28 novembro 2009

Arruda poderá renunciar a qualquer momento

Diante da gravidade das acusações, dos fatos, das fotos e das gravações feitas principalmente pelo secretário de Assuntos Institucionais do GDF, Durval Barbosa, para ajudar a Polícia Federal a desbaratar esquema de corrupção no GDF, o Governador José Roberto Arruda não vê outra saída a não ser pedir a renúncia de seu mandato.

A situação é extremamente grave e para evitar desgastes ainda maiores, a solução para tentar diminuir os estragos no DEM, é a imediata renúncia de Arruda. Seu vice, Paulo Octávio, já se prepara para assumir o mandato. Arruda foi traído dentro de seu próprio gabinete.
As consequências são escandalosamente irreparáveis. Neste momento, Arruda conversa com sua turma em Águas Claras, mas diante do que será revelado, não lhe restará outra alternativa, a não ser a sua segunda renúncia na vida pública. Afinal, o Brasil ouvirá, novamente, o político Arruda metido em escândalo.

27 novembro 2009

Destino do DEM em uma fita de vídeo

O destino político do governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, único do DEM em todo o Brasil, está pendurado na fita de vídeo onde ele e Durval Barbosa Rodrigues, seu ex-secretário de Relações Institucionais, conversam sobre a partilha de R$ 400 mil destinados ao pagamento de deputados distritais da base de apoio do governo.

Há pelo menos oito pessoas em Brasília, além dos procuradores da República que investigaram o caso e do ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, que dizem ter assistido o vídeo. Segundo elas, se o vídeo se tornar público só restará a Arruda renunciar ao cargo.

Durval era da turma do ex-governador Joaquim Roriz. Participou do governo dele no início de 2003. Responde a 29 processos na Justiça. Bandeou-se para o lado de Arruda e o ajudou a se eleger governador. No ano passado, sua casa foi invadida pela polícia atrás de documentos que o comprometessem.

Nem por isso Durval foi demitido por Arruda. Ele começou a gravar conversas com o governador há mais de um ano. Com medo de ser preso devido à quantidade de processos que responde, negociou com a Polícia Federal a delação premiada.

Foi então que Durval entregou à polícia o lote de fitas de áudio que gravara por conta própria. As fitas não têm valor porque foram gravadas sem autorização da Justiça. Durval se ofereceu para fazer novas gravações. Usou na roupa artefatos eletrônicos apropriados e fornecidos pela polícia.

Com base no segundo lote de gravações foi que o ministro Fernando Gonçalves autorizou a Polícia Federal a vasculhar casas e gabinetes de 16 pessoas - empresários que forneceram o dinheiro, deputados distritais, secretários de Estado e o próprio governador.

O que a polícia chamou de Operação Pandora não era para ter acontecido hoje. Os Procuradores da República encarregados das investigações precisavam de mais tempo. Ocorre que Arruda soube do que estava em curso. E há 10 dias procurou o ministro Gonçalvez para conversar sobre o assunto.

Grampo - Arruda instrui secretário a organizar pagamentos

















O governador José Roberto Arruda (DEM) foi flagrado na gravação realizada no encontro do dia 21 de outubro discutindo explicitamente sobre a "despesa mensal com político" com o chefe da Casa Civil do governo do Distro Federal, José Geraldo Maciel. Arruda instrui o secretário a unificar os pagamentos que teriam se desorganizado, aparentemente, com a saída de Domingos Lamoglia de sua chefia de gabinete.

Conforme os trechos transcritos no inquérito, Arruda participa ativamente da contabilidade, questionando e discutindo quem arrecadou, as empresas que pagaram propina e de que forma seriam distribuídos os recursos entre seus colaboradores.

A gravação foi realizada por escuta autorizada pelo STJ nas roupas do colaborador da PF, o secretário de Relações Institucionais e colaborador da Polícia Federal, Durval Barbosa Rodrigues.

- Aquela despesa mensal com político sua hoje está em quanto? - questiona Arruda.

José Geraldo Maciel, chefe da Casa Civil do governo do Distrito Federal, logo explica que esses pagamentos estão fragmentados e os políticos estão recebendo o pagamento por duas fontes.

- Tá aqui a listinha - diz Maciel.

- Ué, ele não tem que unificar? - pergunta Durval.

- Seiscentos é aquilo que sobra - responde Maciel.

- Mas unificou tudo? - pergunta Arruda. Diante da resposta de que não há um controle preciso do pagamento, se irrita e fala:

- Pois é, mas unificar é isso, não poder achar ninguém... é saber tudo! Nós temos que saber de um por um - diz Arruda.

- Tá - diz Maciel.

- Se ele não vai pegar com o Domingos (Lamoglia, ex-chefe de gabinete de Arruda), ele vai pegar com quem? - testa Arruda.

- O natural seria com o Fábio [Simão], né? - responde Maciel.

- Não Zé, porque você não coordena tudo isso! O problema é que tá em várias mãos - explica Arruda.

- Não, tudo bem! Tudo bem! - concorda Maciel.

- Porque eu acho o seguinte: você tem que conversar com o Fábio. Eu acho que tudo isso tem que ser o seguinte, tem que tá ligado a uma campanha política junto - conclui Arruda.

Em outra gravação, o governador José Roberto Arruda apareceria recebendo dinheiro. A gravação foi feita pelo colaborador da PF, o secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa Rodrigues, em seu gabinete, no dia 15 de outubro.

Arruda mostra certo desconforto em receber os recursos em mãos e o dinheiro acaba sendo colocado em um envelope e levado por seu motorista até seu carro. Na mesma conversa, Arruda também pede emprego para um filho e ajuda para contratação de empresas de amigos.

- Deixa eu pegar um negócio aqui antes que eu me esqueça - diz Durval, que se levanta do sofá e logo retorna com o dinheiro, que entrega ao governador. - Você lembra disso aqui?

- Ah! Ótimo. Você podia me dar uma cesta, um negócio aqui - responde Arruda. Durval se levanta e vai a té sua mesa enquanto o governador prossegue: - Eu tô achando que você podia passar lá em casa porque descer com isso aqui é ruim.

- Por quê? Não tem ... (trecho ininteligível) - diz Durval, que coloca o dinheiro dentre de um envelope pardo.

- Mas viu ô, ô, ô... você escolhe um lugar para ele que você acha que vai ajudar mesmo - diz Arruda, falando novamente do pedido de emprego para seu filho.

Alguns momentos depois, seu motorista, identificado como Rodrigo, entra na sala para repassar o telefonema de um governador e Arruda pede que ele leve o envelope pardo com o dinheiro para o carro.

Operação "caixa de pandora" apreende quase 1 mi

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou nesta sexta-feira (27) que investiga um suposto mensalão instalado na administração do governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (DEM).

Conforme o órgão, a operação Caixa de Pandora, realizada pela Polícia Federal, foi destinada “a coletar provas sobre suposta distribuição de recursos ilegais à base aliada do Governo do Distrito Federal (GDF)”.

Cerca de 150 agentes apreenderam R$ 700 mil, US$ 30 mil e 5 mil euros em dinheiro em Brasília, Goiânia e Belo Horizonte, além de documentos e computadores em gabinetes e casas de deputados distritais e secretários do primeiro escalão da gestão do Democratas na capital federal.

Até a residência de Arruda, em Águas Claras, e a sede do GDF, em Taguatinga, foram devassadas. Em troca de delação premiada, o próprio secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa Rodrigues, segundo o inquérito, aceitou que equipamentos de escuta fossem instalados em suas roupas para que o esquema de corrupção fosse revelado. “Na consecução dos objetivos visados por esta diligência a autoridade policial noticia haver o colaborador (Durval Barbosa Rodrigues) repassado ao DPF (Departamento de Polícia Federal), para fins de registro, a soma de R$ 400 mil, valor que a ele (Durval) retornará para seguir destino apontado por Arruda: entrega a Maciel (José Geraldo, chefe da Casa Civil do GDF), para pagamento da ‘base aliada’. Ou seja, o dinheiro será dissipado em diversos pagamentos menores a pessoas ainda não identificadas”, afirma o texto do STJ.

Propina de empresas de ônibus "acertada" em gabinete de deputado

Ocorreu dentro da Assembleia Legislativa parte da negociata envolvendo o pagamento de propina de R$ 400 mil para que a Agerba desse anuência a uma venda irregular de linhas de ônibus. Escutas telefônicas da Operação Expresso revelam que pelo menos um deputado estadual participava dos acertos para as transferências ilegais de concessões de linhas intermunicipais para empresas de sua família.

Nos diálogos gravados com autorização judicial, dos quais A TARDE teve acesso exclusivo, é citado o nome do deputado estadual e líder do PMBD na Assembleia, Leur Lomanto (PMDB).

Durante as negociações, um dos encontros chegou a ser marcado no gabinete do deputado Leur Lomanto. A reunião foi agendada por Paulo Carletto, sócio da Rota Transportes, para o dia 15 de outubro último, às 11 horas. Na véspera do encontro, em dois telefonemas, um às 10 horas e outro às 17 horas, Paulo e um deputado foram flagrados em conversa telefônica acertando detalhes do encontro.

Pouco depois da segunda ligação, às 17h48, Paulo Carletto ligou para avisar a Ana Dozinda Penas Pinheiro, sócia da Expresso Alagoinhas, que a reunião contaria com a presença do “Gordo”. A polícia suspeita que este codinome pode ser usado pelos acusados para referir-se ao presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, ou ainda ao secretário municipal de Transportes e Infraestrutura, Almir Melo Júnior.

Neste mesmo diálogo, Ana Dozinda, que é conhecida como Anita, chegou a questionar o porquê do “Gordo” marcar o encontro na Assembleia e não no “local dele”. “Não dá para entender”, diz a empresária. No dia marcado, Anita não compareceu. Paulo Carletto então ligou para a empresária, por volta do meio-dia, para dizer que “o pessoal está lá esperando por ela”. Anita responde que não vai porque não acertou nada naquele lugar.

Em outubro deste ano, Anita estava sendo pressionada pelo sócio da Planeta Transportes, José Ribeiro, e por Paulo Carletto, da Rota Transportes, a pagar R$ 400 mil para que a Agerba liberasse a venda das linhas da Alagoinhas e da Planeta para a Rota. A transação é considerada ilegal pelo Ministério Público estadual, uma vez que são concessões públicas e, por isso, não podem ser negociadas entre concessionárias. Neste caso, a licitação é obrigatória. O negócio foi acordado em R$ 4 milhões e o valor da propina era de 10% do total negociado.

Com informações de "A Tarde"

José Roberto Arruda é alvo de investigação da PF

Agentes da Polícia Federal de Brasília estão cumprindo hoje mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na Câmara Legislativa e em gabinetes de assessores do governo do Distrito Federal. O governador José Roberto Arruda (DEM) é um dos investigados na operação - por isso o STJ foi mobilizado para autorizar ou não as buscas, apreensões e eventuais prisões.

A procuradora federal Raquel Dodge, do Ministério Público Federal, acompanha a operação. Cinco agentes entraram nos gabinetes dos deputados distritais Eurides Brito (PMDB), Rogério Ulysses (PSB), Leonardo Prudente (DEM) e da presidência, segundo o jornal Correio Braziliense.

A investigação começou no dia 24 de setembro, depois que a PF teve acesso a indícios - documentos e gravações, inclusive em vídeo - de um esquema de arrecadação e distribuição de propinas que operaria no governo do Distrito Federal, e envolveria o governador e secretários. O governo diz desconhecer a investigação e, por isso, não vai se pronunciar.

De acordo com a PM, os processos correm em segredo de Justiça e não há informações do total de mandados nem sequer o motivo da operação. Não há mandados de prisão, segundo a PF.

Operação "caixa de pandora" reprime fraude em licitações

A Polícia Federal desencadeou hoje, 27, a Operação Caixa de Pandora, para reprimir fraudes em licitações no governo do Distrito Federal. Foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão em Brasília, Goiânia e Belo Horizonte, expedidos pelo Ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, Presidente do Inquérito Judicial, baseados em representação da PF, corroborada pelo Ministério Público Federal.

Cerca de 150 policiais federais cumpriram os mandados em gabinetes de órgãos públicos, residências e empresas, na presença de Procuradores da República, conforme determinação do STJ. A participação da PF nas investigações originou-se em função de solicitação do Ministério Público Federal, acatada pelo Poder Judiciário.

Foram verificados, nas investigações, indícios de pagamento de recursos a altos servidores do GDF, por empresas que mantinham contrato com o Governo Distrital. Foram apreendidos computadores, mídias, documentos, além de 700 mil reais, 30 mil dólares e 5 mil euros. O material apreendido será analisado e posteriormente encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça.

25 novembro 2009

Operação Expresso prendeu sete e continua investigando mais três

Depois de aproximadamente cinco meses de investigações, a secretaria estadual de Segurança Pública deflagrou ontem a Operação Expresso, que prendeu sete pessoas, entre dirigentes da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) e da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Rodoviário do Estado da Bahia (Abemtro), além de donos das empresas Catuense, Expresso Alagoinhas, Planeta e Rota.

Cumprindo sete mandados de prisão foram presos durante a Operação Expresso: Antonio Lomanto Netto (ex-diretor da Agerba), Ana Dosinda Penas Pinheiro (Expresso Alagoinhas), José Antônio Marques Ribeiro (Viação Planeta), Décio Sampaio Barros (presidente da Abemtro) e Zilan da Costa e Silva Moura (ex-diretora geral da Agerba), todos em Salvador. Os outros dois presos foram Paulo César Carletto, irmão do deputado Ronaldo Carletto (P) e Ana Luiza Doria Velanes, ambos em Itabuna.

Os proprietários das empresas são suspeitos de envolvimento na transferência ilegal de concessões de linhas de uma empresa para outra, mediante o pagamento de R$ 400 mil em propinas. Os presos foram levados para a Coordenação de Operações Especiais (COE), da Polícia Civil, onde permanecerão detidos, inicialmente, por cinco dias.

O secretário de Segurança Pública da Bahia, César Nunes, explicou durante coletiva concedida na tarde de hoje, na SSP, que a Operação Expresso, coordenada pelo delegado Marcelo Sanfront, foi iniciada a partir de denúncias de corrupção na concessão de linhas de ônibus intermunicipais, o que, segundo ele, só pode ser feito mediante licitação pública.

Além do delegado Marcos Sanfront, participaram ainda da coletiva o promotor de Justiça Ramires Tyrone e o delegado-geral da Polícia Civil, Joselito Bispo. De acordo com as investigações realizadas, os donos da Catuense transferiram suas concessões para proprietários da Expresso Alagoinhas, que as transferiram, em seguida, para os da Viação Planeta, que estavam, por sua vez, repassando-as para os donos da Rota, os quais estavam adquirindo as concessões mediante o pagamento de R$ 4 milhões.

O secretário César Nunes acrescentou que a investigação continua focada em duas ações: seguir o rastro do dinheiro e quebrar o sigilo bancário e fiscal dos envolvidos. Computadores, agendas e extratos bancários apreendidos serão analisados. A investigação apurou também que as empresas envolvidas estavam com dívidas, multas em demasia, veículos com documentos vencidos e cadastros irregulares e só continuavam operando as linhas que possuíam por meio de favorecimento dentro do órgão público.

As sete pessoas presas poderão responder por corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Três outros casos envolvendo empresas rodoviárias continuam sendo investigados, segundo a SSP.

Operação Expresso: deputado do PMDB nega participação no esquema

“Nunca tive nenhuma conversa. Não tenho como monitorar o que as pessoas falam de mim.” Essas foram algumas das considerações feitas pelo deputado estadual Leur Lomanto Júnior, (PMDB), no programa Acorda Pra Vida, da rádio Tudo FM- 102,5.

Em conversa com o apresentador Raimundo Varela, o parlamentar disse que não foi beneficiado pelo esquema que prendeu sete pessoas nesta terça-feira (24), mesmo tendo sido citado em conversas gravadas por escutas telefônicas. Quando indagado pelo apresentador sobre uma avaliação da operação, Leur se disse perplexo com tudo isso, afirmou que nunca participou e que não recebeu dinheiro algum.

Irmão de Geddel é citado em investigação na BA

O inquérito da Polícia Civil baiana sobre a investigação para desvendar um suposto esquema de corrupção na concessão de linhas de transporte rodoviário intermunicipal na Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) cita entre os envolvidos o nome do presidente do PMDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima, irmão do ministro da Integração Nacional, Geddel vieira lima.

De acordo com o relatório, elaborado a partir de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, Lúcio seria o personagem escondido, nas conversas gravadas, por pseudônimos como "gordo", "gordinho" e "gordo jovem".

Lúcio diz ser "uma injustiça" ser apontado como participante no esquema, por não ter sido flagrado em nenhuma conversa, e volta a apontar viés político na investigação, como fizeram colegas de partido. "Não sou o único gordo da Bahia."

A investigação policial culminou com a prisão, ontem, de sete pessoas, entre elas o ex-diretor-executivo da Agerba, Antônio Lomanto Netto - indicado por Geddel ao cargo. Ele seria o comandante do esquema, no qual seriam cobradas propinas para a concessão de linhas intermunicipais sem licitação. Lomanto Netto deixou a direção do órgão em agosto, depois que PMDB e PT romperam relações no Estado.

Todos os detidos foram liberados na noite de ontem, por liminar expedida pela juíza da 1ª Vara Criminal de Salvador, Leonildes Bispo dos Santos Silva, que revogou os mandados de prisão temporária dos suspeitos.

Geddel, do PMDB, indicou acusado de receber propina na Agerba

O Correio da Bahia não perdoou Geddel Vieira Lima, o dono do PMDB da Bahia. A manchete do jornal hoje (25.11) foi “Expresso da propina” com uma enorme ilustração de um ônibus dirigido pelo ex-diretor da Agerba, Antônio Lomanto Netto (PMDB), e todos os demais diretores presos por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Eles receberam R$ 400 mil de propina.

Na página interna, o jornal Correio da Bahia dá a manchete: “Operação prende 7 pessoas por corrupção na Agerba”. Concessão de linhas intermediárias, reajuste de tarifas e até liberação de veículos irregulares eram feitos mediante pagamento de propinas aos diretores da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Energia – Agerba, segundo investigações da Polícia Civil da Bahia e Ministério Público Estadual.

A segunda matéria do jornal Correio da Bahia envenena o noticiário, mas é verdadeira. A manchete é “Indicação de Geddel levou Lomanto ao cargo”. E ainda a frase de apoio: “Acusado é tido como um dos articuladores políticos do PMDB”. O jornal informa que Antônio Lomanto Netto é filho do ex-governador e ex-senador Lomanto Júnior, e é irmão do ex-deputado federal Leur Lomanto. Logo, é tio do deputado estadual Leur Lomanto Júnior, todos com base política em Jequié, Sudoeste da Bahia.

Ele (Antônio Lomanto Netto) ascendeu ao cargo (na Agerba) através da aliança com o atual ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB, e também do prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, que era do PMDB e passou para o PDT.

Ou seja, Antônio Lomanto Netto (PMDB) foi indicado para o cargo de diretor da Agerba pelo ministro Geddel Vieira Lima, PMDB. Ele era apontado como um dos principais articuladores políticos do partido. Ele permaneceu no cargo até agosto deste ano, quando Geddel rompeu com o governador Wagner.

O fato é que interceptações telefônicas legais, com ordem judicial, feitas pelo Centro de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil, indicam que o ex-diretor geral da Agerba se comprometia com empresários para fornecer concessões de linhas de transporte intermunicipais sem observar as normas legais. Ele é acusado de corrupção passiva, tráfico de influência e fraudes em licitação pública.

Geddel ainda não se pronunciou.

Com informações do Bahia de Fato

Suspeitos de fraude na Agerba são liberados após depoimento

Os sete suspeitos de envolvimento em esquema de corrupção na Agerba (agência estadual reguladora de transportes) foram libertados no início desta noite, por decisão da juíza substituta da 1ª Vara Criminal Leonildes Bispo, depois de prestar depoimentos. Os sete foram detidos nesta terça, durante a Operação Expresso, deflagrada pela Polícia Civil. Entre os investigados, está o ex-presidente do órgão Antônio Lomanto Netto e o ex-diretor-geral Zilan da Costa e Silva Moura. Na operação, ainda foram apreendidos documentos e computadores em sedes de empresas de ônibus intermunicipais e na Associação das Empresas de Transporte Coletivo Rodoviário (Abemtro), em cumprimento a dez mandados de busca e apreensão.

Os ex-gestores da Agerba são suspeitos de receber propina para beneficiar empresários de transportes em concessões de linhas de ônibus intermunicipais. Detidos por força de mandado de prisão temporária (para investigar) .

A Operação Expresso foi deflagrada por volta das 6h desta terça, para cumprir sete mandados de prisão e dez de busca e apreensão. Policiais do Centro de Operações Especiais (COE) cumpriram as ordens judiciais nas residências dos suspeitos, em escritórios de advocacia e sedes de empresas, em Salvador e Itabuna (433 km de Salvador).

Os agentes prenderam Lomanto em casa, na Barra, onde também apreenderam documentos. Ana Dosinda Penas Ribeiro, proprietária da Expresso Alagoinhas, foi detida no apartamento dela, na Graça. No mesmo bairro, foram apreendidos documentos e computadores na Abemtro. Também foram presos Décio Sampaio Barros, presidente da Abemtro, e José Antônio Marques Ribeiro, dono da viação Planeta.

Arma - Policiais realizaram busca e apreensão no escritório do advogado Carlos Eduardo Barral, que foi preso, em flagrante, porque os agentes encontraram uma arma no imóvel. Barral pagou a fiança e foi liberado.

No município de Itabuna, foram presos Paulo César Carletto e Ana Luzia Velanes, um dos sócios e a assessora jurídica da Rota Transportes. Eles foram detidos na sede da empresa, no bairro Santo Antônio e transferidos até Salvador no helicóptero da Polícia Civil.

Informações de "A Tarde On Line"

Ex-diretor da Agerba é suspeito de cobrar propinas de empresas de ônibus

ex-diretor executivo da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), Antônio Lomanto Netto, e outros sete detidos foram soltos por habbeas corpus, na noite desta terça-feira, 24, em Salvador. Lomanto Netto havia sido preso durante a manhã junto com sete pessoas acusadas de formarem um esquema de corrupção dentro da Agerba.

Depois de detido pela polícia, Lomanto foi levado para prestar depoimento na sede do Centro de Operações Especiais (COE), no Aeroporto. Outras duas prisões aconteceram em Itabuna, a 429 km de Salvador, e envolveram dois representantes da Rota, firma que integra um conglomerado de empresas de ônibus como a Expresso Brasileiro e a Cidade Sol. Nela, foram detidos o diretor Paulo Carneto e a advogada Ana Luzia Velanes.

Também foram detidos o presidente da Associação das Empresas de Transporte Coletivos Rodoviário da Bahia, Dércio Barros, o advogado Carlos Eduardo Vilares Barral, os donos das empresas Planeta, José Antonio Marques Ribeiro, e da Catuense, Ana Penas Pinheiro. Além do diretor de qualidade da Agerba, Zilan da Costa e Silva.

A polícia afirma que todos estão ligados ao esquema de fraudes para concessão de linhas em empresas de transporte intermunicipais. Os dois presos em Itabuna foram encontrados pela polícia na sede da empresa, no bairro Santo Antônio, próximo da saída da cidade.

Foram recolhidas cinco CPUs de computador e caixas de documentos que serão trazidos para Salvador, onde está concentrada a investigação. Carneto e a advogada chegaram de helicóptero às 14h20 na base aérea de Salvador e foram encaminhados para depor no COE.

Propina – Lomanto, que comandou a Agerba por 32 meses até deixar o órgão em agosto de 2009, aparece nas investigações como o responsável por cobrar propinas dos empresários. Ele é acusado de corrupção ativa, enquanto os donos de empresas são classificados como corruptores.

Além dos sete mandados de prisão, foram cumpridos outros 10 mandados de busca e apreensão para recolher documentos e arquivos em computadores. Agentes do COE cumpriram os mandados em bairros nobres de Salvador, como Barra e Graça.

A Agerba é um órgão estadual, vinculado à Secretaria de Infra-estrutura do Estado. Foi criado em 19 de maio de 1998, com a responsabilidade de realizar atividades de regulação, concessão e fiscalização de serviços públicos como o transporte rodoviário intermunicipal, o ferry boat, a distribuição e venda de gás canalizado e os devidos trâmites com a rodovia pedagiada (BA-099), que faz a ligação Estrada do Coco – Linha Verde.

23 novembro 2009

Pesquisa mostra Dilma em crescimento. Serra cai 15 pontos

Os diferentes cenários de primeiro turno elaborados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) com o Instituto Sensus, mostram tendência de crescimento de Dilma.

Isso ocorre ao mesmo tempo em que o principal candidato da oposição, o governador de São Paulo, José Serra, sofre forte queda, principalmente quando se compara a pesquisa divulgada hoje com as de dezembro do ano passado.

Na primeira lista o tucano aparece com 31,8% de intenções de voto, seguido pela ministra, com 21,7%. Em terceiro lugar, aparece o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), com 17,5%. A senadora Marina Silva (PV-AC) tem 5,9% e vem em quarto lugar.

O diretor do Sensus, Ricardo Guedes, observou que, mesmo sendo essa lista inédita, é possível notar que Serra perdeu cerca de 15 pontos porcentuais em intenções de voto em primeiro turno, quando se compara esta lista com cenários elaborados em dezembro do ano passado. Segundo Guedes, em dezembro de 2008, Serra tinha 46,5% de intenções de voto, enquanto Dilma tinha 10,4% e a ex-senadora Heloisa Helena (PSOL) - que na época era uma potencial candidata - tinha 12,5%.

Em terceira lista, sem Ciro, Serra aparece com 40,5% de intenções de voto, porcentual praticamente idêntico aos 40,1% da pesquisa feita em setembro deste ano. Já Dilma subiria de 19,9% em setembro para 23,5% agora. Marina, que tinha 9,5% em setembro, recuou para 8,1%.

Num quarto cenário, com Aécio no lugar de Serra, e sem Ciro na disputa, Dilma Rousseff fica na frente em primeiro turno, com 27,9%, ante 25,6% registrados em setembro. Aécio, por sua vez, subiria de 19,5% para 20,7% e Marina Silva cairia de 11,2% para 10,4%.

Governo Lula é melhor que o de FHC para 76% dos brasileiros, aponta CNT/Sensus

Pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta segunda feira (23), comprova que a grande maioria do povo brasileiro considera o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva muito melhor do que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Para 76%, os sete anos do governo Lula são melhores que os oito anos da era FHC, 10% acreditam que Fernando Henrique foi melhor e 11,1% afirmaram que os dois governos são iguais. A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 16 e 20 de novembro e entrevistou 2 mil pessoas. A margem de erro é de 3%.

A pesquisa traz também a avaliação do governo e do desempenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que aumentou de 76,8% para 78,9% desde a última sondagem, em setembro. O índice de aprovação do governo federal também aumentou: de 65,4% para 70%.

Os brasileiros entrevistados falaram sobre a expectativa para 2010 e a capacidade de transferência de votos de Lula e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2010. Na última pesquisa, 20,8% dos entrevistados disseram que votariam no candidato a presidente da República apoiado por Lula; 31,4% poderiam votar; 20,2% não votariam e 24,6% somente conhecendo o candidato para poder decidir.

Segundo o presidente da CNT, Clésio Andrade, a ministra Dilma Rousseff começa a estimular a guerra eleitoral, crescendo nas simulações e se favorecendo da avaliação negativa da imagem do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "O Serra cai em função do apoio do Fernando Henrique, que fala em nome dele, independente dele querer ou não. O apoio ostensivo de FHC é prejudicial", disse Andrade.

Nas simulações para as eleições de 2010, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), continua liderando as intenções de votos em todas as listas em que o nome dele é incluído, mas apresenta queda nos percentuais de primeiro e segundo turnos.

"Ao longo dos últimos 12 meses, Serra perdeu 15 pontos nas intenções de voto", disse Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Na primeira lista que inclui todos os prováveis candidatos à presidência da República, José Serra aparece com 31,8%, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), com 21,7%, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) tem 17,5% das intenções de votos e a senadora Marina Silva (PV) apresenta 5,9%.

Brasileiro otimista
O índice de avaliação do cidadão, com relação a percepções sobre emprego, renda, saúde, educação e segurança pública nos últimos seis meses, melhorou, passando de 45,84 pontos em maio para 47,79 em setembro.

A pesquisa CNT/Sensus também mostrou que melhorou o índice de expectativa do cidadão, que inclui expectativas sobre emprego, renda, saúde, educação e segurança pública para os próximos seis meses. O indicador passou de 69,93 para 71,95 pontos.

20 novembro 2009

Geddel é vaiado em Salvador

O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, viveu momentos de agruras, há pouco, na praça Castro Alves.

Ele chegou ao local bem antes que a comitiva presidencial e subiu no palco do evento da consciência negra em Salvador, que contará com a presença do presidente Lula.

O ministro levou alguns minutos de ensurdecedora e desconcertante vaia da multidão que se aglomera no entorno da praça. Ele até que tentou permanecer no palco, mas não suportou as “homenagens”.


Veja o vídeo em "A Tarde"

A estrela "Cae" e o cordel

Eu já estava estressado
Temendo até por vingança.
Meus alunos na escola
Leitores da ‘cordelança’
E a galera em geral
Sempre a me fazer cobrança.

Todo mundo me acusando
De cordelista medroso
Omisso, conservador
Educador preguiçoso
Por não me pronunciar
Sobre Caetano Veloso.

Logo eu, trabalhador,
Um pouco alfabetizado
Baiano de Santa Bárbara
Sertanejo antenado
Acima de tudo um forte...
E por que ficar calado?

Resolvi tomar coragem
E entrei logo em ação.
Fui dialogar com o povo
E colher a opinião
Se Caetano está correto
Ou merece punição.

Lápis e papel na mão
Comecei a anotar
Tudo em versos de cordel
Da cultura popular
A respeito de Caetano
Conforme vou relatar.

— Artista santo-amarense
Amante da burguesia
Esse baiano arrogante
Cheio de filobostia
Discrimina o presidente
Esbanjando ironia.

— Caro artista prepotente
Tenha mais discernimento.
Seja um Chico Buarque
Seja Milton Nascimento
Seja a luz do Raul Seixas
Deixe de ser rabugento.

— O Caetano deveria
Ser modesto e mais gentil
Porém o seu narcisismo
Que não é nada sutil
Faz dele um homem frustrado
Por ser bem menor que Gil.

— Seu comportamento vil
É algo de outra vida
Ele insiste em muitos erros
Não cura sua ferida
Por isso sua falação
É de alma involuída.

— Caetano é um arrogante
Partidário da exclusão
O que ele fez com Lula
Faz com qualquer cidadão
Sobretudo gente humilde
Que não tem diplomação.

— Por que este cidadão
( o Caetano escleroso )
Não criticou Figueiredo
Presidente desastroso ?
Além de aproveitador
O Caetano é medroso.

— Esse Cae que ora vejo
Não representa a Bahia.
Ser o chefe da Nação
Esse invejoso queria
Mas a sua paranóia
Pouco a pouco lhe atrofia.

— Já pensou se o Caetano
Fosse então educador ?!
“Mataria” os seus alunos
Pela falta de pudor
Pela discriminação
Pelo brio de ditador.

— Ele não leu Marcos Bagno
Pois é leitor displicente.
Seu preconceito lingüístico
Contra o nosso presidente
Discrimina Santo Amaro
Terra de Assis Valente.

— Ele ofende até os mortos:
Paulo Freire, Gonzagão
Patativa do Assaré
O Catulo da Paixão
Ivone Lara, Cartola
Pixinguinha, Jamelão...

— Caetano é um imbecil
Da ditadura um amante.
Um artista egocêntrico
Decadente ambulante
Se julga intelectual
Mas é mesmo arrogante.

— A Bahia está de luto
Diante da piração
Desse artista rabugento
Que adora a exclusão,
Vaca profana, ególatra
Que quer chamar a atenção.

— Vai de reto, Caetanaz
Pega o Menino do Rio
Garoto alfabetizado
Que te provoca arrepio.
Esse sim, não é grosseiro
Nem cafona pro teu cio.

— Um burguês reacionário
Que odeia a pobreza.
Ele não gosta de negro
E só vive na moleza.
Sempre foi um lambe-botas
Do Toninho Malvadeza.

— Vou atender meu cachorro
Pois é algo salutar
Muito mais que prazeroso
Que parar pra escutar
O Caetano elitista
Que começa a definhar.

— Certamente o Caetano
Esqueceu do Gardenal.
Bem na hora da entrevista
Lá se foi o bom astral
Desandou no Estadão
Dando um show de besteiral !

— Caetano ‘Cardoso’ segue
Sempre a favor do “vento”
Por entre fotos e nomes
Sem lenço nem argumento
Vivendo só do passado,
Cada vez mais ciumento.

— Eu respeito a sua arte
Mas preciso declarar
Que quando não tá na mídia
Cae começa a atacar
Sobre tudo as pessoas
De origem popular.

— O Caetano gosta mesmo
É de gente diplomada:
Serra, Aécio, Jereissati,
Toda tribo elitizada...
Bajulou FHC
Que fez muita trapalhada.

— O Caetano discrimina
Pois está enciumado.
Na verdade, o nosso Lula
É um homem educado.
Um nordestino sensível
Muito mais que antenado.

— Dona Canô, com 100 anos
Não perdeu a lucidez.
Mas seu filho Caetano
Ficou pirado de vez
Transformando-se num “cara”
De profunda insensatez.

— Ofendeu Marina Silva
— Através do Silogismo
Mistura de Lula e Obama
Logo quer dizer racismo:
Mulher cafona, grosseira
Analfabeta – que abismo!

Adoro Mabel Veloso,
Betânia, dona Canô...
Para toda essa família
Meu carinho, meu alô.
Mas o mestre Caetanaz
Já está borocoxô!

É proibido proibir
O cordelista versar
Pois conforme disse Cae
“Gente é para brilhar”.
Então permita ao poeta
Liberdade de pensar.

Brasileiros, brasileiras
A Bahia está de luto.
Racistas em nossa terra
Radicalmente eu refuto.
Estamos envergonhados,
Todos fomos humilhados
Oh Caetano ‘involuto’.

Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-BA

03 novembro 2009

Prefeitos do PT se encontrarão em Guarulhos

No próximo final de semana, a ministra Dilma Roussef terá um encontro promovido pelo PT com 560 prefeitos e 423 vice-prefeitos petistas que administram cidades espalhadas por todo o país. É o início do “processo de capilarização” do contato de Dilma com gestores petistas, como explica um dirigente do partido. O evento será transmitido ao vivo pelo novo site do PT.
O tema do encontro, que acontecerá em Guarulhos “A atual conjuntura política, os avanços do Governo Lula e as eleições de 2010″. As bancadas de deputados e senadores do PT também estão convidadas.

Atenção especial será dada às mulheres: no sábado, a ministra Dilma almoça com as prefeitas e vice-prefeitas do PT. Isso, logo após as palestras e debates sobre “tática e estratégia para a vitória da esquerda na eleição Presidencial”. A reunião também pretende traçar uma agenda e planos de mobilização, que incluem encontros regionais e caravanas.

01 novembro 2009

Pré-candidato tucano a presidente bate em mulher

Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, agrediu a namorada em uma festa. É isso que conta o jornalista Juca Kfouri. Segundo o jornalista, Aécio, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante, no domingo passado, em festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio. Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral. A Lei Maria da Penha não foi aplicada.

Juca Kfouri acrescenta que "a imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos." Parece que a imprensa não ouviu o desabafo do Juca. Ninguém divulgou os tabefes que Aécio deu na namorada.

Nota: Às 15h18, o Blog do Juca Kfouri recebeu nota da assessoria de imprensa do governo mineiro desmentindo a informação e a considerando caluniosa, porém afirma que a mantém inalterada.

E por falar em Fernando Collor, a ex Rosane, diz para a Agência de notícias Efe que qualquer coisa que aconteça a ela é responsabilidade do seu ex-marido.

A colunista Joyce Pascowitch, dia 26.10, sem citar o nome do governador também relatou o caso em sua coluna na "Folha de São Paulo", conforme transcrito abaixo:

"Um dos convidados mais importantes e famosos da festa que o estilista Francisco Costa, da Calvin Klein, deu na piscina do hotel Fasano, no Rio, nesse domingo, (26.10.2009), acabou estrelando uma cena que deixou todos os convidados constrangidos: visivelmente alterado, ele deu um tapa na moça que o acompanhava - namorada dele há algum tempo. Ela caiu no chão, levantou e revidou a agressão. A plateia era grande e alguns chegaram a separar o casal para apartar a briga. O clima, claro, ficou muito pesado". Site da Joyce Pascowitch.