01 dezembro 2009

Pesquisa aponta reeleição de Wagner

Pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Campus, envolvendo um universo de 2587 entrevistados em todo o estado entre os dias 15 a 23 de novembro, assegura a reeleição do governador Jaques Wager (PT).

Na mostra espontânea, Wagner aparece com 33,1% das intenções de voto contra 11,6% do ex-governador Paulo Souto (DEM).

O ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) surge em terceiro lugar com apenas 3,4%, seguindo de ACM Neto (DEM) 1,6%.

Já na estimulada, Wagner permanece na primeira colocação com 48,4% dos votos, enquanto Souto surge com 26,4%, Geddel com 12% e Hilton (PSOL) com 1,5%.

O instituto simulou também os resultados para o segundo turno. O governador lidera, quando confrontado com Paulo Souto, com 56,3% dos votos. Seu antecessor perderia a eleição pois obteria apenas 33,1%.

Wagner ampliaria a vantagem se disputasse a segunda rodada eleitoral com Geddel. Wagner teria 61,2%, contra 23,3% do ministro da Integração Nacional.

De acordo com o Campus, no quesito rejeição, Hilton Coelho aparece na liderança com 41,5%, tendo atrás Paulo Souto 19,8%, Geddel 13,7% e Wagner 10,3%. A pesquisa foi divulgada hoje pelo jornal Tribuna da Bahia

Panetone não colou

Flagrado em vídeo recebendo R$ 50 mil em dinheiro vivo de seu ex-secretário Durval Barbosa, o governador de Brasília José Roberto Arruda disse que eram recursos para a compra de panetones distribuídos em comunidades carentes.

A investigação da Polícia Federal mostra que a versão de Arruda também seria uma fraude.

Segundo apurou a PF, há 20 dias o empresário Roberto Cortopassi Júnior, um dos donos da empresa da WRJ Engenharia, chamou para uma conversa o lobista Renato Malcotti – apontado pelos federais como um dos principais operadores financeiros do governador – num café no Shopping Liberty Mall.

Cortopassi chegou com um laptop e exibiu para Malcotti um fragmento do vídeo em que Arruda recebe o dinheiro das mãos de Durval. Malcotti teria feito uma ameaça: se Arruda não determinasse ao Banco de Brasília, um banco estatal, a suspensão da cobrança de uma dívida milionária de sua empresa, ele iria divulgar o vídeo.

Diante da ameaça, o governador foi aconselhado por advogados a ter uma explicação para o destino do dinheiro. A compra de panetone em período eleitoral poderia ser enquadrada como crime eleitoral, uma acusação que três anos depois das eleições teria pouca conseqüência prática.

Há 10 dias, Durval foi chamado à residência oficial do governador, em Águas Claras, onde Arruda lhe teria pedido para assinar recibos sem datas que justificariam os gastos com os panetones. Na ocasião, Durval indagou: “E como eu vou explicar a origem do dinheiro?”. Um dos assessores de Arruda apontou uma saída: “Diz que foi uma vaquinha entre amigos”.

Não contava porém, que a reunião em Águas Claras estava sendo monitorada pela PF e que Durval assinou os recibos com um tipo de caneta que facilita a identificação de quando foi usada”, disse a ÉPOCA um investigador da Operação Pandora. De posse de cópias dos recibos, Durval foi direto da casa oficial do governador para a Polícia Federal. Ali, ele entregou os papéis para serem submetidos a uma perícia do Instituto Nacional de Criminalística. A conclusão foi de que a assinatura era recente. “A tinta ainda estava fresca”, disse um dos investigadores.

Arruda, único governador do DEM, pode ter destinado dinheiro para políticos de outros estados

Arruda ao alto comando do DEM que não pedirá desligamento do partido. Que é inocente. E que tem como provar.

Ele havia dito, por meio de um porta-voz no último sábado, que os R$ 50 mil com os quais aparece numa fita de vídeo serviriam para comprar panetones destinados a saciar a fome de pobres de Brasília.

Arruda afirmou durante a conversa de duas horas com o alto comando do DEM que uma parte do dinheiro arrecadado ilegalmente por seu ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, irrigou seções do partido em outros Estados e DEM sentiu-se emparedado. E se Arruda abrisse o bico e contasse que o dinheiro ajudou o partido fora de Brasília? Isso às vésperas de eleições seria devastador para o partido.

Há outros partidos, que têm cargos no governo Arruda, preocupados com o que ele possa dizer a seu respeito. O dinheiro também fluiu para esses partidos.