19 outubro 2008

Governador Wagner entra de cabeça na campanha de Pinheiro (PT)

O Farol da Barra foi o palco do terceiro comício do candidato da coligação “Salvador, Bahia, Brasil”, Walter Pinheiro (PT), na disputa pela prefeitura da capital baiana. Segundo o site Vermelho 20 mil pessoas foram manifestar apoio a Pinheiro, que estava acompanhado do governador da Bahia Jaques Wagner (PT), da candidata a vice-prefeita Lídice da Mata (PSB), da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), da prefeita de Fortaleza, Luiziane Lins (PT), além de uma constelação de autoridades e lideranças políticas baianas.

O Palanque estava cheio. Lá estavam o ex-ministro Waldir Pires; os secretários estaduais Domingos Leonelli (Turismo), Jorge Solla (Saúde), Nilton Vasconcellos (Trabalho), Rui Costa (Governo) e Walmir Assunção (Desenvolvimento Social); os deputados federais Alice Portugal, Daniel Almeida, Nelson Pellegino, Luiz Alberto, Bassuma, Zezéu Ribeiro e o Bispo Márcio Marinho, ex-candidato a vice de ACM Neto (DEM) no primeiro turno; os deputados estaduais Álvaro Gomes e Marcelo Nillo; a prefeita reeleita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho; o prefeito reeleito de Camaçari, Luiz Caetano; o presidente estadual do PCdoB, Péricles de Souza; o presidente do PSDB, Nestor Duarte; os vereadores de Salvador, Aladilce Souza, Reginaldo Oliveira e Olívia Santana. Também vi o ex-deputado e escritor Emiliano José (PT).

Quem mais eu pude identificar? O diretor geral da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima, e o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi também estavam lá. Estavam presentes representantes do PT, PCdoB, PSB e PV, e também do PSDB, PPS, PRB e parte do PR, que passaram apoiar o petista na disputa do segundo turno. Domingos Leonelli falou em nome do PSB. Nelson Pelegrino falou pelo PT. O deputado federal Daniel Almeida falou pelo PCdoB. O presidente da Assembléia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo, falou pelo PSDB. O vereador Virgílio Pacheco representou o PPS e Jair Rodrigues o PV.

Lembro-me que Wagner fez referência ao comício do presidente Lula, ali no Farol da Barra, em 2002. Ali também ocorreu o comício da campanha vitoriosa de Wagner em 2006. Wagner abriu o jogo: “Venho até aqui pedir voto para Pinheiro, porque ele representa o mesmo projeto que está mudando a Bahia e o Brasil. Pinheiro é a expressão da força dos partidos que sempre estiveram na defesa de uma sociedade mais justa como o PSB, PV e PCdoB. Foram estes partidos que abriram mão de candidaturas viáveis em favor de um projeto melhor para Salvador. Por isso, tenho certeza que logo estaremos aqui comemorando a nossa vitória”.

Wagner não acredita em pesquisas. Ele lembrou que se o IBOPE anuncia empate de 44% a 44% é porque Pinheiro tem mais. Wagner tem razão de desconfiar de pesquisas. Em 2006, as pesquisas diziam que ele estava atrás 20 pontos de Paulo Souto (PFL) e ele venceu no primeiro turno. Fico imaginando o que ele diria no dia seguinte, ao saber que o Datafolha publicou um estranho resultado, dando uma frente desproporcional para João Henrique (PMDB). No primeiro turno o escândalo estava centrado no Ibope, agora migrou para o instituto do jornal Folha de S. Paulo.

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