21 outubro 2008

Geddel joga a toalha em Salvador

A notícia é de fonte segura. Na intimidade, o ministro Geddel Vieira Lima, cacique do PMDB baiano, admite que seu candidato, o atual prefeito João Henrique, vai perder a eleição. As pesquisas internas - não aquelas encomendadas para consumo de jornal e programa de TV - indicam que Salvador está resistindo à volta do carlismo, com base na aliança DEM-PMDB. Geddel se arrisca a morrer na praia. Sua carreira pode não sobreviver à reencarnação do autoritarismo e ao renascimento da corrupção na máquina estatal. Ele está certo em jogar a toalha. Economiza energia.

O endurecimento do jogo na propaganda eleitoral corresponde ao reconhecimento da derrota eminente. Perdido por um, perdido por mil. A fala de João Henrique (PMDB) na TV sai carregada de acusações, cobranças e provocações. Quem fala não é João, é Geddel, e às vezes o grosseirão Lúcio, irmão de Geddel. Quem viu o debate na TV Itapoan sabe do que falo. As críticas ultrapassaram a questão municipal e atingiram o governador Jaques Wagner. João Henrique quer convencer o eleitorado de que o PT prejudicou sua administração, com improvável sabotagem. Só falta encomendar matéria à revista Veja.

ALMOÇO INDIGESTO
Um almoço indigesto foi realizado no Barbacoa Restaurante de Salvador nesta segunda (20). Líderes de diversos partidos políticos se reuniram e deram um balanço na administração de João Henrique (PMDB). Com Lexotan ou não, o prefeito mudou titulares de cerca de 120 cargos de confiança. Do total, 54 nomes passaram pelas secretarias municipais em menos de três anos. Um recorde de instabilidade política.

MILITÂNCIA
A Folha de S. Paulo registra hoje (20) que “em Salvador, campanha do PT convoca “forasteiros”. Os tais forasteiros são militantes do PT residentes em cidades da Região Metropolitana de Salvador. Segundo o autor da matéria, jornalista Luiz Francisco, cerca de 2.000 militantes de quatro cidades em que o PT venceu (Camaçari, São Francisco do Conde, Lauro de Freitas e Vera Cruz) “invadiram” em campanha os bairros da periferia.

Segundo a matéria “o trabalho dos militantes se dá, sobretudo, às sextas, sábados e domingos, dias em que os candidatos concentram ações externas. Além de eleger quatro prefeitos, o PT participou de coligações vitoriosas em Candeias, Mata de São João e São Sebastião do Passé”. Se o deslocamento dos militantes é verdadeiro, Walter Pinheiro (PT) vai vencer a eleição. Não há dinheiro que substitua isso. Cabo eleitoral pago não é militante político.

Do site Bahia de Fato

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