25 novembro 2009

Operação Expresso prendeu sete e continua investigando mais três

Depois de aproximadamente cinco meses de investigações, a secretaria estadual de Segurança Pública deflagrou ontem a Operação Expresso, que prendeu sete pessoas, entre dirigentes da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) e da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Rodoviário do Estado da Bahia (Abemtro), além de donos das empresas Catuense, Expresso Alagoinhas, Planeta e Rota.

Cumprindo sete mandados de prisão foram presos durante a Operação Expresso: Antonio Lomanto Netto (ex-diretor da Agerba), Ana Dosinda Penas Pinheiro (Expresso Alagoinhas), José Antônio Marques Ribeiro (Viação Planeta), Décio Sampaio Barros (presidente da Abemtro) e Zilan da Costa e Silva Moura (ex-diretora geral da Agerba), todos em Salvador. Os outros dois presos foram Paulo César Carletto, irmão do deputado Ronaldo Carletto (P) e Ana Luiza Doria Velanes, ambos em Itabuna.

Os proprietários das empresas são suspeitos de envolvimento na transferência ilegal de concessões de linhas de uma empresa para outra, mediante o pagamento de R$ 400 mil em propinas. Os presos foram levados para a Coordenação de Operações Especiais (COE), da Polícia Civil, onde permanecerão detidos, inicialmente, por cinco dias.

O secretário de Segurança Pública da Bahia, César Nunes, explicou durante coletiva concedida na tarde de hoje, na SSP, que a Operação Expresso, coordenada pelo delegado Marcelo Sanfront, foi iniciada a partir de denúncias de corrupção na concessão de linhas de ônibus intermunicipais, o que, segundo ele, só pode ser feito mediante licitação pública.

Além do delegado Marcos Sanfront, participaram ainda da coletiva o promotor de Justiça Ramires Tyrone e o delegado-geral da Polícia Civil, Joselito Bispo. De acordo com as investigações realizadas, os donos da Catuense transferiram suas concessões para proprietários da Expresso Alagoinhas, que as transferiram, em seguida, para os da Viação Planeta, que estavam, por sua vez, repassando-as para os donos da Rota, os quais estavam adquirindo as concessões mediante o pagamento de R$ 4 milhões.

O secretário César Nunes acrescentou que a investigação continua focada em duas ações: seguir o rastro do dinheiro e quebrar o sigilo bancário e fiscal dos envolvidos. Computadores, agendas e extratos bancários apreendidos serão analisados. A investigação apurou também que as empresas envolvidas estavam com dívidas, multas em demasia, veículos com documentos vencidos e cadastros irregulares e só continuavam operando as linhas que possuíam por meio de favorecimento dentro do órgão público.

As sete pessoas presas poderão responder por corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Três outros casos envolvendo empresas rodoviárias continuam sendo investigados, segundo a SSP.

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