curitiba, Beto Richa, também faltaram;

Gozador
Para minimizar a ausência de Aécio, o presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE), brincou: "Ele não pôde vir porque está namorando", disse, rindo."

Lula abre 26 pontos de vantagem, diz SENSUS

Pesquisa CNT/Sensus que ouviu 2 mil pessoas em 195 municípios de 23 a 25.10.2006, foi divulgada em Brasília.

Votos válidos. Vantagem de Lula = 26,4%
Lula - 63,2%;
Alckmin - 36,8%.


Intenção de voto (com brancos, nulos e indecisos):
Lula - 57,5%
Alckmin - 33,5%
Brancos e nulos - 3,3%
Indecisos - 5,9%

Lula vence em todas as regiões:
Nordeste - Lula, 74,% a 18,6%
Sudeste - Lula, 50,9% a 36,7%
Norte/Centro-Oeste - Lula, 58,3% a 38,4%
Sul - Lula, 45,5% a 45,2%

Alckmin so está na frente em rejeição (recorde):
Alckmin - 45,0%
Lula - 33,6%

Margem de erro da pesquisa: 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

24 outubro 2006

Lula continua subindo, diz Datafolha

A diferença de Lula sobre Alckmin aumentou de 19 pontos para 21 pontos, conforme pesquisa Datafolha divulgada na noite desta terça-feira pelo "Jornal Nacional".

Lula aumentou de 57% para 58%;
Alckmin diminuiu de 38% para 37%.

Considerando apenas os votos válidos:
Lula tem 61% contra 39% do ex-governador de São Paulo.

Na pesquisa anterior, Lula tinha 60% dos votos válidos e Alckmin, 40%. Com isso, a vantagem de Lula sobre Alckmin subiu de 20 pontos para 22 pontos nos votos válidos.

O Datafolha entrevistou 7.218 eleitores em 347 municípios. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Rio de Janeiro
Sérgio Cabral (PMDB) = 58%;
Denise Frossard (PPS) = 33%.
São 25 pontos à frente da juíza do PPS.
Votos válidos: 63% para Sérgio Cabral e 37% para a juíza.

Paraná
Roberto Requião (PMDB) = 50%;
Osmar Dias (PDT) = 45%.
São 25 pontos à frente da juíza do PPS.
Votos válidos: Requião subiu de 52% para 53% Osmar Dias diminuiu de 48% para 47%.

IBOPE:
Pernambuco
Eduardo Campos (PSB) - 65% dos votos válidos;
Mendonça Filho (PFL) - 35%.

Vox Populi:
Rio Grande do Norte
Wilma de Faria (PSB) - 58% dos votos válidos;
Garibaldi (PMDB) - 42%.

É a onda Lula pegando.

Fim da picada: Serra e Aécio já negociam com governo Lula

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o governo federal já começou a negociar possíveis parcerias econômicas com os governadores tucanos eleitos José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas Gerais). Segundo Mantega, Serra está agilizando um plano comum para a segurança pública, enquanto Aécio negocia parcerias para obras no setor rodoviário.

Mantega declarou ao jornal Folha de S.Paulo que José Serra se reuniu nesta semana, na capital paulista, com representantes da Marinha, Aeronáutica e Exército para tratar de medidas para combater a violência no Estado. O ministro ainda sinalizou que está em pauta também a possibilidade de realização do Ferroanel.

"Já é um exemplo de uma área onde haverá cooperação", afirmou Guido Mantega, segundo o qual "a vida muda completamente depois da eleição".

O titular da Fazenda contrariou declaração de tucanos e defendeu que o governo Lula terá condições de travar diálogo institucional com segmentos do PSDB fortalecidos nas eleições deste ano.

"A preocupação de certos governadores com 2010 os levarão a fazer acordo com o governo federal. O governo federal precisa deles para fazer a reforma tributária", afirmou Mantega.

No caso de Minas Gerais, a proposta é de repassar a gestão de algumas rodovias federais para o Estado, em troca de repasses maiores de recursos da CPMF.

"Minas é o Estado que mais contém rodovias federais. Até já começamos a conversar com o governador sobre a possibilidade de administração das rodovias federais pelo governo estadual", delcarou o ministro. Mantega ressaltou que a União também poderá firmar parceria com Aécio no setor ferroviário.

Quando CPI é refresco

Diz um ditado popular: pimenta nos olhos dos outros é refresco.

O ditado nos lembra o caso de Alckmin, que acusa o governo Lula de ter sido submetido à investigação de várias CPIs, ao mesmo tempo que omite o esforço que fez, quando governador de São Paulo, para impedir que a Assembléia Legislativa investigasse sua gestão.

Comissões Parlamentares de Inquérito fazem parte da vida democrática. Podem ser bem ou mal utilizadas. Mas constituem um direito do parlamento. Quer dizer, é assim no mundo, no Brasil e na maior parte de nossos estados, menos no estado de São Paulo, onde a pressão do governo estadual bloqueou nada menos que 69 CPIs.

O bloqueio era feito por meio de uma norma segundo a qual Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), para ser instaladas, precisavam ser aprovadas em plenário, pela maioria absoluta dos deputados.

Em agosto de 2006, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou esta norma, permitindo dar início às investigações parlamentares acerca do governo de São Paulo.

O STF considerou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo PT contra a norma em vigor na Assembléia Legislativa de São Paulo, por considerar que este dispositivo feria o artigo 58, parágrafo 3º da Constituição Federal, segundo o qual basta a assinatura de um terço dos integrantes do parlamento para que uma CPI seja instalada.

Caixa 2, propinas e fraudes
A decisão do STF abre caminho para que sejam desenterrados os 69 pedidos de CPIs bloqueados pelo ex-governador Geraldo Alckmin desde 2003.

Destas, 37 são para investigar irregularidades, fraudes e casos de corrupção que teriam sido praticados diretamente pela administração estadual.

Veja, a seguir, algumas das CPIs que se encontravam paradas na Assembléia Legislativa e parte do que foi noticiado sobre o assunto:

NOSSA CAIXA - CPI para investigar o direcionamento indevido de recursos financeiros de órgãos e empresas do governo de São Paulo, tais como Banco Nossa Caixa, Sabesp, Prodesp, CDHU, Dersa entre outras, através de gastos de publicidade, para favorecer jornais, revistas e programas de rádio e televisão em troca de apoio político nas eleições municipais de 2004 e na Alesp.
http://www.estadao.com.br/ultimas/nacional/noticias/2006/mar/28/345.htm e http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u76962.shtml .

FEBEM - CPI com a finalidade de investigar as autoridades responsáveis pela Febem. http://www.vermelho.org.br/diario/2006/0223/0223_alckmistas.asp e http://www2.uol.com.br/oviajante/estusp.htm .

RODOANEL - CPI para investigar irregularidades ocorridas na execução do trecho oeste do Rodoanel Metropolitano, desde a elaboração do projeto até a conclusão de sua execução. http://www.valeverde.org.br/html/inform_ele.php?id=107 .

RIO TIETÊ - CPI para investigar os procedimentos administrativos, o empréstimo realizado, os contratos aditivos, a execução, o planejamento e expectativa de gastos e a adequação ambiental das obras do rebaixamento da calha do Rio Tietê. http://www.ptalesp.org.br/CN02/desmonte/nots_det.asp?id=635 .

Veja agora a lista completas de CPIs que foram bloqueadas por Alckmin, quando era governador:
1. CPI da compra de parlamentares: Investigará gastos de publicidade de órgãos públicos e empresas estaduais, em troca de apoio político nas eleições municipais de 2004;

2. CPI da Eletropaulo: Investigará irregularidades no empréstimo concedido à empresa de energia;

3. CPI das ferrovias: Apurará a atual situação do Sistema Ferroviário do Estado de São Paulo;

4. CPI da CDHU: Investigará denúncias de irregularidades nas obras da companhia de habitação;

5. CPI do Rodoanel (1): Apuração de irregularidades na execução do trecho oeste do Rodoanel Metropolitano, desde a elaboração do projeto até a conclusão das obras;

6. CPI da publicidade na Nossa Caixa: Apuração de irregularidades nos contratos de publicidade entre a Nossa Caixa e as agências Colucci&Associados e Full Jazz Comunicação;

7. CPI da Febem: Investigará a responsabilidade das autoridades pela inexistência de medidas para resolução dos problemas;

8. CPI da Sabesp: Investigará as reais causas da atual situação de precariedade no abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo;

9. CPI do Detran e do Poupatempo: Investigará os ilícitos administrativos e criminais cometidos por agentes públicos e particulares nos serviços médicos, de lacração e de credenciamento de auto-escolas no Detran e no Poupatempo;

10. CPI do Viva-Leite: Apurar irregularidades nos programas Viva-Leite e Alimenta São Paulo de responsabilidade da empresa pública Codeagro;

11. CPI dos Boletins de Ocorrência: Investigará as irregularidades na elaboração de BOs com o objetivo de distorcer as estatísticas criminais do Estado;

12. CPI do Rodoanel (2): Apurará as irregularidades na execução do trecho norte do Rodoanel;

13. CPI das obras do Tietê: Investigará procedimentos administrativos, empréstimos, contratos aditivos, execução, planejamento e expectativa de gastos e a adequação ambiental das obras do rebaixamento da calha do Rio Tietê;

14. CPI do transporte: Investigará as práticas do abuso do poder econômico por parte das empresas prestadoras de serviços de transporte coletivo;

15. CPI da CDHU (2): Investigará as irregularidades na aquisição de apartamentos da CDHU;

16. CPI da guerra fiscal: Investigará as empresas favorecidas na guerra fiscal entre os Estados;

17. CPI dos bingos: Investigará o funcionamento das casas de bingo instaladas no Estado;

18. CPI da "indústria da multa": Investigará irregularidades nas aplicações das multas de trânsito;

19. CPI do futebol: Investigará problemas pertinentes ao futebol no Estado - prática esportiva, clubes, Federação Paulista de Futebol e implicações comerciais e econômicas;

20. CPI dos cartórios: Apurar o procedimento dos Cartórios de Notas, de Registro de Títulos e Documentos, de Pessoas Físicas e Jurídicas e de Registro de Imóveis existentes no Estado;

21. CPI dos medicamentos: Apurará as irregularidades praticadas por indústrias de medicamentos e laboratórios farmacêuticos nacionais ou estrangeiros;

22. CPI da energia elétrica: Investigará irregularidades nos procedimentos adotados pelo governo na compra de energia pela Sabesp, Companhia Paulista de Transporte Metropolitano e Metrô;

23. CPI do transporte (2): Investigará práticas do abuso do poder econômico por parte das empresas prestadoras de serviços de transporte coletivo;

24. CPI das operadoras de saúde: Apurará as irregularidades praticadas pelas operadoras de saúde que infringem a Lei dos Planos de Saúde e o Código de Defesa do Consumidor;

25. CPI da contaminação: Investigará as graves denúncias de contaminação do solo por metais pesados e pesticidas na região Recanto dos Pássaros, em Paulínia, e na Vila Carioca, na capital;

26. CPI dos grileiros: Apurar a suposta ocorrência de uma indústria de invasões em terrenos urbanos e rurais no Estado;

27. CPI do ensino superior: Apurar a real situação do ensino praticado por instituições particulares;

28. CPI do meio ambiente: Investigar graves denúncias de contaminações e degradações ambientais;

29. CPI da Cetesb: Apurar a contaminação do solo, inclusive em 255 áreas já identificadas pela Cetesb;

30. CPI da poluição: Investigar denúncias relacionadas à falta de fiscalização e danos ambientais;
31. CPI da TV Cultura: Apurar denúncias sobre possibilidade do encerramento das atividades da TV Cultura;

32. CPI da FPA: Investigar desvirtuamento de verbas e doações, bem como a má gestão dos recursos financeiros da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura;

33. CPI dos grupos de extermínio: Investigar o possível envolvimento de policiais civis ou militares em grupos de extermínios;

34. CPI da água: Investigar denúncia de contaminação ambiental, especialmente em lençóis freáticos;

35. CPI da prostituição infantil: Investigar denúncias veiculadas pela mídia de abuso sexual e exploração infantil;

36. CPI das operadoras de seguro: Investigar e apurar práticas irregulares destas operadoras;

37. CPI da telefonia celular: Apurar a real situação da prestação dos serviços públicos de telefonia celular, fornecido pelas diversas concessionárias/operadoras que atuam na região;

38. CPI da saúde: Investigar a transferência de verbas do SUS para a Secretaria Estadual de Saúde;

39. CPI do transporte ferroviário: Investigar a situação atual do transporte ferroviário no Estado;

40. CPI da telefonia: Apurar as práticas irregulares das operadoras multinacionais de telefonia;

41. CPI do Ibope: Apurar os procedimentos dos institutos de aferição de audiência, especialmente do Ibope, na captação de informações em domicílios de telespectadores-consumidores, bem como na transmissão das informações colhidas aos interessados;

42. CPI da Coca-Cola: Investigar a empresa SPAL/Coca-Cola por sonegação fiscal de ICMS e por dumping na comercialização de seus produtos;

43. CPI das multas em rodovias: Investigar irregularidades na aplicação de multas por meios eletrônicos nas rodovias estaduais;

44. CPI dos veículos: Investigar irregularidades na comercialização de veículos automotores pelas montadoras, frotistas e empresas locadoras, com posterior revenda para terceiros;

45. CPI do leite: Analisar a comercialização e as perspectivas futuras para a produção de leite;

46. CPI dos combustíveis: Investigar irregularidades com relação à observância da Lei Federal nº 9.950/00, que proíbe o funcionamento de bombas de auto-serviço;

47. CPI do PCC: Apurar as denúncias sobre a execução de 12 membros do PCC, ocorrida em março de 2002, na Rodovia José Ermínio de Morais, em Sorocaba;

48. CPI da violência: Apurar a violência policial no Estado;

49. CPI do Hospital das Clínicas "Luzia de Pinho Mello": Verificar irregularidades nas obras de ampliação e reforma do hospital;

50. CPI da Telefonica: Apurar a ocorrência de fraude tributária contra a arrecadação do ICMS envolvendo a multinacional espanhola Telefonica;

51. CPI da educação: Investigar irregularidades no processo de mudanças dos cursos técnicos;

52. CPI da pirataria: Investigar a participação de agentes públicos em crime de "pirataria";

53. CPI das multas de trânsito: Investigar irregularidades no sistema de multas, no processo de pontuação e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação e nos cursos de reciclagem;

54. CPI da reciclagem: Apurar irregularidades na chamada "indústria da reciclagem" - na tecnologia de tratamento e reciclagem de óleos comestíveis de origem animal e vegetal;

55. CPI dos Shoppings Centers: Investigar irregularidades nas operações dos shoppings que estejam maculando o Código de Defesa do Consumidor;

56. CPI da sonegação: Investigar a corrupção, a sonegação e a renúncia fiscais no Estado;

57. CPI dos combustíveis (2): Investigar a adulteração de combustíveis;

58. CPI do crime organizado na área fiscal: Investigar a existência do crime organizado nesta área;

59. CPI do meio ambiente (2): Investigar e apurar danos ambientais no Estado;

60. CPI do Metrô. Investigar irregularidades na contratação e na manutenção das obras das Linhas 4-amarela e 2-verde;

61. CPI do tráfico de leilões: Apurar a prática de tráfico de influências na contratação de leiloeiros e de empresas para a realização de leilões da administração direta e indireta;

62. CPI das teles: Investigar irregularidades na prestação dos serviços de telefonia fixa e móvel e averiguar práticas lesivas ao Erário decorrente da má gestão fiscal;

63. CPI da guerra fiscal (2): Apurar na área tributária e fiscal do Estado a fuga de empresas e indústrias como conseqüência da chamada "guerra fiscal";

64. CPI do sistema psiquiátrico: Investigar supostas irregularidades nas unidades públicas responsáveis pelas ações relativas à saúde mental;

65. CPI do Ipesp: Investigar a destinação de contribuições obtidas pelo instituto mediante desconto em folha de pagamento de funcionários que ocupam cargos na Assembléia Legislativa;

66. CPI dos juízes de futebol: Investigar a atuação do juiz Edílson Pereira de Carvalho e de outros árbitros e empresários acusados de integrarem um esquema de manipulação de resultados;

67. CPI da contaminação ambiental: Investigar as denúncias sobre contaminações ambientais;

68. CPI do trabalho rural: Investigar as condições atuais do trabalho rural no Estado;

69. CPI da Fazenda da "Canção Nova": Investigar as irregularidades na cessão de fazenda de 87 hectares, localizada em Lorena, à rede católica Canção Nova, ligada ao secretário estadual de Educação, Gabriel Chalita.

Razões da dianteira

Nos últimos dias, alguns colunistas têm buscado explicar os motivos por quais Lula não apenas está na frente, como ainda ampliou sua vantagem sobre Alckmin.

Os motivos são muitos. Mas, nesta reta final, é importante lembrar de três:
Primeiro, a agressividade da candidatura Alckmin e de parcela de seus apoiadores.
Como disse uma distinta professora, a versão tucano-pefelista da luta de classes é o ódio de classe.
Ódio, preconceito, arrogância, baixaria. Atitudes que geraram repulsa em muitos eleitores, inclusive em gente que votou em Alckmin no primeiro turno.

Um segundo motivo da dianteira de Lula, nas pesquisas, é a opção pelo debate programático.
Recusamos o debate de baixo nível e levamos a discussão para o que interessa: os diferentes projetos que cada candidatura expressa.
Mostramos o risco embutido na candidatura Alckmin: política externa subalterna, corte nos investimentos sociais, retorno da privataria.

O terceiro motivo que queremos destacar, aqui, é a mobilização ampla, geral e irrestrita dos partidos, dos movimentos sociais, da intelectualidade democrática e, principalmente, de milhões de pessoas em todo o país que, voluntária e anonimamente, estão vestindo a camisa da campanha.
Esse talvez seja o principal motivo de nossa dianteira: a força do povo. Com Lula, de novo.

Professores universitários manifestam apoio a Lula

Mais de 500 professores universitários de todo o Brasil assinaram um manifesto sobre o perigo que representaria a volta dos tucanos à presidência do país. Segundo o documento, "a candidatura Alckmin não representa, sob nenhum aspecto, a implementação dos avanços necessários ao desenvolvimento econômico com justiça social".

De acordo com os professores, "um possível governo Alckmin será a reedição dos anos FHC com sua política de sucateamento das universidades públicas. Vale lembrar que, sob o PSDB, as universidades federais chegaram a um déficit de 7.000 professores". Os professores alertam também que em São Paulo, a política FHC foi "seguida à risca por Geraldo Alckmin quando governador de São Paulo".

O texto destaca também que o houve "um saldo acumulado de R$ 209 milhões dos recursos do Fundef que jamais foram investidos na educação. Para finalizar, Alckmin vetou o aumento no montante do ICMS destinado às universidades paulistas".
Confira a íntegra do manifesto, clicando aqui.

Alckmin nada ganha em debate

O ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) disse, já na madrugada desta terça-feira, logo após o debate da TV Record, que o grande saldo do programa foi a constatação de que o candidato tucano, Geraldo Alckmin, só sai perdendo neste tipo de confronto.

"A síntese do debate é a seguinte: está comprovado mais uma vez que o Alckmin não ganha nada com o debate. Ele não só não domina os temas mais amplos de governo, como também ele não apresenta nada de novo, a não ser o velho ranço preconceituoso de que o Lula não sabe governar", disse Tarso.

Para o ministro, Lula saiu vitorioso porque "se saiu melhor nos dois blocos chaves", em referência aos momentos em que houve debate sobre a região Nordeste e sobre política externa.

Por sua vez, o coordenador da campanha de Alckmin, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), disse que não conseguiu identificar nenhum ponto fraco de seu candidato durante o debate.

Em sua opinião, o momento alto do tucano foi quando ele respondeu a uma pergunta sobre seus defeitos, dizendo que não rouba nem protege amigos, alfinetando o presidente Lula.

23 outubro 2006

Reitores rejeitam retrocesso tucano

Quarenta e cinco reitores das 56 Ifes (Instituições Federais de Ensino Superior) do País já assinaram o documento intitulado "Manifesto de reitores à nação brasileira", que pede a manutenção da política de investimentos implantada pelo governo Lula para garantir a expansão e qualificação das nossas universidades.

"Num momento crucial para o país, os dirigentes das Instituições Federais (...) vêm a público manifestar sua preocupação quanto ao futuro da educação superior brasileira. Posicionamo-nos para que não se interrompa a trajetória recente de investimentos na expansão e qualificação de nossas Universidades públicas, patrimônio nacional. Em respeito ao direito dos brasileiros de todas as regiões do país, não podemos admitir qualquer possibilidade de retrocesso nas conquistas dos últimos anos. Não aceitaremos o retorno de situações como a que predominou no passado recente, quando, na contramão da história, os orçamentos das IFES despencaram em 25% (...) com o sucateamento correspondente do parque universitário público, e o setor privado de ensino hipertrofiou-se, atingindo quase 80 % das matrículas", diz o documento.

Os manifesto lembra que, durante o governo Lula, ocorreram "avanços inegáveis", como a recuperação orçamentária das universidades em 68%, a criação de dez novas Universidades e 48 campi em todas as regiões do país, fora das capitais. O governo Lula criou ainda a Universidade Aberta do Brasil, que em breve proporcionará 60 mil novas vagas gratuitas no sistema público federal e liberou recursos para novos investimentos, como laboratórios, bibliotecas e salas de aula. Os orçamentos para ciência, tecnologia e inovação tiveram um aumento real de 58%.

"Cabe a nós testemunhar aos brasileiros e brasileiras a ocorrência de avanços significativos e históricos na área da educação superior nos últimos quatro anos, reafirmando a necessidade de sua ampliação e consolidação", conclui o Manifesto. (Clique aqui para ver a lista dos reitores que já assinaram o Manifesto.

21 outubro 2006

Resposta a Ali Kamel: Tartufo trabalha na Globo?

Ao ler sua contestação à reportagem de capa da semana passada haverá quem suponha que não ouviu a gravação feita por um de seus subordinados

O texto assinado por Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo, em anúncio pago pela emissora e veiculado na edição impressa, é, no mínimo, escorregadio ao tentar desqualificar as perguntas de CartaCapital que na semana passada se negou a responder. Kamel escorrega. E falseia.

Em comunicado remetido pela Central Globo de Pesquisa e Recursos Humanos, enviado a todos os usuários do e-mail do departamento de Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Recife, lê-se que “a revista enviara um questionário, cujo teor não deixava dúvidas de que estava mal-intencionada: as perguntas partiam sempre de premissas falsas e se referiam a episódios que nunca existiram”.

Tartufo, aquela definitiva personagem de Molière, não faria melhor na sua infinita hipocrisia. É invenção de CartaCapital que 70% das ambulâncias da Planam foram liberadas durante o governo FHC e que a Globo cuidou de não mencionar o fato? E é invenção nossa que até hoje o JN não destacou um repórter para investigar as relações de Barjas Negri com Abel Pereira? E é que pelo menos uma reportagem foi produzida sobre Abel Pereira, e editada, e até hoje não foi ao ar?

Por aí iam as perguntas de CartaCapital. Um dos princípios que norteiam o nosso trabalho é a fidelidade canina à verdade factual, a qual, dizia Hannah Arendt, quando omitida jamais será recuperada. Dizia também: “Não há esperança de sobrevivência humana sem homens dispostos a relatar o que acontece, e que acontece porque é”. CartaCapital não esmorece na determinação de relatar o que acontece.

O texto de Ali Kamel alega isenção e objetividade, mas só ilude os desavisados, os mesmos que o JN busca alcançar. Como se sabe, o apresentador do jornal, William Bonner, iguala o telespectador-padrão a Homer Simpson, o simpático simplório do desenho animado. Esse desprezo pela platéia não é incomum no jornalismo brasileiro, muito pelo contrário. E é a razão primeira da decadência da nossa mídia.

Que ela sempre e sempre tenha prestado serviço ao poder é fato, mesmo porque é um dos rostos do próprio. Só para citar eventos mais ou menos recentes, ou nem tão remotos, basta recordar o golpe de 1964, o golpe dentro do golpe de 1968, a campanha das Diretas Já, as eleições de 1989. Mas se a questão moral sempre foi secundária, bastante secundária, para os patrões, vale sublinhar que já houve mais qualidade profissional.

Nunca houve tamanho desrespeito pelos leitores, ouvintes, espectadores. Desmoralização abissal e aviltamento progressivo da língua portuguesa, bela, forte, dúctil. A comparação entre o nosso jornalismo e o de muitos outros países é insustentável.

Claro que não é lícito condenar a Globo, bem como outros órgãos, e empresas, da mídia, por suas simpatias políticas. Insuportável é a tentativa de esconder a parcialidade por trás de uma neutralidade que os comportamentos traem a cada passo.

Jornalismo é informação e opinião. CartaCapital não hesita em manifestar as suas opiniões, neste momento, na escolha nítida de uma candidatura em lugar de outra, porque respeita seus leitores, a nação e o País. Quanto a Ali Kamel, experimentamos a impressão de que não ouviu a gravação da conversa dos repórteres com o delegado Bruno. Ainda que, a esta altura, ela seja do conhecimento até do mundo mineral.

Fonte: CartaCapital

Saindo da escuridão

A explicação que Alckmin deu para o "apagão" - crise de energia elétrica em 2001, durante o governo FHC - é meteorológica: culpa da falta de chuvas.

A causa real do apagão foi outra. A culpa foi da falta de investimentos na geração e transmissão de energia elétrica.

Os investimentos no setor foram reduzidos de R$ 13 bilhões ao ano nos anos 1980, para R$ 7 bilhões ao ano nos anos 1990.

Para agravar a situação, o governo FHC desorganizou o setor elétrico brasileiro.

Sucateou e privatizou as empresas estatais que atuavam na área.

Apesar de advertido diversas vezes por especialistas, por movimentos sociais e pelos partidos de esquerda, o governo de FHC deixou a situação se deteriorar.

O apagão, portanto, é o resultado do casamento do governo FHC com o neoliberalismo.

Herança maldita
Ao assumir, o governo Lula encontrou o setor elétrico mergulhado em uma profunda crise.
Frente a esta situação, o governo Lula adotou um conjunto de ações. Entre elas, a ampliação dos investimentos na geração de energia.

Luz para todos
Outro componente da herança maldita recebida pelo governo Lula foi a existência de milhões de famílias sem acesso à energia elétrica em suas casas.

Para superar esta situação, o presidente Lula lançou, em 11 de novembro de 2003, o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica, conhecido como "Luz para Todos".

Trata-se do maior programa de eletrificação rural do mundo.
Já foram realizadas mais de 838.538 ligações, atendendo 4.192.690 pessoas e gerando 100 mil novos empregos. Estão em andamento 167.460 novas ligações, que atenderão 837.300 pessoas. A meta para 2008 prevê atender um total de 12,5 milhões de pessoas.

Essa empreitada tem um significado épico, que só encontra paralelo em grandes feitos como a alfabetização, a reforma sanitária e a reforma agrária.

O governo FHC deixou o país com mais de 29 mil escolas públicas sem energia elétrica, muitas das quais já estão sendo atendidas pelo Programa "Luz para Todos"!

Claro que a universalização da energia elétrica resolve apenas uma das facetas da miséria. Mas é um passo importante que se choca com o total desinteresse das elites pelos processos de inclusão social.

Estas elites, tucanos e pefelistas incluídos, encaram o investimento social como "despesa", "custo", "prejuízo" enfim.

Na campanha eleitoral, confrontam-se dois projetos de país, um conservador e neoliberal, outro democrático e popular.

Um quer deixar a população pobre brasileira na escuridão, outro quer continuar o grande programa de inclusão elétrica.

Portanto, ao escolher Lula para presidente por mais quatro anos, o povo estará reafirmando o seu desejo de retirar da escuridão mais de 8 milhões de brasileiros.

D. Mauro Morelli vota em Lula

Em carta pública divulgada no Dia da Criança, D. Mauro Morelli, Bispo Emérito da Diocese de Duque de Caxias divulgou sua posição sobre o segundo turno das eleições presidenciais.
No trecho final da carta, D. Mauro afirma o seguinte:

"Depois de dois anos de árdua e leal cooperação com o Governo Alckmin/Lembo, como conselheiro e presidente do Consea-SP, não coloco esperança alguma na candidatura da coligação Por Um Brasil Decente em relação à defesa e à promoção do direito humano ao alimento e à nutrição, pelo contrário temo retrocesso.

Espero que o Presidente Lula receba mais um mandato e que possa superar as contradições que caracterizam o Estado Brasileiro e afetam seu governo. Não se trata apenas de combater a corrupção, mas cultivar uma proposta ética de desenvolvimento. Impossível servir a dois senhores, o Mercado e o Povo. Voto por uma economia com mercado, justa e solidária. Reine a Ética, governe a Política e submeta-se o Mercado. (...) Presidente Lula, cultivando a sabedoria, a coragem, a ousadia e a humildade, com a graça de Deus e a participação do povo, poderá fazer um grande governo. Dom Mauro Morelli".

Lula tem apoio internacional

Circula pela internet o manifesto intitulado "Para os movimentos populares da América Latina é decisiva a derrota de Alckmin". O documento é assinado por mais de 80 intelectuais e lideranças sociais da região e da Europa, para que o eleitorado brasileiro não vote no candidato tucano.

Idealizador do manifesto contra Alckmin, o sociólogo venezuelano Edgardo Lander sugere, em nota, que os eleitores que votaram em Cristovam e Heloísa Helena votem em Lula no segundo turno. Segundo o documento, estão em jogo assuntos fundamentais para o Brasil e para o mundo.

20 outubro 2006

Será loucura?

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL) disse ontem (19.10), em Alagoinhas, município administrado pelo PT, que, se o grupo político liderado por ele e pelo governador Paulo Souto (PFL) se mantiver unido, vai conseguir eleger Alckmin à Presidência.

Compreendemos que a loucura não tem limites, mas o senador já está ultrapassando o campo da anormalidade, ou não?

Lula 24 pontos à frente de Alckmin no Ibope

Lula até que foi modesto ontem à noite quando informou a um amigo que a nova pesquisa Ibope lhe daria 22 pontos percentuais de vantagem sobre Alckmin.

Deu 24.

Lula está com 62% dos votos válidos contra 38% de Alckmin. É o que revelará daqui a pouco o Jornal Nacional.

18 outubro 2006

O governador eleito da Bahia, Jaques Wagner, afirmou que a estratégia da oposição, de desestabilizar o processo eleitoral, foi adotada porque Alckmin não teria como "debater a comparação entre os dois modelos de governo", o petista e o tucano. "No dia 29, a população escolherá entre o caminho do novo (do PT) e do velho (do PSDB/PFL). Eu acredito em partidos e não em Messias. Alckmin representa o modelo do PSDB/PFL", afirmou Wagner.

Ele acrescentou que, diante das comparações entre os tipos de gestão em disputa, restou à oposição tentar uma campanha pautada apenas na questão ética.

"Não reconheço no PSDB e no PFL instituições que possam nos dar aula sobre ética e combate à corrupção", disse Wagner. Afirmou ainda que a população está escolhendo o modelo petista e que a agressividade de Alckmin, expressa no debate da semana passada, só fez com que ele perdesse votos, levando a oposição ao "desespero" e à estratégia de desestabilização.

Ele informou que pretende discutir com os governadores tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) a estratégia de desestabilização que atribuem à oposição. "Vou procurar os governadores José Serra e Aécio Neves para saber se o País que eles querem receber é um País com esse grau de suspeição. É leviandade, oportunismo e desespero a oposição pegar patrimônio de uma nação e levantar suspeita. Há uma tentativa de se ganhar essa eleição na mão grande. Na mão grande, não vão ganhar. A Polícia Federal opera dentro da Constituição", afirmou.

17 outubro 2006

Lula dispara. Qual será o próximo golpe?

Como já publicado hoje, aqui, a segunda pesquisa Datafolha, após o debate na TV realizado no último dia 8, aponta que a vantagem de Lula subiu de 11 pontos para 19 pontos em relação ao adversário tucano.

A pesquisa encomendada pela Folha e pela TV Globo foi divulgada nesta terça-feira pelo "Jornal Nacional".

Confira:
Lula subiu de 51% para 57%;
Alckmin caiu de 40% para 38%.

Considerando apenas os votos válidos ( excluindo brancos, nulos e indecisos )
Lula subiu 56% para 60%;
Alckmin caiu de 44% para 40%.
A vantagem de Lula sobre Alckmin subiu de 12 pontos para 20 pontos nos votos válidos.

O Datafolha entrevistou 7.133 eleitores em 348 municípios. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A margem de erro é de 2 pontos.

Os tucanos estão em desespero. A sanha privatista das elites está com a libido de cachorra no cio. Temos que ter o maior cuidado com a imprensa suja. Tais aves são capazes de tudo. Lembrem-se do ocorrido na véspera do 1º turno. Nada de já ganhou. Olho vivo em tudo.

Lula dispara... Alckmin despenca, veja Datafolha

Veja logo mais o resultado da pesquisa DATAFOLHA.

Resultado da pesquisa nacional do Instituto Datafolha aplicada ontem e hoje:
Lula - 60% dos votos válidos;
Alckmin - 40%

Confiram daqui a pouco no Jornal Nacional.

O 1º GOLPE DE ESTADO JÁ HOUVE. E O 2º?

Paulo Henrique Amorim - em Conversa Afiada

Um golpe de Estado levou a eleição para o segundo turno.
É o que demonstra de forma irrefutável a reportagem de capa da revista Carta Capital que está nas bancas (“A trama que levou ao segundo turno”), de Raimundo Rodrigues Pereira. E merecia um sub-titulo: “A radiografia da imprensa brasileira”.

Fica ali demonstrado:
1) As equipes de campanha de Alckmin e de Serra (da empresa GW) chegaram ao prédio da Polícia Federal, em São Paulo, antes dos presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos;

2) O delegado Edmilson Bruno tirou fotos do dinheiro de forma ilegal e a distribuiu a jornalistas da Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, do jornal O Globo e da rádio Jovem Pan;

3) O delegado Bruno contou com a cumplicidade dos jornalistas para fazer de conta que as fotos tinham sido roubadas dele;

4) O delegado Bruno procurou um repórter do Jornal Nacional para entregar as fotos: “Tem de sair à noite na tevê., Tem de sair no Jornal Nacional”;

5) Toda a conversa do delegado com os jornalistas foi gravada;

6) No dia 29, dois dias antes da eleição, dia em que caiu o avião da Gol e morreram 154 pessoas, o Jornal Nacional omitiu a informação e se dedicou à cobertura da foto do dinheiro;

7) Ali Kamel, “uma espécie de guardião da doutrina da fé” da Globo, segundo a reportagem, recebeu a fita de audio e disse: “Não nos interessa ter essa fita. Para todos os efeitos não a temos”, diz Kamel, segundo a reportagem;

8) A Globo omitiu a informação sobre a origem da questão: 70% das 891 ambulancias comercializadas pelos Vedoin foram compradas por José Serra e seu homem de confiança, e sucessor no Ministério da Saúde, Barjas Negri;

9) A Globo jamais exibiu a foto ou o vídeo (clique aqui) em que aparece Jose Serra, em Cuiabá, numa cerimônia de entrega das ambulâncias com a fina flor dos sanguessugas;

10) A imprensa omitiu a informação de que o procurador da República Mario Lucio Avelar é o mesmo do “caso Lunus”, que detonou a candidatura Roseana Sarney em 2002, para beneficiar José Serra. ( A Justiça, depois, absolveu Roseana de qualquer crime eleitoral. Mas a campanha já tinha morrido.);

11) Que o procurador é o mesmo que mandou prender um diretor do Ibama que depois foi solto e ele, o procurador, admitiu que não deveria ter mandado prender;

12) Que o procurador Avelar mandou prender os suspeitos do caso do dossiê em plena vigência da lei eleitoral, que só deixa prender em flagrante de delito;

13) Que o Procurador Avelar declarou: “Veja bem, estamos falando de um partido político (o PT) que tem o comando do país. Não tem mais nada. Só o País. Pode sair de onde o dinheiro ?”

14) A reportagem de Raimundo Rodrigues Pereira conclui: “Os petistas já foram presos, agora trata-se de achar os crimes que possam ter cometido.”

Na mesma edição da revista Carta Capital:
ao analisar uma pesquisa da Vox Populi, que Lula tem 55%, contra 45% de Alckmin, Mauricio Dias diz: “ ... dois fatos tiraram Lula do curso da vitória (no primeiro turno). O escândalo provocado por petistas envolvidos na compra do dossiê da familia Vedoin ... e secundariamente o debate promovido pela TV Globo ao qual o presidente não compareceu.”

Quer dizer: o golpe funcionou.

Mino Carta, o diretor de redação da Carta Capital, diz em seu blog, http://blogdomino.blig.ig.com.br/, que houve uma reedição do golpe de 89, dado com a mão de gato da Globo, para beneficiar Collor contra Lula. “A trama atual tem sabor igual, é mais sutíl, porém. Mais velhaca,” diz Mino.

Permito-me acrescentar outro exemplo
Em 1982, no Rio, quase tomaram a eleição para Governador de Leonel Brizola. Os militares, o SNI, e a Policia Federal (como o delegado Bruno, agora, em 2006) escolheram uma empresa de computador para tirar votos de Brizola e dar ao candidato dos militares, Wellington Moreira Franco. O golpe era quase perfeito, porque contava também com a cumplicidade de parte de Justiça Eleitoral e, com quem mais? Quem mais?

O golpe contava com as Organizações Globo (tevê, rádio e jornal, como agora) que coonestaram o resultado fraudulento e preparam a opinião pública para a fraude gigantesca.

Que só não aconteceu, porque Brizola “ganhou a eleição duas vezes: na lei e na marra”, como, modestamente, escrevi no livro “Plim-Plim – a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral”, editora Conrad, em companhia da jornalista Maria Helena Passos.

Está tudo pronto para o segundo golpe.
- O Procurador Avelar está lá.

- Quantos outros delegados Bruno há na Policia Federal (de São Paulo?).

- A urna eletrônica no Brasil é um convite à fraude. Depende da vontade do programador. Não tem a contra-prova física do voto do eleitor. Brizola aprendeu a amarga lição de 82 e passou resto da vida a se perguntar: “Cadê o papelzinho ?”, que permite a recontagem do voto ?

- E se for tudo parar na Justiça Eleitoral? O presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello já deixou luminosamente claro, nas centenas de entrevistas semanais que concede a quem bater à sua porta, que é favor da candidatura Alckmin.
E o segundo golpe? Está a caminho. As peruas da GW já saíram da garagem.


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Tucanagem só no passado

O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, disse que o risco-Alckmin existe. “O risco-Alckmin é que quem faz isso [privatiza estatais] não tem políticas sociais. Não estamos dizendo que o Alckmin vai quebrar o país, estamos dizendo que ele tem tradição privatizante.”

Na opinião de Tarso, o tucano não pode garantir a promessa que não vai privatizar empresas, como Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, Petrobrás e outras empresas que são patrimônio da sociedade Brasileira, ante seus “antecedentes” na vida pública.

Sobre as investigações do dossiê antitucano, o ministro reiterou que a Polícia Federal tem que apurar o episódio. Não é como no passado, quando não apurou “a compra de votos para a reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “A PF tem que apurar [o dossiê] assim como deveria ter apurado, em outros tempos, a compra de votos para a reeleição, e não fez. Foi o crime político constitucional mais grave que se fez no país nos últimos 20 anos.”

O ministro confirmou que o presidente Lula vai participar de pelo menos mais três debates antes do segundo turno.

Tarso afirmou que Alckmin não deve insistir no debate ético, uma vez que o governo Lula é que vem permitindo o combate à corrupção no governo federal. “Não estamos em situação inferiorizada no debate ético porque sob o comando do presidente Lula, as duas principais quadrilhas que assaltavam o Estado brasileiro, a dos vampiros e a dos sanguessugas, foram destruídas e vieram de governos anteriores.”

16 outubro 2006

Tucanos em desespero

O coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, ao lado dos governadores eleitos da Bahia e de Sergipe, Jaques Wagner (PT) e Marcelo Déda (PT), acusaram o PSDB e o PFL de tentarem desestabilizar a PF como estratégia para reverter a vantagem de Lula nas pesquisas de intenção de voto.

"É leviandade, oportunismo, desespero eleitoreiro do PSDB e do PFL quererem levantar lebre sobre essa instituição para virar o jogo e ganhar na mão grande. Na mão grande, não vão ganhar", enfatizou Wagner.

A campanha Lula sabe que a oposição está usando a revista "Veja" em prol da candidatura do tucano Geraldo Alckmin (PSDB).

"Não vamos aceitar esse tipo de ofensiva passivamente. Queremos que a vontade popular seja preservada. Não será com factóides, subterfúgios ou leguleios", disse Garcia.

A campanha de Lula vai reunir amanhã os presidentes de partidos aliados para discutir medidas contra a ação do PSDB e do PFL. Os governadores aliados também vão se reunir para mobilizar os aliados de Lula com medidas que desmascarem os ataques da campanha de Alckmin.

Segundo Déda, o PSDB e o PFL estão "desesperados" por terem percebido a larga vantagem de Lula nas pesquisas, mesmo depois da mudança de postura de Alckmin, que partiu para o ataque contra Lula.

"A oposição sofre de "pesquisite aguda", uma doença com a qual se deparam quando estão com o cenário desfavorável nas pesquisas. A febre e o delírio provocam horizonte longe do mínimo de normalidade", ironizou Déda. E tenta a qualquer custo ganhar a eleição no chamado "tapetão". "Alguns partidos de oposição, no desespero de mudar o cenário eleitoral, querem desrespeitar as instituições brasileiras", criticou Wagner.

Garcia disse que a coordenação de Lula vai ingressar na Justiça com pedido de direito de resposta e ação cível de reparação de danos morais contra a revista "Veja". Os responsáveis pela matéria da "Veja" sobre o dossiê cometeram os crimes de calúnia, injúria e difamação.

15 outubro 2006

Elite conservadora critica Lula por priorizar baixa renda

O Lula voltou a afirmar neste domingo que se for reeleito irá priorizar ações para a população de baixa renda. Lula disse que "acabou o tempo em que o Brasil era governado para um terço da população".

O presidente afirmou saber que recebe críticas "da elite conservadora" por olhar para os pobres e negros do país. "Tem sempre gente achando que do jeito que está, está bom. Não queremos tirar nada de ninguém, mas partir o pão de cada dia", disse ele durante reunião com cerca de 50 professores neste domingo num hotel de Brasília (DF).

A professora Olga Cristina da Rocha, do Distrito Federal, aproveitou o evento para criticar o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. "Ontem, vi o outro candidato dizer que professor bom é professor bem treinado. Mas treinamento é uma palavra que nem usamos mais. Isso mostra a visão de educação que o outro candidato possui. Tivemos uma visão preterida no governo de doutores e agora conseguimos num governo de um operário."

Já o professor Ricardo Pinto, de São Paulo, rebateu as acusações de Alckmin sobre a qualidade da educação pública no Estado paulista. "O governo do PSDB diz que lá estão solucionados os grandes problemas da educação, mas é mentira."

O objetivo do encontro, segundo Lula, foi comemorar o Dia dos Professores --festejado neste domingo. Lula afirmou que seu principal sonho no governo é conseguir tornar o Brasil o país mais democrático no acesso à universidade pública.

Dose certa ou exagerada?

Uma certa dose de exagero
Tanto na sexta-feira, quanto no sábado, o programa de Alckmin no horário eleitoral gratuito abordou a questão da Saúde.

Em determinado trecho do programa, Alckmin diz: "Sou médico, gosto de gente... na saúde vou construir mais hospitais, com mais médicos e enfermeiros".

Essa declaração do tucano revela um ponto de vista muito comum entre tucanos e pefelistas: para ter "saúde pública", basta contar com hospitais, médicos e enfermeiros.

Esse ponto de vista reducionista não percebe que a Saúde é algo mais amplo e está vinculada à realidade social de indivíduos e coletivos.

Para ter Saúde pública, precisamos de saneamento, habitação, cultura, educação, lazer, alimentação e muito mais.

É claro, ademais, que os médicos e os hospitais são extremamente importantes, mas não são suficientes para resolver os problemas de saúde da população.

É fundamental contar, por exemplo, com centros de saúde bem equipados, com profissionais de saúde que conheçam de perto a realidade das famílias que atendem, com maneiras diversificadas de atendimento, que contemplem um atendimento de urgência básico, com programas de promoção de saúde.

Uma rede básica de alta qualidade e cobertura permite deixar os hospitais e os centros de especialidade livres para aquilo que for bem grave, que não possa ser cuidado num centro de saúde, como é o caso de cirurgias complexas e exames especializados.

O ponto de vista defendido por Alckmin é diferente da concepção de Saúde Pública defendida pelo governo Lula, que compartilha os princípios básicos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Tais problemas são muito complexos, exigindo trabalho de equipe.

A produção de saúde é fruto da ação competente e acolhedora de uma equipe multiprofissional, com médicos e enfermeiros, que são tão importantes como os auxiliares e técnicos de enfermagem, assistentes sociais, agentes comunitários de saúde, dentistas, atendentes de consultório dentário, farmacêuticos, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e tantos profissionais, que, com seu olhar e ação, amplificam as chances de vida e saúde e minimizam a dor das pessoas por eles cuidadas.

Os problemas de saúde exigem, também, a ação multisetorial dos governos, em todos os níveis, sempre submetidos ao controle social, através dos Conselhos de Saúde.

Aliás, Alckmin parece não dar muita atenção para o controle social, nem para o Plano Plurianual de Saúde e a Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde.

Tanto é assim que vetou o projeto de lei nº 851, de 1999, que institui Conselhos Gestores nas unidades de saúde prestadoras de serviço e administrativas, vinculadas ao Sistema Único de Saúde no Estado de São Paulo.

Para ser rigoroso, Alckmin não dá muita atenção nem mesmo para os hospitais, que em São Paulo vem sendo entregues a "organizações sociais". A absoluta prioridade concedida a essas organizações tem como contrapartida a desresponsabilização para com o todo o Sistema, nos Municípios e no próprio Estado.

Na contramão do descompromisso de Alckmin, os investimentos e custeios em Saúde no estado de São Paulo têm se dado através de recursos federais e dos municípios, com uma participação inexpressiva do governo estadual.

Os recursos federais vinculados para a gestão do SUS estadual evoluíram de R$ 383 milhões em 2003 para R$ 2,457 bilhões em 2006.

Dose certa... de exagero
Alckmin fala que construiu 19 hospitais. Curiosamente, seu programa mostra cenas, entre outros, do Hospital Darcy Vargas, um hospital federal que era do antigo Instituto de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps), cedido por convênio ao governo estadual.

Também curiosamente, dados do próprio governo de São Paulo falam de 16 novos hospitais, 15 dos quais começaram a ser construídos por Quércia e apenas um foi totalmente construído no governo tucano de Alckmin.

E por falar em exagero, Alckmin não deveria dizer que vai estender o programa Dose Certa para todos os estados.

Afinal, "Dose Certa" é apenas o nome fantasia de um programa criado pelo governo federal e desenvolvido em parceria com os municípios. O mesmo vale para a fábrica de vacinas, que está em construção e também recebe financiamento do governo federal.

E, se for para falar em cuidado, é preciso dizer: quem está efetivamente trabalhando pela humanização é o governo Lula, através da Política Nacional de Humanização - HumanizaSUS - nos hospitais, nos serviços de Atenção Básica e de Atenção Especializada, nas Secretarias, na educação permanente e na valorização do trabalhador da Saúde!

A quem interessa o dossiê?

Sobre a investigação do caso dossiê, a parte que a Polícia Federal julga mais próxima da elucidação é a ação da máfia das sanguessugas no governo de Fernando Henrique Cardoso. O elo tucano com o escândalo das ambulâncias é o empresário Abel Pereira, que será ouvido pela polícia nesta segunda-feira, em Cuiabá.

Pereira, o Abel, foi acusado por Luiz Antonio Vedoin, sócio da Planam e chefão da quadrilha das ambulâncias de facilitar a liberação de verbas no Ministério da Saúde durante a gestão do tucano Barjas Negri, que se tornou ministro depois de José Serra.

Barjas Negri ( PSDB), hoje prefeito de Piracicaba (SP), admite conhecer Abel Pereira. Mas nega que o empresário tenha tido ingerência na liberação de recursos públicos durante sua gestão. Abel também nega as acusações de Luiz Vedoin. A PF dispõe, no entanto, de um lote de comprovantes bancários que atestariam repasses de Vedoin para empresas supostamente pertencentes a Abel.

Em depoimentos que prestaram na semana passada, Luiz Vedoin e o pai dele, Darci Vedoin, reafirmaram as acusações. Resta agora à PF comprovar os repasses. O sigilo bancário do empresário e de suas firmas já foi autorizado pela Justiça. Em seguida, será preciso provar que os recebimentos têm conexão com liberações feitas sob Barjas Negri.

Investiga-se também a acusação de que Abel teria tentado comprar o dossiê dos Vedoin contra o tucanato, que desencadearia na arapauca armada para envolver os "aloprados" do PT.

Um grampo instalado num telefone celular de Luiz Vedoin revelou que Abel discou para o chefe das sanguessugas no dia 14 de setembro, véspera da prisão de Gedimar Passos e Valdebran Padilha, ligados ao PT, no Hotel Íbis, em São Paulo. Os telefonemas compõem o leque de temas que serão submetidos a Abel na inquirição desta segunda.

Lula é soberania

A respeito do nosso texto Escândalos abafados pelo PSDB de Alckmin, no que se refere à base de Alcântara ( Maranhão ), apresentamos baixo, um relato de quem esteve lá.

Tudo sobre esta base, é envolvido em uma aura de mistério. Há cerca de dois anos atrás, alguns movimentos sociais organizados foram até lá em caravana. Fui também. A coisa é tão descarada que ainda na estrada, a uma distância de 10 km da entrada da base, encontramos a estrada bloqueada com tambores. Havia soldados do exército do tio Sam, em jipes do mesmo exército, impedindo a nossa passagem. Nós, brasileiros, impedidos de ir e vir, por soldados estadunidenses, dentro do nosso país. Absurdo!

Claro que não iríamos partir para o confronto e fizemos ali o nosso protesto, voltando dali mesmo. O comando da base é deles. O que sei de concreto é que é que a base foi implantada no governo FHC e que sua implantação se daria em etapas. Com a posse de Lula estas etapas foram quebradas e não aconteceram mais. Uma das etapas que o governo FHC havia se comprometido e que Lula não permitiu é de que os soldados do US Army, se cometessem qualquer crime aqui, seriam julgados pelas autoridades de lá, pelas leis de lá. Lula impediu isto.

Os gringos têm outra base desta em um país vizinho. Lá, a soldadesca faz o que quer, pois aceitou que eles sejam julgados por eles mesmos.

A localização das bases são estratégicas. Você sabe que as guerras do futuro se darão por conta da conquista de ÁGUA! A base do Maranhão está a um passo da Amazônia, com muita água. A base do país vizinho está em cima do Aqüífero Guarany, a maior reserva subterrânea de água potável do mundo.

12 outubro 2006

A pesquisa e o complô

Exclusivo: além dos números do Vox Populi, que mostram que Lula tem larga frente de 10 pontos, CartaCapital revela o complô que levou a eleição para o segundo turno.

A primeira pesquisa pós-debate Vox Populi/Carta Capital, com o apoio da Bandeirantes, mostra que não é subindo a temperatura de suas críticas que o candidato Geraldo Alckmin, da aliança PSDB-PFL, irá derrubar o resistente favoritismo de Lula.

O atual presidente, candidato à reeleição, já sai da pesquisa Vox Populi/CartaCapital com 50% de intenções espontâneas de voto – contra 40% de Alckmin. No voto estimulado, Lula tem uma larga frente de 10 pontos: 55% de votos válidos para ele, 45% para Alckmin. A pesquisa nacional, com 2.000 entrevistados e 2,2% de margem de erro, foi fechada no dia 9. Portanto, depois do debate da Bandeirantes.

O eleitor, em grande maioria (66%), acha bom que haja o segundo turno. A pesquisa mostra que, em relação ao debate, a opinião de quem vota não é a mesma dos articulistas da imprensa. Lula ganha de Alckmin também nesse quesito. Entre os telespectadores, 32% consideram que sua atuação foi positiva (negativa: 9%). Os que preferem o desempenho do tucano são 30% (negativa: 11%).

Leia a pesquisa completa na edição impressa de CartaCapital.

Confira também uma revelação exclusiva:
O complô que levou a eleição para o segundo turno. Só um aperitivo: ao fundo da conspiração, ouve-se nitidamente o plim-plim da Rede Globo.



Veja reportagem de Raimundo Rodrigues Pereira no link abaixo:

Na edição impressa, nas bancas de São Paulo na sexta-feira (e a partir de sábado em todo o País)

Escândalos abafados pelo PSDB de Alckmin

A Globo não sabia de nada e não mostrava nada. O Procurador da República Geraldo Brindeiro engavetou tudo. A Veja não "enxergava", mas publicou um pouco.

Todos os escândalos destes homens foram abafados. Nenhuma CPI investigava. E o pior, deixaram o país endividado e arruinado.

Estes homens comandam agora a campanha de Alckmin. Se eleito eles voltarão a governar o Brasil. Você concorda com isto?

Chegou a hora de tomar posição contra a volta dos neoliberais ao poder.

O Estado é de classes e a possibilidade de superação do capitalismo não passa pelo processo eleitoral, porém é papel da esquerda ampliar as tensões de classe elegendo um governo progressista, já que o caminho se constrói ao caminhar. Para construir as condições da ruptura é fundamental votar LULA, porque, ao contrário de FHC/ALCKIMIN,

LULA:
* recuperou o Estado;
* não privatizou;
* recuperou e revitalizou as estatais;
* fez concursos públicos;
* investiu na universidade pública federal:
* criou 10 universidades federais;
* contratou 5.600 professores - em concurso ;
* contratou 13.000 técnicos-administrativos - em concurso;
* ampliou 40 campi;
* incluiu mais de 200.000 jovens de baixa renda no ensino superior sem custos ao Estado, cobrando bolsas das instituições privadas que não pagavam impostos e não cumpriam seu papel social;
* engavetou a ALCA;
* enfrentou os EUA impedindo a implantação da Base de Alcântara: base militar dos Estados Unidos no Maranhão, um território estadunidense em pleno Brasil;
* engavetou a reforma trabalhista que colocaria em cheque os direitos conquistados pelos trabalhadores;
* enfrentou a corrupção e não impediu as CPIs;
* deu condições de atuação ao Ministério Público e independência à Polícia Federal, possibilitando o maior número de prisões de crimes de colarinho branco;
* diminuiu o preço da cesta básica;
* diminuiu a miséria;
* além de não criminalizar, ampliou do diálogo e a intervenção dos movimentos sociais;

PARTINDO APENAS DOS DADOS CITADOS, QUE POR SI SÓ REVELAM A ENORME DIFERENÇA ENTRE O GOVERNO DO LULA E O PARTIDO DE GERALDO ALKIMIN NINGUÉM PODE SER NEUTRO.

CONTRA OS QUE PROCURAM NA REALIDADE A IMAGEM REFLETIDA DOS SEUS SONHOS, É PRECISO COMEÇAR A ENTENDER QUE PARA SE CHEGAR AO SONHO NÃO SE NEGA O MUNDO REAL.

NO MUNDO REAL TEMOS LULA E ALCKIMIN!!!! - VOTE LULA 13

"Do rio que tudo arrasta se diz violento, mas não se diz violentas as margens que o oprimem". (Bertold Brecht) .

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