04 dezembro 2010

Emiliano ganha nova indenização do Correio da Bahia

Foi publicada no Diário do Poder Judiciário do dia 02/12/2010 nova decisão do Judiciário baiano a favor do jornalista e ex-deputado Emiliano José na sua série de ações indenizatórias contra o Correio da Bahia.

Entre os anos de 2005 e 2006, o jornal da família do ex-senador Antônio Carlos Magalhães publicou diversas reportagens e editoriais acusando Emiliano de ter recebido recursos do mensalão, sem qualquer prova, indício ou comprovação das três CPIs que então ocorriam no Congresso Nacional.

Emiliano José, então deputado estadual, se notabilizava na Bahia por estar na linha de frente do combate ao carlismo, sendo desafeto pessoal do então senador ACM, que em certa oportunidade enviou-lhe um fax com ofensas à genitora do deputado.

Buscando reparar sua honra na Justiça, Emiliano tem colecionado vitórias expressivas. Em 30 de abril de 2009, o juiz titular da 15ª Vara Cível de Salvador, Dr. Osvaldo Rosa Filho, condenou a empresa ao pagamento de R$20 mil reais ao ex-deputado. E em 2008, a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia concedeu 100 salários mínimos de indenização em seu favor, em acórdão da lavra da então desembargadora Zaudith Silva Santos.

Recentemente, a mesma 2ª Câmara Cível, concedeu nova indenização no valor atualizado de R$180 mil ao deputado, tendo por relatora a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, mais uma vez contra o Correio.

Na sentença mais recente, publicada no último dia 02 de dezembro, a juíza da 9ª Vara Cível de Salvador, Maria Jacy de Carvalho, determinou o pagamento de R$ 30 mil, com correção monetária, acrescidos de 15% a título de honorários advocatícios, bem como a publicação do inteiro teor da decisão no Correio, no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de multa diária de mil reais para a hipótese de descumprimento.

Para o advogado de Emiliano, Jerônimo Mesquita, o caso demonstra que “deve haver um compromisso ético permanente da imprensa com a busca da verdade. Este é o interesse público fundamental que é garantido pela Constituição da República.”

O Correio da Bahia terá o prazo de 15 dias para apelar da decisão, a contar da data de sua publicação.

25 novembro 2010

Prefeitos demitem para pagar 13° salário

Com a corda no pescoço em razão da frustração dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) pelo governo federal, boa parte dos prefeitos baianos está demitindo funcionários para economizar alguns milhares de reais e pagar o 13º salário e honrar dívidas com fornecedores.

Prefeitos dos municípios de Valença, Itambé, Uruçuca e Mulungu do Morro, com os quais a reportagem conversou, admitiram as demissões. A União dos Municípios da Bahia (UPB) estima que 50% dos municípios estejam cortando gastos demitindo pessoal.

No orçamento da União a previsão do FPM para a Bahia em 2010 era de R$ 4,984 bilhões para os 417 municípios, mas a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) acredita que o Estado feche o ano com -5,7% desse valor, perda estimada em aproximadamente R$ 282,5 milhões – muito para um Estado no qual a maioria dos municípios depende dos repasses federais em razão de receita própria irrisória.

A diminuição da arrecadação dos impostos que compõem o FPM, sobretudo Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Renda (IR), levou o governo a reestimar cinco vezes o montante do repasse para os mais de 5,5 mil municípios brasileiros. Na última previsão a diferença era de menos R$ 8,6 bilhões.

Redução dos gastos - O prefeito de Valença, Ramiro Queiroz (PR), antevendo a queda brusca do FPM, começou a demitir desde o dia 28 de setembro e conseguiu reduzir os gastos com pessoal em R$ 400 mil/mês com o corte de 180 funcionários, a fim de dar conta dos pagamentos salariais e débitos com fornecedores – que chegam a R$ 800 mil. Entre os demitidos, quatro secretários, das pastas da Pesca, Turismo, Cultura e do Planejamento.

“Recebi a menos do FPM aproximadamente R$ 1,8 milhão. É muito estressante hoje estar prefeito numa cidade que não tenha royalties ou indústria de peso. Fora isso, todos os municípios são penalizados”, diz Ramiro.

Em Uruçuca, o prefeito Moacir Leite Júnior (PP), que viu o FPM despencar desde junho de R$ 1,8 mil para R$ 1,2 mil mensais, está com o próprio salário em atraso, junto com o vice-prefeito e secretários. Ele conseguiu pagar em novembro o salário de setembro dos servidores. Embora metade do 13º salário seja pago ao longo do ano (data de aniversário do servidor), os fornecedores (combustível e construção civil) não receberam ainda. “A partir de 1º de dezembro começaremos a fazer redução de gastos, corte de pessoal”, anunciou Leite.

Já em Mulungu do Morro, 150 funcionários foram demitidos para uma economia de R$ 100 mil/mês, revela o prefeito Amauri Lucena (PMDB). “Aqui a gente vive na requelenga. O índice de doença é grande e não tem infraestrutura. E essa falta de recursos... a gente nem segura mais os gastos, tive de demitir. A maioria dos municípios está assim, vive das transferências constitucionais”.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde desta quinta-feira, 25, ou, se você é assinante, acesse aqui a versão digital.
CNM: Veja o comparativo dos 5 relatórios do Ministério do Planejamento, divulgados ao longo do ano

23 novembro 2010

Desespero no Camboja



Mais de 339 mortos em festival
Pelo menos 339 pessoas morreram hoje em uma confusão na capital do Camboja, durante a celebração de um festival das águas, disse na noite de hoje o primeiro-ministro do país, Hun Sen. Centenas de pessoas ficaram feridas na confusão. Relatos iniciais indicavam que 17 pessoas haviam morrido, mas o número de mortos foi subindo à medida que as autoridades perceberam o tamanho da tragédia ao retirarem mais corpos do rio Tonle Sap após o anoitecer.

Segundo as autoridades, os populares celebravam um festival em honra às águas em uma pequena ilha fluvial quando começou o pânico no final da tarde de hoje. Muitos dos mortos foram pisoteados.

As autoridades cambojanas estimam que quase 2 milhões de pessoas estão na capital, Phnom Penh, para o festival de três dias em homenagens às águas. A principal atração é uma regata tradicional no rio Tonle Sap.

A regata foi feita com sucesso na tarde desta segunda-feira e o pânico teve início depois na pequena ilha de Koh Pich, onde acontecia um show de música. Segundo uma vendedora de refrigerantes, a confusão começou quando 10 pessoas desmaiaram, após serem prensadas pela multidão que se aglomerava para assistir ao espetáculo. Ela disse que isso desencadeou o pânico e muitas pessoas começaram a correr sem motivos. As informações são da Associated Press.

Erro de cálculo ameaça 13º em Estados e Municípios

Estudos publicados, alertas e advertências que a Confederação Nacional de Municípios (CNM) tem feito ao longo dos últimos anos se confirmam, mais uma vez, através de reportagens especiais publicadas pela mídia no fim de semana e nesta segunda-feira, 22 de novembro.

Em sua edição do último domingo, 21 de novembro, a Folha de S. Paulo (FSP) tem como manchete de capa a seguinte informação: “Erro de cálculo ameaça 13º em Estados e Municípios”. “O levantamento da Folha destaca que investimentos sofrem cortes para compensar perdas de R$ 8,6 bilhões e que a falha em cálculo do governo tira quase um mês de receita vinda de fundos de Participação de Estados (FPE) e Municípios (FPM)”.

Em alguns casos, destaca a FSP, a receita de Estados e Municípios poderá ser insuficiente até para o 13º do funcionalismo. Lembra ainda, que a área econômica já fez cinco reestimativas para os repasses. A matéria confirma a notícia apurada pela CNM e que está no site desde sexta-feira, 19 de novembro.

Saúde
Na edição desta segunda-feira de O Globo, reportagem especial analisa as contas públicas dos últimos anos e mostra que áreas como saúde e educação “ficaram com uma pequena fatia do bolo de gastos. Os gastos de custeio da saúde avançaram só 0,05% ponto percentual entre 2003 e 2010, passando de 1,35% para 1,40% do Produto Interno Bruto (PIB).

A matéria de O Globo confirma os baixos gastos em Saúde nos últimos anos, tema que tem feito a CNM e os Municípios promoveram mobilizações em Brasília, pela aprovação imediata da regulamentação da Emenda Constitucional 29, através do Projeto de Lei Complementar (PLP) 306/08, que está parado na Câmara há quase três anos.

Infelizmente, apesar da série de apelos a maioria dos deputados federais não se mostrou, até agora, sensível aos pedidos. A aprovação da proposta vai obrigar a União a gastar, no mínimo, 10% de sua receita corrente bruta em programas e ações de Saúde. Atualmente, os Municípios investem mais de 23% (a Constituição determina 15%) e poucos Estados investem os 12% determinados pela lei.

18 novembro 2010

Tribunal de Justiça condena Correio da Bahia a pagar indenização a Emiliano José

Foi publicado no Diário do Poder Judiciário de 16.11.2010 a decisão da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, que reformando a sentença oriunda da 12ª Vara Cível de Salvador, concedeu indenização ao ex-Deputado Federal Emiliano José , em ação de indenização por danos morais, movida contra a Empresa Baiana de Jornalismo, administradora do Correio da Bahia.

A ação fora motivada por uma publicação veiculada no Correio da Bahia do dia 18/07/2005, intitulada “Emiliano José divide PT baiano”, tendo por subtítulo “Deputado aceitou R$ 30 mil do mensalão para campanha de Pelegrino”, além de imputar ao então deputado os adjetivos “carreirista” e “denuncista”.

O processo nº 0135908-41.2005.805.0001-0, foi relatado pela desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, que afirmou em sua decisão que “o direito de informar, cuja gênese decorre do direito de liberdade de expressão, não foi exercido de forma ética e pautada na função social da imprensa”

Assim, uma vez que a matéria veiculada pelo Correio da Bahia acusou Emiliano José de participação no esquema do mensalão, sem apresentar qualquer prova neste sentido, foi o periódico condenado a pagar a indenização de R$100.000,00, acrescida de juros de 1% ao mês a contar da publicação da matéria (18.07.2005), e correção monetária, além de 10% do montante total a título de honorários advocatícios, totalizando o valor atualizado de cerca de R$180.000,00. No mesmo sentido, a 2ª Câmara Cível determinou a publicação integral da sua decisão na seção “Poder” do Correio da Bahia no prazo de 15 dias, sob pena de multa diária de R$1.000,00.

Na mesma decisão considerou a Relatora que “a matéria jornalística ofendeu não só a honra subjetiva do apelante, mas também e talvez principalmente, sua honra objetiva, vez que se trata de um homem público que além de atuar no cenário político do país exerce o cargo de professor doutor na Universidade Federal da Bahia e escritor. Assim, a mácula imposta a sua imagem reflete em considerável parte da sociedade”.

Cabe destacar que está é a terceira decisão favorável a Emiliano José da Justiça baiana em ações indenizatórias contra o Correio da Bahia. Em 30 de abril de 2009, o juiz titular da 15ª Vara Cível de Salvador, Dr. Osvaldo Rosa Filho, condenou a empresa ao pagamento de R$20 mil reais ao ex-deputado. E em 2008, a mesma 2ª Câmara Cível concedeu 100 salários mínimos de indenização em seu favor, em acórdão da lavra da então desembargadora Zaudith Silva Santos.

Segundo o advogado de Emiliano, Jerônimo Mesquita, o Tribunal baiano reconheceu que “a liberdade de imprensa deve estar sempre associada ao compromisso de informar a verdade, protegendo a intimidade e a honra dos indivíduos de acusações irresponsáveis e inverídicas”.

12 novembro 2010

PAC 2: MDA divulga lista de municípios que receberão máquinas

Boninal está relacionado entre os 1.300 municípios classificados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para receber máquinas retroescavadeira ou motoniveladora dentro do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2). Foi publicada na edição desta sexta-feira (12) do Diário Oficial da União (DOU).

A seleção e a divulgação ocorreram de acordo com a metodologia utilizada pelo PAC. Foram considerados os seguintes critérios: a) pertencer ao Programa Territórios da Cidadania (quatro pontos); b) maior participação do PIB agrícola no PIB total do município (até três pontos); c) possuir maior extensão territorial (até três pontos); d) ter maior presença de agricultores familiares em relação ao total dos produtores rurais registrados no município (até quatro pontos); e e) distribuição mais equilibrada entre as regiões brasileiras.

A destinação de retroescavadeiras ou motoniveladoras tem como objetivo melhorar a infraestrutura e a recuperação de estradas vicinais para escoamento da produção e circulação de bens em municípios com até 50 mil habitantes. O MDA recebeu no período de inscrições 4.176 propostas na modalidade individual, 50 na modalidade associações e nove na modalidade consórcios, totalizando 4.235 propostas válidas e em condições de habilitação no processo seletivo. Inicialmente estava prevista a seleção de mil municípios, mas o Comitê Gestor do PAC, reavaliando os limites desta ação e a grande quantidade de inscritos, decidiu ampliar os contemplados para 1.300 municípios.

Nesta etapa serão destinados R$ 270 milhões para a entrega de 1.274 retroescavadeiras e 13 motoniveladoras aos municípios selecionados. Outros R$ 630 milhões do Orçamento Geral da União serão aplicados nos processos seletivos a serem realizados nos exercícios de 2012/2014. Simultaneamente, está prevista outra etapa com recursos obtidos mediante financiamento, na ordem de R$ 900 milhões, que ainda será normatizada.

Atualmente, o MDA está encaminhando o processo licitatório para a aquisição das máquinas que serão doadas às prefeituras selecionadas. Esta etapa deve ser concluída até o final deste ano. A entrega efetiva dos equipamentos está prevista para até o final do primeiro semestre de 2011.

Atenção: Os municípios selecionados nas modalidades associativa ou consorciada terão que apresentar a documentação necessária para a sua habilitação na Delegacia do Desenvolvimento Agrário até o dia 10 de dezembro.

Municípios baianos selecionados: Abaíra, Abaré, Adusina, América Dourada, Andaraí, Antas, Aratuípe, Banzâe, Barra da Estiva, Barra do Mendes, Barro Alto, Biritinga, Boninal, Bonito, Brotas de Macúbas, Camamu, Canarana, Cansanção, Canudos, Carinhanha, Central, Chorrochó, Cícero Dantas, Cipó, Coronel João Sá, Correntina, Curaçá, Fátima, Feira da Mata, Gentio do Ouro, Glória, Heliopólis, Ibicoara, Ibitiara, Ibotirama, Igrapiúna, Ipupiara, Iraquara, Itacaré, Itaetê, Itaguaçu da Bahia, Itiúba, Jaguaripe, Jeremoabo, João Dourado, Jussara, Lapão, Macururé, Malhada, Marcionilio Souza, Matina, Morpará, Morro do Chapéu, Mucugê, Muquém do São Francisco, Nova Redenção, Nova Soure, Novo Horizonte, Oliveira dos Brejimhos, Palmeiras, Paratinga, Paripiranga, Pedro Alexandre, Piatã, Pilão Arcado, Presidente Dutra, Queimadas, Quijingue, Remanso, Retirolândia, Riacho de Santana, Ribeira do Amparo, Ribeira do Pombal, Rio de Contas, Rodelas, Santa Brígida, Santa Luzia, São Domingos, São Gabriel, Seabra, Sento Sé, Serra do Ramalho, Sítio do Mato, Sítio do Quinto, Souto Soares, Taperoá, Teofilândia, Teolandia, Uaua, Uibaí,Wagner, Wenceslau Guimarães e Xique-Xique.

31 outubro 2010

Marina Silva diz que não votará nulo e o central é “manter as conquistas”

Marina Silva deu entrevista para Revista IstoÉ (1ª folha abaixo), afirmou que pretende não votar nulo; que “muita gente no PV vota em Dilma”; e seu voto será consciente e responsável em apontar no sentido de “manter conquistas”. Pra mim fica (já era) claro que Marina Silva vota em Dilma e já desde o fim do 1º turno faz o possível (que não comprometa sua estratégia política) para apoiar a candidatura do PT.

Marina vota em Dilma, mas voto é secreto!
Marina Silva se forjou no Partido dos Trabalhadores, sua história está totalmente ligada a história do PT e de Lula. Internamente sempre articulou-se com setores do PT Lulista. Quando eleito, na montagem dos ministérios, Lula fez questão de que Marina como Ministra do MMA fosse a primeira confirmação pública do Staff que estava sendo formado.

Nessa eleição, pós uma grande votação, Marina teve de olhar novamente para o pequeno e confuso PV, cabia a ela a capacidade de administrar as diferenças internas de forma que o partido não entra-se numa guerra fraticida, bem como nada que atrapalha-se o projeto de futuro dos Marinistas seria bem vindo. A consolidação dos “verdes” liderados por Marina como uma possível 3ª via no Brasil é uma cartada de risco e requer tempo.

Mas quem disse que presidir o Brasil é possível sem risco e tempo?
A tese era dar condições ao PV enquanto “instituição” seguir colhendo os “louros” da grande votação, ainda que na vida concreta a maioria dos votos sejam “marinistas” e não do partido. Nessa complexa conta manter o que é supostamente coletivo (PV e Marina) sem optar por nenhum lado, e ao mesmo tempo liberar militantes para fazerem livremente suas escolhas demonstrou-se a melhor fórmula.

O cálculo articulado por Marina ocorre sem deslizes, os ambientalistas “Marinistas” liderados por Pedro Ivo vão com Dilma, os velhos e poucos verdes são guiados por Gabeira, já o grosso de votos de Marina depende exclusivamente de Dilma e Serra, e como já afirmou Marina, a candidatura Dilma atendeu melhor os pontos programáticos de sua candidatura.

Sem retrocessos, os e as Marinistas votam Dilma, sem muito alarde claro.

Censo 2010

Salvador
Outros municípios
Bahia
Brasil

30 outubro 2010

Vantagem de Dilma em MG beira 20 pontos e desanima tucanos

Apesar do empenho e otimismo de José Serra (PSDB) na última semana de corrida eleitoral, assessores e aliados sabem que uma vitória sobre Dilma Rousseff (PT) é improvável. Por isso não foi reservado nenhum local de comemoração para este domingo, quando eleitores escolherão o substituto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No primeiro turno, havia certeza de que tucano passaria a etapa e, por isso, a campanha alugou um espaço para eventos na capital paulista.

O diagnóstico mais duro de que a vitória é improvável veio de Minas Gerais, onde Serra tinha esperança de que o senador eleito Aécio Neves (PSDB) ajudasse a promover uma virada. Na quinta-feira, ele e o governador reeleito, Antonio Anastasia, fizeram um relato de como estava a situação no Estado: Dilma se mantém forte no Norte e no Triângulo Mineiro, onde nem Anastasia venceu.

19 pontos de vantagem para Dima em MG
Um integrante do PSDB mineiro que mantém diálogo frequente com Serra contou ao iG que a diferença em pontos percentuais entre Dilma Rousseff (PT) e Serra ficará nos números da contagem nacional. De acordo com as últimas pesquisas, a petista está 14 pontos percentuais na frente.

Mas uma pesquisa encomendada pelo jornal O Tempo mostra que a vitória de Dilma em Minas será maior. A pesquisa DataTempo/CP2 realizada em todo o Estado mostra vantagem da candidata do PT de 19 pontos percentuais em relação ao seu adversário tucano. A petista registra 59,50% dos votos válidos (não são considerados os brancos, nulos e os indecisos) contra 40,50% de Serra.

Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos aos entrevistados, Dilma Rousseff se mantém na liderança. Nessa situação, ela tem 50,80% das intenções de voto contra 34,07% de José Serra.

Desanimados, tucanos dizem: "Minas é isso"
“Minas é isso. Um retrato do Brasil mesmo”, disse o interlocutor tucano ainda enquanto Serra discursava para militantes do PSDB em evento político realizado na quinta-feira em Montes Claros, município localizado no semi-árido na região Norte de Minas. Na cidade, Dilma deverá vencer com facilidade. No primeiro turno, o tucano ficou em terceiro lugar.

Fonte: iG

29 outubro 2010

Serra abaixo e a bolinha de papel

Um pouco de Serra abaixo

Algumas verdades sobre o candidato Serra! Conheça um pouco da sua história e do seu trabalho!

Serra não criou o Seguro Desemprego:
http://bit.ly/afr4Ms

Serra não criou o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT):
http://bit.ly/ddWbNn

Serra não criou os Genéricos:
http://bit.ly/bSefkR

Serra é a favor do Aborto:
http://bit.ly/9jPpBm

Serra foi reprovado como deputado constituinte:
http://bit.ly/dCZw1L

Serra adora privatizar!
http://bit.ly/btXnYa

Serra promete salário de R$ 600,00 mas não sabe como fazer!
http://bit.ly/bsbLLi

Serra e a violência:
http://bit.ly/9VTLxo

Serra e a censura:
http://bit.ly/bhscdB

Serra, FHC e a corrupção
http://bit.ly/8ZBRGi

Serra e os sanguessugas:
http://bit.ly/9V6Nzk

Serra e a corrupção no Metrô
http://migreme.net/tas

24 outubro 2010

Quebra do sigilo de tucanos mostra indícios de que se trata de fogo amigo no PSDB

ISTOÉ Independente
Festival de espionagem
Polícia Federal isenta o PT da quebra do sigilo de tucanos e mostra indícios de que se trata de fogo amigo no PSDB
Mário Simas Filho e Hugo Marques


“Há um esquema de espionagem e dossiês que nasce no
Ministério da Saúde e envolve o ministro José Serra”
Senador José Sarney, em discurso no plenário em 2002.


COMPANHEIRO
O delegado-deputado não reeleito Marcelo Itagiba é apontado
 como parceiro de Serra em operações polêmicas desde 2002

Há quase cinco meses, líderes do PSDB procuram responsabilizar o PT pela quebra ilegal dos sigilos fiscais de Eduardo Jorge Caldas, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Verônica Serra e outros tucanos de vistosa plumagem ligados ao presidenciável José Serra. Desde junho, pressionam a Polícia Federal e a Corregedoria da Receita para que as investigações sejam conduzidas na direção de um crime político.

Na última semana, os primeiros resultados das apurações da PF se tornaram públicos e o que se constata é que de fato houve um crime com motivação política, mas praticado no contexto de uma disputa interna do PSDB. Não há nenhum documento ou depoimento colhido durante as investigações que indique a possibilidade de ter ocorrido o uso criminoso do Estado para o favorecimento de alguma candidatura, como acusam os tucanos.

As investigações não permitem afirmar que petistas tenham aliciado funcionários da Receita para a quebra dos sigilos. A principal testemunha é o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que confessou ser o contratante do serviço criminoso. Ele prestou três depoimentos que totalizam 13 horas de inquirição e afirmou que tanto a encomenda feita ao despachante Dirceu Rodrigues Garcia como o recebimento dos documentos sigilosos ocorreram em outubro do ano passado, quando, apesar de estar em férias, trabalhava para o jornal “O Estado de Minas”. O jornalista também explicou as razões que o levaram a bisbilhotar os sigilos fiscais dos tucanos.

“Minha investigação não foi feita para a campanha,
mas poderia proteger o Aécio se fosse necessário”
Amaury Ribeiro Júnior, jornalista que encomendou o crime

Segundo Amaury Ribeiro Júnior, através do delegado e ainda deputado (não foi reeleito) Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), desde 2008 o presidenciável José Serra procurava montar um dossiê contra o então governador de Minas, Aécio Neves. Muito ligado a Serra, Itagiba, que comandou o serviço de inteligência da Polícia Federal durante o governo de FHC, teria instalado em Belo Horizonte um grupo composto por três ex-agentes da PF e um da Abin para rastrear as ações de Aécio, públicas e privadas. “Minha investigação não foi feita para a campanha, mas poderia proteger Aécio se fosse necessário”, diz o jornalista. Também tucano e com enormes índices de aprovação, em outubro do ano passado Aécio pleiteava disputar a Presidência da República e representava um obstáculo real no caminho de Serra. O jornalista, que já colecionava algumas informações sobre os bastidores das privatizações ocorridas na gestão de FHC, passou então a investigar as pessoas ligadas a Serra, provavelmente sem o conhecimento de Aécio.

As informações sobre o conteúdo dos sigilos fiscais dos líderes só chegaram ao conhecimento de alguns petistas em abril, levadas pelo próprio jornalista, interessado em fazer parte da pré-campanha de Dilma. O grupo que manteve contato com Ribeiro Júnior, no entanto, não chegou sequer a participar da campanha propriamente dita, pois acabou afastado antes das convenções partidárias. “Integrantes do PT tiveram conhecimento das informações obtidas pelo jornalista, mas não fizeram nenhum uso delas”, afirmou o delegado Alessandro Moretti. Na Polícia Federal, não há mais dúvidas sobre a motivação e também sobre a autoria do crime e o jornalista deverá ser indiciado nos próximos dias. Segundo o delegado Moretti, resta descobrir apenas se foi mesmo o jornal que pagou os R$ 12 mil que o despachante diz ter recebido do jornalista.

INTERMEDIÁRIO
O despachante Dirceu Garcia diz ter recebido R$ 12 mil
para corromper funcionários da Receita

O caso, no entanto, re­mete efetivamente ao uso dos organismos estatais, de forma que atenta contra a democracia e o Estado de Direito. Em 2002, quando também pleiteava disputar a Presidência da República, o ex-ministro da Saúde José Serra enfrentava a oposição de tucanos e de líderes de partidos aliados. Na ocasião, segundo antigos aliados, ele teria escalado o mesmo delegado-deputado Marcelo Itagiba para comandar um “grupo de inteligência” instalado dentro do ministério, particularmente na Central de Medicamentos (Ceme) e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esse grupo teria sido responsável por escutas telefônicas irregulares que, depois de repassadas à Polícia Federal, levaram à apreensão de R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo na sede da empresa Lunus, de propriedade da então senadora Roseana Sarney, à época no PFL (atual DEM). Roseana era considerada a principal pré-candidata da aliança PSDB-PFL à sucessão de FHC. O episódio inviabilizou a candidatura da senadora maranhense e facilitou o caminho de Serra. “Há um esquema de espionagem e dossiês que nasce no Ministério da Saúde e envolve o ministro José Serra”, disse o senador José Sarney na tribuna do Senado, em 2002.

Além de Roseana, Itagiba também é apontado por agentes da PF como o responsável pela produção de dossiês contra os tucanos Tasso Jereissati e Paulo Renato de Souza, em 2002. Os dois teriam manifestado interesse de disputar a indicação do PSDB à Presidência. No dossiê contra Jereissati, estaria listada uma suposta relação do senador cearense com alguns doleiros e no caso de Paulo Renato, ex-ministro de Educação no governo FHC, os arapongas teriam relacionado supostos favorecimentos do ministério a editoras de livros didáticos que seriam ligadas ao então ministro.

Vítimas do fogo amigo tucano:

O novo logotipo da Globo

Por José Carlos Gomes
Com o novo logotipo da Globo circulando pela internet, provavelmente qualquer coisa que eles inventem terá efeito contrário.

Segredos da “revolução do ódio” no Brasil

Do Blog do Miro
Reproduzindo artigo enviado por Mauro Carrara:

O PSDB, o partido neoliberal de José Chirico Serra e Fernando Henrique Cardoso, montou ainda em outubro de 2009 um eficiente sistema capaz de disparar diariamente mais de 152 milhões de e-mails para brasileiros de todas as regiões.

Esse sistema é preferencialmente utilizado para disseminar peças de calúnia e difamação contra Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e qualquer figura pública que ouse tomar partido do projeto da esquerda no Brasil. Funcionando também nas redes sociais, essa é uma das principais frentes da "revolução do ódio" em curso no país.

Até o primeiro turno da eleição presidencial, havia mais de 650 militantes, quase todos bem remunerados, para difundir material venenoso contra o governo federal. Neste segundo turno, essa super tropa de terrorismo virtual, recrutada por Eduardo Graeff, conta com mais de 1.000 militantes.

Esse, no entanto, é apenas um braço do movimento de golpismo midiático financiado por entidades ultra-conservadoras, sobretudo norte-americanas, empenhadas em desestabilizar movimentos de esquerda pelo mundo e assumir o controle das fontes de riqueza nos países emergentes.

O enigma das “revoluções coloridas”
Há 15 anos, a Internet vem sendo utilizada como ferramenta de sabotagem por esses grupos. Dentre eles, destacam-se o poderoso National Endowment for Democracy (NED), a United States Agency for International Development (USAID) e inúmeras entidades parceiras, como a Fundação Soros.

O NED, por exemplo, financia várias organizações-satélite, como o World Movement for Democracy, o International Fórum for Democratic Studies e o Reagan-Fascell Fellowship Program, que atuam direta ou indiretamente em todos os continentes.

Grupos ligados ao NED, por exemplo, tiveram comprovada atuação nos episódios políticos que desestabilizaram a coalizão de centro-esquerda na Itália, em 2007 e 2008. Acabaram derrubando o primeiro-ministro Romano Prodi e, em seguida, reconduziram ao poder o magnata Silvio Berlusconi.

A ação envolveu treinamento de jornalistas, divulgação massiva de boatos na Internet, dirigidos sobretudo aos jovens, e distribuição seletiva de caríssimos “estímulos” a senadores de centro.

Mas, afinal, o que é o NED?
Criada em 1983, por iniciativa do presidente estadunidense Ronald Reagan, trata-se oficialmente de uma entidade privada, mas abastecida de forma majoritária por fundos públicos.

Ainda que seus dirigentes a qualifiquem como um centro de incentivo à democracia, trabalha sempre no apoio a movimentos de direita, com forte ênfase no liberalismo, no individualismo, no privatismo e no pressuposto de que os interesses do mercado devem prevalecer sobre os interesses sociais.

Segundo o conceituado escritor e ativista norte-americano Bill Berkowitz, do movimento Working for Change, o objetivo do NED tem sido “desestabilizar movimentos progressistas pelo mundo, principalmente aqueles de viés socialista ou socialista democrático”.

O NED e suas entidades parceiras figuram na origem das chamadas “revoluções coloridas” que se espalharam pelo mundo nesta década. A primeira operação virtual-midiática de grandes proporções foi a chamada Revolução Bulldozer, em 2000, no que ainda restava da Iugoslávia.

O nome do movimento se deve ao ato violento de um certo “Joe” (na verdade, Ljubisav Dokic) que atacou uma emissora de rádio e TV com uma escavadeira. Logo, foi transformado num emblema da sedição.

Na época, especialistas em mobilização de entidades financiadas pelo NED concederam apoio técnico e treinamento intensivo aos membros do Otpor, grupo estudantil se tornaria fundamental na campanha de desestabilização do governo central.

Talvez o melhor exemplo desse trabalho de corrosão política tenha ocorrido em 2003, na Geórgia, na chamada Revolução das Rosas, que culminou com a derrubada do presidente Eduard Shevardnadze.

Novamente, havia uma organização juvenil envolvida na disseminação de boatos, denúncias e incitações, a Kmara (Basta!), além de várias ONGs multinacionais como o Liberty Institute.

A Revolução das Rosas não teria ocorrido sem o apoio das associações ligadas ao bilionário húngaro-americano George Soros. A Foundation for the Defense of Democracies, instituto neoconservador com sede em Washington D.C., revelou que Soros investiu cerca de US$ 42 milhões nas operações para derrubar Shevardnadze.

O roteiro se repetiu em vários outros movimentos, como a Revolução Laranja, na Ucrânia, em 2004, e a Revolução das Tulipas, no Quirguistão, no ano seguinte.

Levantes dessa natureza ainda têm sido estimulados por esses grupos e seus agentes, que visitam os países-alvo em épocas de crise ou durante processos eleitorais.

Observadores internacionais estimam, por exemplo, que NED e USAID investiram US$ 50 milhões anuais no suporte às entidades que desestabilizaram e derrubaram o governo de Manuel Zelaya, em Honduras.

Nem sempre, porém, as “revoluções“ patrocinadas por essas entidades são coroadas de pleno êxito. É o caso da chamada “Revolução Twitter”, ocorrida na Moldávia, em 2009, e das frequentes operações de terrorismo midiático e virtual desenvolvidas pela oposição venezuelana.

Em todos esses episódios, há um procedimento estratégico que vem sendo seguido pelos grupos de sabotagem. Podemos sintetizá-lo em dez mandamentos operativos:

1. Difunda o ódio. Ele é mais rápido que o amor.

2. Comece pela juventude. Ela está multiconectada e pode ser mais facilmente mobilizada para destruir do que para construir.

3. Perceba que destruir é “divertido”, ao passo que “construir” pode ser cansativo e chato.

4. A veracidade do conteúdo é menos relevante do que o potencial impacto de uma mensagem construída a partir da aparência ou do senso comum.

5. Trabalhe em sintonia com a mídia tradicional, mas simule distanciamento dos partidos tradicionais.

6. Utilize âncoras “morais” para as campanhas. Criminalize diariamente o adversário. Faça-o com vigor e intensidade, de forma a reduzir as chances de defesa.

7. Gere vítimas do oponente. Questões como carga tributária, tráfico de drogas e violência urbana servem para mobilizar e indignar a classe média.

8. Eleja sempre um vilão-referência em cada atividade. Cole nele todos os vícios e defeitos morais possíveis.

9. Utilize referências sensoriais para a campanha. Escolha uma cor ou um objeto que sirva de convergência sígnica para a operação.

10. Trabalhe ativamente para incompatibilizar o político-alvo com os grupos religiosos locais.

Várias dessas agências internacionais de desestabilização enviaram emissários ao Brasil, especialmente a partir do ano passado.

A ação-teste no Brasil foi desencadeada por meio do movimento “Fora Sarney”, organizado pelo movimento denominado “Rir para Não Chorar”, ou simplesmente RPNC.

Os "indignados moralistas" de direita escolheram o político maranhense como alvo, mesmo depois de tolerá-lo durante 45 anos em instâncias decisórias do país.

O líder da vez era um certo Sérgio Morisson, que se dizia consultor de ONGs e “fashionista”. Na época, vivia na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), atuando no Comitê de Jovens Executivos.

Na verdade, Sarney serviu apenas como um pretexto de ensaio golpista. O objetivo do grupo era canalizar o ódio da jovem classe média contra o governo Lula.

Distribuíram 50 mil narizes de palhaço, seguindo disciplinadamente a cartilha de simbologia dos movimentos patrocinados pelo NED.

Na verdade, muitos dos “palhacentos” já tinham atuado em outro levante do tipo, o famigerado “Cansei”, que dois anos antes tentara se aproveitar do acidente com o avião da TAM para fomentar uma revolta popular contra o governo federal.

Na presente eleição presidencial brasileira, todo o receituário estratégico e simbólico das revoluções coloridas foi empregado no fortalecimento da candidatura da ex-petista Marina Silva.

A chamada “onda verde”, que impediu a vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno, foi vigorosamente apoiada por expressivos setores da direita brasileira, inclusive com suporte mal disfarçado de parte da militância oficial do PSDB.

A direita estrangeira e o golpe em curso no Brasil
A principal entidade articuladora da “revolução do ódio” no Brasil é o Instituto Millenium (IM), que dispensa apresentações ao leitor da blogosfera.

O IM tem uma fixação especial por Ayn Rand, uma escritora, roteirista e pseudo-filósofa russa que viveu a maior parte da vida nos Estados Unidos.

Rand defendia fanaticamente o uso de uma suposta razão objetiva, o individualismo, o egoísmo e o capitalismo. Segundo a base de sua “filosofia”, o homem deve viver por amor a si próprio, sem se sacrificar pelos demais e sem deles esperar qualquer solidariedade.

Para os seguidores de Rand, o espírito altruísta cooperativo é visto como fraqueza e como destruidor da energia humana empreendedora.

Rezam pela cartilha de Rand, por exemplo, o articulista de Veja Reinaldo Azevedo e o economista Rodrigo Constantino, membro do Conselho de Fundadores e Curadores do IM, autor de livros barra-pesada como “Estrela Cadente: As Contradições e Trapalhadas do PT” e “Egoísmo Racional – o Individualismo de Ayn Rand”.

O conselho editorial do instituto é liderado por Eurípedes Alcântara, diretor da revista Veja, tão conhecido pela barriguda matéria do Boimate (o anúncio da fusão genética do boi com o tomate) quanto por sua devoção fanática pelos Estados Unidos e pelo neoliberalismo radical.

Participante ativo de programas de entidades financiadas pelo NED, Alcântara frequenta simpósios e atividades de treinamento destinadas a impor na América Latina o pensamento da direita corporativa norte-americana.

A Internet ainda exibe uma conversa tão estranha quando reveladora entre o executivo da Editora Abril e Donald “Tamiflu” Rumsfeld, ex-secretário do Departamento de Defesa dos EUA. Segue aqui uma fala entusiasmada do entrevistador.

QUESTION (Alcântara): Yeah, that would be my pleasure. I have been watching close your role in the United States and I must say that I admire you. You are so firm since the beginning. When they said they were going there for the oil and then they said you were going there for your own interests, and then, well, we see democracy spreading throughout the Arab world. This is not a small thing, right?

As relações entre o Millenium e entidades estrangeiras seguem diversas rotas de financiamentos e apadrinhamentos, mas um pouco dessa complexa malha de articulações pode ser visualizada aqui: http://obicho.wordpress.com/2010/03/08/o-anti-foro-de-sao-paulo-e-o-instituto-millenium-afinidades-electivas/

Hoje, os apoiadores estrangeiros do Instituto Millenium e dos partidos da direita brasileira têm um olho ansioso na eleição e outro faminto na compensação exigida. O principal balconista desse negócio é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que recentemente, em Foz do Iguaçu (PR), tentou acalmar sua inquieta freguesia.

Caso José Serra vença o pleito em 31 de Outubro, o pagamento prometido está garantido: a entrega do Banco do Brasil, da Petrobrás e de Itaipu aos patrocinadores da “revolução do ódio”. Mais estarrecedor que esse acordo é o silêncio até agora das forças progressistas.

O que falta para se revelar esse segredo ao povo brasileiro?

Como seria a capa da Veja em maio de 1888

A Veja está se superando. Há pouco Dilma Rousseff rebateu as acusações da revista feitas pela revista, em sua mais recente edição, de que ela, Dilma, teria encaminhado pedidos à Secretaria Nacional de Justiça, ligada ao Ministério da Justiça, para a elaboração de supostos dossiês. Veja alega ter acessado gravações de conversas que comprovam a denúncia. Dilma desmentiu a revista e cobrou provas dessa afirmação. Essa situação me lembra uma capa revelada pelo blog Brasília-Maranhão, mostrando como teria sido a capa de Veja às vésperas da abolição da escravidão:

O humor implacável de Aroeira

O cartunista Aroeira não perdoa. A combinação entre o seu traço e a sua dose pessoal de humor e senso crítico está fazendo sucesso nas eleições 2010. O artista tem postado charges regularmente no Facebook.

Com a licença dele, republicamos aqui uma ilustração de um fato que tomou conta do debate eleitoral desta semana: a bolinha de papel que atingiu o candidato tucano. Veja onde a bolinha foi parar!

21 outubro 2010

Manifesto Marineiros com Dilma para um #Brasil13 sustentável

Ambientalistas, integrantes do Partido Verde e apoiadores de Marina Silva participaram de um ato com nossa candidata, em Brasília, nesta quarta-feira (20) onde entregaram o “Manifesto Marineiros com Dilma”.

No documento eles apontam que " a resposta oferecida por Dilma ao documento enviado por Marina às duas candidaturas que disputam o segundo turno foi a que mais se aproximou das nossas propostas, o que nutre expectativas de que Dilma poderá incorporar em seu governo vários dos compromissos da agenda socioambiental que defendemos". Por isso estão com Dilma no dia 31 de outubro.

18 outubro 2010

Mensalão do DEM chega ao coordenador de campanha de Serra

Carta Capital aponta que presidente do PSDB é o principal citado em vídeo apreendido pela PF durante a Caixa de Pandora; Revista sustenta que caso foi abafado pela campanha tucana

Sérgio Guerra (esquerda) e Agripino Maia são os principais citados pela funcionária que coordenava os trabalhos do mentor do esquema (Foto: José Cruz. Agência Brasil)

São Paulo – As investigações que revelaram o esquema conhecido como Mensalão do DEM continuam a pleno vapor e chegaram ao presidente do PSDB, Sérgio Guerra, também coordenador da campanha de José Serra à Presidência da República.

A análise de um dos CDs apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Caixa de Pandora coloca em cena os nomes de Guerra e do senador Agripino Maia, do DEM do Rio Grande do Norte. Os dois e o ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, eram os políticos que mais recebiam ligações de uma funcionária da empresa de coleta de lixo que comandava a arrecadação e a distribuição ilegal de recursos. Essa funcionária, identificada como Dominga, era quem coordenava os trabalhos de Eduardo Badra, ex-diretor da Qualix e mentor do crime. De acordo com reportagem da Carta Capital desta semana, o dinheiro de propina era acomodado em caixas de papelão com montantes de 50 mil reais.

O repórter Leandro Fortes aponta que os investigadores da Polícia Federal estão de olho, principalmente, nos contratos de lixo do Distrito Federal. A partir do governo Roriz, a coleta de dejetos passou a ser terceirizada, tendo a Qualix como principal vencedora de concorrências ou mesmo como beneficiada por convênios feitos sem licitação. A partir de 2006, no governo tucano de Maria Abadia, outras empresas passaram a receber os bilionários contratos, sempre suspeitos. Os esquemas continuaram durante o governo de José Roberto Arruda (DEM), cotado para ser o vice de Serra até acabar preso pela PF.

O senador Sérgio Guerra, procurado pela revista, apontou ser amigo de Badra há 30 anos, mas afirmou que é falso o vídeo apreendido pela polícia. Já Agripino Maia pontuou que foi procurado por outros jornalistas, mas assegurou que todos se desinteressaram pela história após ouvirem a versão apresentada por ele. Para Carta Capital, a história é outra: nada foi publicado por pressão da campanha de Serra sobre as redações.

16 outubro 2010

Serra e missa não combinam

Missa com a presença de Serra acaba em tumulto no Ceará, provoca tumulto e instiga a discórdia

Terminou em tumulto uma missa hoje (16) na Basílica de São Francisco das Chagas, que fez parte da agenda de compromissos do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra.

No final de celebração, o padre disse que eram mentirosos os panfletos que circulavam na igreja afirmando que a candidata petista, Dilma Rousseff, era a favor do aborto e tinha envolvimento com grupos terroristas como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O padre disse que aquelas mensagens estavam sendo atribuídas à igreja, mas que ela não havia autorizavdo esse tipo de publicação em seu nome.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que acompanhou a missa ao lado de José Serra, se exaltou e afirmou que era um “padre petista” como aquele que estava “causando problemas à igreja”.

Alguns partidários do tucano também se exaltaram e o padre saiu escoltado por seguranças. Nenhum membro da administração da paróquia confirmou o nome de padre. Disseram apenas que ele não era da cidade.

Militantes do PT, com bandeiras como nome de Dilma, estavam na porta da basílica na saída da missa. Houve um princípio de briga entre eles e os militantes do PSDB.

O panfleto não assinado que circulou na igreja falava em três “grandes motivos para não votar em Dilma”. O texto acusa a candidata de ter se envolvido com as Farc, de ser favorável ao aborto e de envolvimento em casos de corrupção na Casa Civil.

Durante a missa, a chegada de Serra e seus apoiadores causou um tumulto. O padre pediu que os políticos não atrapalhassem o objetivo principal da cerimônia que era a adoração a São Francisco. No momento da comunhão, muitos fiéis se aglomeraram em volta do candidato para tirarem fotos, além de equipes da imprensa.

Fonte: Agência Brasil

Eu não o conheço... Ahh, conheço sim. Ou não ????


 

Evangélicos e católicos votam em Dilma presidente

Um grupo de cerca de 200 cristãos evangélicos e católicos fizeram uma carta de manifesto em favor da candidatura de Dilma Rousseff (13) à Presidência da República. No texto, eles criticam os ataques “mentirosos” feitos pela oposição contra a candidata, dizendo que ela é favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como “contrárias à moral”.

Leia o manifesto:

“Se nos calarmos, até as pedras gritarão!”

Manifesto de Cristãos e cristãs evangélicos/as e católicos/as em favor da vida e da Vida em Abundância!

Somos homens e mulheres, ministros, ministras, agentes de pastoral, teólogos/as, padres, pastores e pastoras, intelectuais e militantes sociais, membros de diferentes Igrejas cristãs, movidos/as pela fidelidade à verdade, vimos a público declarar:

1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como “contrárias à moral”.

A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: “se nos calarmos, até as pedras gritarão!” (Lc 19, 40).

2. Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura. Por isso, fazemos esta declaração como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais. Em nome do nosso compromisso com o povo brasileiro, declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff e as razões que nos levam a tomar esta atitude:

3. Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira.

4. Consideramos que o direito à Vida seja a mais profunda e bela das manifestações das pessoas que acreditam em Deus, pois somos à sua Imagem e Semelhança. Portanto, defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam. Por isso, um governo justo oferece sua opção preferencial às pessoas empobrecidas, injustiçadas, perseguidas e caluniadas, conforme a proclamação de Jesus na montanha (Cf. Mt 5, 1- 12).

5. Acreditamos que o projeto divino para este mundo foi anunciado através das palavras e ações de Jesus Cristo. Este projeto não se esgota em nenhum regime de governo e não se reduz apenas a uma melhor organização social e política da sociedade. Entretanto, quando oramos “venha o teu reino”, cremos que ele virá, não apenas de forma espiritualista e restrito aos corações, mas, principalmente na transformação das estruturas sociais e políticas deste mundo.

6. Sabemos que as grandes transformações da sociedade se darão principalmente através das conquistas sociais, políticas e ecológicas, feitas pelo povo organizado e não apenas pelo beneplácito de um governante mais aberto/a ou mais sensível ao povo. Temos críticas a alguns aspectos e algumas políticas do governo atual que Dilma promete continuar. Motivo do voto alternativo de muitos companheiros e companheiras Entretanto, por experiência, constatamos: não é a mesma coisa ter no governo uma pessoa que respeite os movimentos populares e dialogue com os segmentos mais pobres da sociedade, ou ter alguém que, diante de uma manifestação popular, mande a polícia reprimir. Neste sentido, tanto no governo federal, como nos estados, as gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas neoliberais e pela insensibilidade para com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido.

7. Sabemos de pessoas que se dizem religiosas, e que cometem atrocidades contra crianças, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo, por isso, não nos interessa se tal candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer “Senhor, Senhor”, mas realizar a vontade de Deus, ou seja, o projeto divino. Esperamos que Dilma continue a feliz política externa do presidente Lula, principalmente no projeto da nossa fundamental integração com os países irmãos da América Latina e na solidariedade aos países africanos, com os quais o Brasil tem uma grande dívida moral e uma longa história em comum. A integração com os movimentos populares emergentes em vários países do continente nos levará a caminharmos para novos e decisivos passos de justiça, igualdade social e cuidado com a natureza, em todas as suas dimensões. Entendemos que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano – como Marina Silva defende – só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido. No momento atual, Dilma Rousseff representa este projeto que, mesmo com obstáculos, foi iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula. É isto que está em jogo neste segundo turno das eleições de 2010.

Com esta esperança e a decisão de lutarmos por isso, nos subscrevemos:

Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás velho, e presidente honorário da CPT nacional.

Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Feliz do Araguaia-MT.

Dom Demetrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da Cáritas nacional.

Dom Luiz Eccel - Bispo de Caçador-SC

Dom Antonio Possamai, bispo emérito da Rondônia.

Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana- Maranhão.

Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Vina- Maranhão.

Padre Paulo Gabriel, agente de pastoral da Prelazia de São Feliz do Araguaia /MT

Jether Ramalho, Rio de Janeiro.

Marcelo Barros, monge beneditino, teólogo

Professor Candido Mendes, cientista político e reitor

Luiz Alberto Gómez de Souza, cientista político, professor

Zé Vicente - Cantador popular. Ceará

Chico César - Cantador popular. Paraíba/São Paulo

Revdo Roberto Zwetch - Igreja IELCB e professor de teologia em São Leopoldo.

Pastora Nancy Cardoso, metodista, Vassouras / RJ

Antonio Marcos Santos, Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Juazeiro - Bahia

Maria Victoria Benevides, professora da USP

Monge Joshin, Comunidade Zen Budista do Brasil, São Paulo

Antonio Cecchin, irmão marista, Porto Alegre.

Ivone Gebara, religiosa católica, teóloga e assessora de movimentos populares.

Fr. Luiz Carlos Susin – Secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação

Frei Betto, escritor, dominicano.

Luiza E. Tomita – Sec. Executiva EATWOT(Ecumenical Association of Third World Theologians)

Ir. Irio Luiz Conti, MSF. Presidente da Fian Internacional

Pe. João Pedro Baresi, pres. da Comissão Justiça e Paz da CRB (Conferência dos religiosos do Brasil) SP

Frei José Fernandes Alves, OP. – Coord. da Comissão Dominicana de Justiça e Paz

Pe. Oscar Beozzo, diocese de Lins.

Pe. Inácio Neutzling – jesuíta, diretor do Instituto Humanitas Unisinos

Pe. Ivo Pedro Oro, diocese de Chapecó / SC

Pe. Igor Damo, diocese de Chapecó-SC.

Irmã Pompeia Bernasconi, cônegas de Santo Agostinho

Cibele Maria Lima Rodrigues, Pesquisadora.

Pe. John Caruana, Rondônia.

Pe. Julio Gotardo, São Paulo.

Toninho Kalunga, São Paulo,

Washingtonn Luiz Viana da Cruz, Campo Largo, PR e membro do EPJ (Evangélicos Pela Justiça)

Ricardo Matense, Igreja Assembléia de Deus, Mata de São João/Bahia

Silvania Costa

Mercedez Lopes,

André Marmilicz

Raimundo Cesar Barreto Jr, Pastor Batista, Doutor em ética social

Pe. Arnildo Fritzen, Carazinho. RS.

Darciolei Volpato, RS

Frei Ildo Perondi - Londrina PR

Ir. Inês Weber, irmãs de Notre Dame.

Pe. Domingos Luiz Costa Curta, Coord. Dioc de Pastoral da Diocese de Chapecó/SC.

Pe. Luis Sartorel,

Itacir Gasparin

Célio Piovesan, Canoas-RS

Toninho Evangelista - Hortolândia/SP

Geter Borges de Sousa, Evangélicos Pela Justiça (EPJ), Brasília.

Caio César Sousa Marçal - Missionário da Igreja de Cristo - Frecheirinha/CE

Rodinei Balbinot, Rede Santa Paulina

Pe. Cleto João Stulp, diocese de Chapecó.

Odja Barros Santos - Pastora batista

Ricardo Aléssio, cristão de tradição presbiteriana, professor universitário.

Maria Luíza Aléssio, professora universitária, ex-secretária de educação do Recife

Rosa Maria Gomes

Roberto Cartaxo Machado Rios

Rute Maria Monteiro Machado Rios

Antonio Souto, Caucaia, CE

Olidio Mangolim – PR

Joselita Alves Sampaio – PR

Kleber Jorge e silva, teologia – Passo Fundo - RS

Terezinha Albuquerque

PR. Marco Aurélio Alves Vicente - EPJ - Evangélicos pela Justiça, pastor - auxiliar da Igreja Catedral da Família/Goiânia-GO

Padre Ferraro, Campinas.

Ir, Carmem Vedovatto

Ir. Letícia Pontini, discípulas, Manaus.

Padre Manoel, PR

Magali Nascimento Cunha, metodista

Stela Maris da Silva

Ir. Neusa Luiz, Abelardo Luz- SC

Lucia Ribeiro, socióloga

Marcelo Timotheo da Costa, historiador

Maria Helena Silva Timotheo da Costa

Ianete Sampaio

Ney Paiva Chavez - Professora educação visual, Rio de janeiro

Antonio Carlos Fester

Ana Lucia Alves, Brasília

Ivo Forotti, Cebs – Canoas - RS

Agnaldo da Silva Vieira - Pastor Batista. Igreja Batista da Esperança - Rio de Janeiro

Irmã Claudia Paixão, Rio de Janeiro

Marlene Ossami de Moura - antropóloga / Goiânia.

Ir. Maria Celina Correia Leite, Recife

Pedro Henriques de Moraes Melo - UFC/ACEG

Fernanda Seibel, Caxias do Sul.

Benedito Cunha, pesquisador popular, membro do Centro Mandacaru - Fortaleza

Pe. Lino Allegri - Pastoral do Povo da Rua de Fortaleza, CE.

Juciano de Sousa Lacerda, Prof. Doutor de Comunicação Social da UFRN

Pasqualino Toscan - Guaraciaba SC

Francisco das Chagas de Morais, Natal - RN.

Elida Araújo

Maria do Socorro Furtado Veloso - Natal, RN

Maria Letícia Ligneul Cotrim - educadora

Maria das Graças Pinto Coelho - professora universitária/UFRN

Ismael de Souza Maciel - Membro do CEBI - Centro de Estudos Bíblicos, Recife

Xavier Uytdenbroek - prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP

100. Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife

Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS

Karla Juliana Souza Uytdenbroek - Bacharel em Direito

Targelia de Souza Albuquerque

Maria Lúcia F de Barbosa, Professora UFPE

Débora Costa-Maciel - Profª. UPE

Maria Theresia Seewer

Ida Vicenzia Dias Maciel

Marcelo Tibaes

Sergio Bernardoni, diretor da CARAVIDEO - Goiânia - Goiás

Claudio de Oliveira Ribeiro. Sou pastor da Igreja Metodista em Santo André, SP.

Pe. Paulo Sérgio Vaillant - Presbítero da Arquidiocese de Vitória – ES

Roberto Fernandes de Souza. RG 08539697-6 IFP RJ - Secretario do CEBI RJ

Sílvia Pompéia.

Pe. Maro Passerini - Coordenador Past. Carcerária - CE

Dora Seibel – Pedagoga, Caxias do Sul.

Mosara Barbosa de Melo

Maria de Fátima Pimentel Lins

Prof. Renato Thiel, UCB-DF

Alexandre Brasil Fonseca - Sociólogo, prof. da UFRJ, Ig. Presbiteriana e coordenador da Rede FALE)

Daniela Sanches Frozi, (Nutricionista, profa. da UERJ, Ig. Presbiteriana, conselheira do CONSEA Nacional e vice-presidente da ABUB)

Marcelo Ayres Camurça – Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião – Universidade Federal de Juiz de Fora

Revd. Cônego Francisco de Assis da Silva - Secretário Geral da IEAB e membro da Coordenação do Fórum Ecumênico Brasil

Irene Maria G.F. da Silva Telles

Manfredo Araújo de Oliveira

Agnaldo da Silva Vieira - Pedagogo e Pastor Auxiliar da Igreja Batista da Esperança-Centro do Rio de Janeiro

Pr. Marcos Dornel - Pastor Evangélico - Igreja Batista Nova Curuçá - SP

Adriano Carvalho.

Pe. Sérgio Campos, Fundação Redentorista de Comunicações Sociais – Paranaguá/PR.

Eduardo Dutra Machado, pastor presbiteriano

Maria Gabriela Curubeto Godoy - médica psiquiatra - RS

Genoveva Prima de Freitas- Professora – Goiânia

M. Candida R. Diaz Bordenave

Ismael de Souza Maciel membro do CEBI - Centro de Estudos Bíbicos Recife

Xavier Uytdenbroek prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP

Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife

Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS

Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito

Targelia de Souza Albuquerque

Maria Lúcia F de Barbosa (Professora - UFPE)

Paulo Teixeira, parlamentar, São Paulo.

Alessandro Molon, parlamentar, Rio de janeiro.

Adjair Alves - Professor - UPE

Luziano Pereira Mendes de Lima - UNEAL

Cláudia Maria Afonso de Castro-psicóloga- trabalhadora da Saúde-SMS Suzano-SP

Fátima Tavares, Coordenadora do Programa de Pos-Graduação em Antropologia FFCH/UFBA

Carlos Caroso, Professor Associado do Departamento de Antropologia e Etrnologia da UFBA.

Isabel Tooda

Joanildo Burity - Anglicano, cientista político, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco,

Prof. Dr. Paulo Fernando Carneiro de Andrade, Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Professor de Teologia PUC- Rio

Aristóteles Rodrigues - Psicólogo, Mestre em Ciência da Religião

Zwinglio Mota Dias - Professor Associado III – Universidade Federal de Juiz de Fora

Antonio Francisco Braga dos Santos- IFCE

Paulo Couto Teixeira, Mestrando em Teologia na EST/IECLB

Rev. Luis Omar Dominguez Espinoza

Anivaldo Padilha - Metodista, KOINONIA, líder ecumênico

Nercina Gonçalves

Hélio Rios, pastor presbiteriano

João José Silva Bordalo Coelho, Professor- RJ

Lucilia Ramalho. Rio de Janeiro.

Maria Tereza Sartorio, educadora, ES

Maria Jose Sartorio, saúde, ES

Nilda Lucia Sartorio, Secretaria de Ação Social, Espírito santo

Ângela Maria Fernandes - Curitiba Paraná

Lúcia Adélia Fernandes

Jeanne Nascimento - Advogada em São Paulo/SP

Frei José Alamiro, franciscano, São Paulo, SP

Ruth Alexandre de Paulo Mantoan

José Luiz de Lima

Dirce Ferreira da Silva- Pedagoga - Cajamar/ SP

Fonte: http://www.falapovo.com/

Vídeo sensacional: Ciro mostra como Serra vendeu São Paulo

O site Conversa Afiada publicou vídeo sensacional de Ciro Gomes, no qual explica a participação de José Serra nos oito anos de Governo FHC e como ele vendeu São Paulo.



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Cristãos se mobilizam contra satanismo da campanha tucana

Serra é criticado por padre durante missa em Canindé e Tasso toma as dores


Por: Érico Firmo

Muita confusão durante a missa que José Serra (PSDB) acompanhou há pouco em Canindé, no Sertão Central do Ceará.

O repórter Ítalo Coriolano informa que, durante a missa, o padre mostrou panfleto com ataques da campanha de Serra a Dilma Rousseff (PT) e criticou a postura. Instaurou-se, então, uma enorme confusão.

Tasso Jereissati (PSDB) foi tomar satisfações com o padre, a quem chamou de petista.

PT pede ao TSE apreensão de material ilegal contra Dilma

O Partido dos Trabalhadores (PT) entrou nesta tarde com representação no Tribunal Superior Eleitoral em Brasília para tentar impedir a distribuição de material contra a candidata Dilma Rousseff.


A representação, segundo o advogado Pierpaolo Cruz Bottini, do escritório Bottini & Tamasauskas Advogados, pede a busca e apreensão do material produzido pela Editora e Gráfica Pana, instalada no bairro do Cambuci, em São Paulo. Segundo o advogado, caso o juiz acate o pedido, os panfletos serão apreendidos pela Polícia Militar, para posterior avaliação acerca de sua legalidade. Para evitar a distribuição do material, militantes do PT prometem fazer campana em frente à gráfica. Não há, entretanto, nenhuma decisão judicial que impeça o transporte dos panfletos.

O escritório de advocacia que assessora o PT na campanha política também apresentou queixa formal no 5o. Distrito Policial da capital paulista. Segundo o delegado de plantão, Alfredo Jang, o boletim de ocorrência lavrado na tarde deste sábado a pedido da advogada Ana Fernanda Ayres, também do Bottini & Tamasauskas Advogados, tinha como finalidade apenas o registro da denúncia. Segundo a advogada, o documento propõe a averiguação de crime eleitoral e propaganda eleitoral.

A advogada argumentou que o panfleto não possui o CNPJ do autor, o que caracterizaria crime eleitoral, passível de apreensão do material. Paulo Ogawa, pai de Alexandre Takeshi Ogawa, proprietário da gráfica, estava presente no local no Sábado à tarde e disse que não havia qualquer sinalização de que o conteúdo tivesse cunho eleitoral, por isso não haveria irregularidade em sua impressão.

Segundo Ogawa, a gráfica produziu cerca de 2,1 milhões de panfletos, dos quais 1 milhão de unidades ainda estão no local - os 1,1 milhão restantes foram distribuídos antes do 1º turno da eleição presidencial. A encomenda da impressão foi feita por uma pessoa chamada Kelmon Luis, a pedido do bispo da Diocese de Guarulhos (SP), Dom Luiz Gonzaga Bergonzini. Ogawa informou que, em um primeiro momento, a gráfica fora consultada a respeito da possibilidade de impressão de 20 milhões de unidades do material.

O panfleto, que reproduz suposta nota da Comissão Episcopal Representativa do Conselho Episcopal Regional Sul 1 - CNBB, tem assinatura de representantes da Regional Sul I, entre eles o presidente regional, o bispo Nelson Westrupp. Ao longo do texto, há uma série de considerações sobre medidas tomadas pelo atual governo e a recomendação para que os brasileiros "deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto".

A principal característica do profeta velho é o engano

Em I Reis 13, encontramos um homem de Deus sendo enganado por aquele que deveria orientá-lo, falar a verdade e guiá-lo no caminho certo.

Temos visto nos últimos dias uma verdadeira demonstração de que o espírito do profeta velho continua atuando e tentando levar as pessoas ao engano.

Veja o que aconteceu com o pastor Silas Malafaia, que iniciou a campanha política apoiando a candidata Marina Silva e depois, usando o argumento frágil de que o partido dela, o PV, apoiava o aborto, mudou de lado e, para justificar que não apoiaria a candidata Dilma, acusou o PT de ser a favor do aborto e apoiar o casamento de homossexuais. Pronto, o caminho estava aberto para, sabe-se lá com que interesse, apoiar o candidato Serra.

Como não há nada escondido que não seja revelado, veio a declaração do próprio Serra, em vários meios de comunicação, de que é favorável ao casamento de homossexuais. E não para por aí não. Explodiu como uma bomba a denúncia de algumas ex-alunas da esposa do candidato, Monica Serra, que ficaram indignadas com a hipocrisia do casal de que, como cristãos, são radicalmente contra o aborto. Inclusive, a Sra. Monica chegou a dizer que se Dilma vencesse, ela iria matar as criancinhas.

Revoltadas, as alunas disseram que em uma aula, muito tempo atrás, a Sra. Monica declarou que havia feito aborto, com o consentimento de seu marido José Serra.

Agora ficam as perguntas: O que fez o pastor Malafaia mudar de lado? Ele vai continuar apoiando o Serra?

Diante desse cenário temos que lembrar o que aconteceu com o homem de Deus (I Reis 13) que seguia o seu caminho e foi levado à morte, enganado pelo profeta velho, porque não guardou a sua fé.

15 outubro 2010

Marilena Chaui: Serra é uma ameaça à democracia

Em entrevista gravada anteontem, em São Paulo, a filósofa Marilena Chaui fala sobre as eleições deste ano e explica por que o projeto dos tucanos é um retrocesso. Segundo ela, o candidato José Serra representa uma ameaça às conquistas sociais e econômicas alcançadas pelo governo Lula. Marilena avalia que os ambientalistas devem estar atentos no segundo turno porque Serra teve votação maior em regiões de desmatamento e do agronegócio.

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02 outubro 2010

Datafolha: Wagner deve se reeleger com 58% dos votos válidos

Na última pesquisa Datafolha reafirma vitória de Wagner com margem maior
O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), 59, estaria eleito hoje, com 58% dos votos válidos.

Ele oscilou positivamente um ponto em relação à pesquisa anterior, feita no início da semana.

O segundo, o ex-governador Paulo Souto (DEM), 66, manteve os 21% dos votos válidos. Geddel Vieira Lima (PMDB) oscilou negativamente um ponto e ficou com 16% dos válidos.

Bassuma (PV) aparece em quarto lugar, com 3% dos votos válidos, seguido por Marcos Mendes (PSOL) e Professor Carlos (PSTU), com 1% cada um. Sandro Santa Bárbara (PCB) foi citado, mas não alcançou 1%.

Na contagem dos votos válidos, brancos e nulos são descartados. O Tribunal Superior Eleitoral divulga os resultados em relação aos votos válidos.

Segundo o Datafolha, 4% dos entrevistados disseram que vão votar em branco ou anular o voto, e 7% afirmaram que não sabem em quem vão votar para o governo da Bahia.

O Datafolha fez 1.715 entrevistas com eleitores com 16 ou mais em 49 municípios da Bahia.

Esta pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 44.113/2010, e no Tribunal Superior Eleitoral com o número 33.482/2010.


Para o Senado Lídice e Pinheiro mantêm-se na liderança
Na Bahia, a luta pelo Senado chega ao dia da eleição indefinida, com empate entre os favoritos. Segundo o Datafolha, três pontos percentuais separam os três candidatos na ponta da disputa.


Lídice (PSB) aparece com 25% dos votos válidos no Estado, seguida por Walter Pinheiro (PT), com 23%, e César Borges (PR), com 22%.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Foram ouvidos 1.715 eleitores em 49 cidades, ontem e hoje.


O candidato mais próximo do trio é José Ronaldo (DEM), com 9%. Seu companheiro de partido Aleluia tem 8%. Edvaldo Brito (PTB) soma 7% dos votos válidos.

Edson Duarte (PV) surge com 3%. Zilmar e França, candidatos do PSOL, têm 1% cada. Albione (PSTU) não chega a 1% das intenções de votos no Estado.


Na pesquisa, 26% dos eleitores mencionaram corretamente os números de seus candidatos, enquanto 60% não sabiam os números certos. Um fator decisivo para definição em favor de Lídice e Pinheiro.

Dos eleitores de Lídice, 31% sabem o seu número. O índice é de 30% no caso de Pinheiro. No entanto, apenas 18% dos eleitores de Borges citaram corretamente o número do candidato.

Na pesquisa anterior, de 28 de setembro, Lídice e Borges tinham 25% dos votos válidos. Pinheiro surgia logo atrás, com 22%.

A pesquisa está registrada no TRE com o número 44113/2010 e no TSE com o número 33482/2010.

Paulo Rangel 13113

Oriundo do movimento sindical e popular, Paulo Rangel (PT) assumiu o mandato de deputado estadual convicto da necessidade de trabalhar de forma participativa, onde as bases possam de direito construir uma sociedade mais justa e igualitária.

Natural do município de Paulo Afonso, Paulo Rangel foi funcionário da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) durante 22 anos consecutivos - foi admitido ainda jovem como técnico e chegou a atingir um dos postos mais altos, o de Superintendente, graças ao seu empenho e dedicação.

A área de Agricultura Familiar, o Setor Elétrico, os Serviços Públicos, a Defesa dos Direitos da Mulher e a Revitalização do Rio São Francisco foram definidas como prioritárias em seu mandato (2005-2006).
Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) há 23 anos, o deputado ocupou cargos na direção do partido em Paulo Afonso e Sobradinho, participou da fundação do PT nas duas cidades e já foi vice-presidente do PT estadual.


Sua trajetória política teve início no movimento estudantil, passando pelo sindical, inclusive atuando como liderança de pulso no Sindicato dos Eletricitários da Bahia – Sinergia, onde foi presidente. Atuou na Central Única dos Trabalhadores como secretário-geral e foi dirigente da Federação Nacional dos Urbanitários - FNU/CUT.

Antes de assumir o mandato na Assembléia Legislativa foi administrador regional da Chesf, em Paulo Afonso, e esteve à frente do Comitê Estadual do Programa Luz para Todos criado pelo Governo Federal. O programa tem como finalidade expandir o acesso à energia elétrica, contribuir para a diminuição da pobreza, o aumento de renda das famílias rurais e combater a exclusão social.

Rangel foi o primeiro Coordenador Geral do Comitê Gestor do Luz para Todos e acompanhou de perto a implantação do programa nas comunidades mais distantes do interior baiano.

Mesmo após deixar a Coordenação Geral para assumir o mandato na Assembléia Legislativa, Rangel continuou monitorando todas as etapas do programa e fazendo as intervenções necessárias com o objetivo de garantir a justa distribuição da energia elétrica para os povoados mais carentes.

01 outubro 2010

Veja quem apoia Emiliano 1331

Se tantas personalidades ilustres, cultas, insuspeitos cidadãos do bem apoiam Emiliano (1331) para deputado federal, boas razões eles têm. São nomes como o do ex-governador Waldir Pires, o professor Jorge Portugal, o ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, o jornalista Paulo Henrique Amorim, além de reitores de universidades da Bahia, educadores, cantores, compositores, cineastas, sociólogos, artistas renomados, lideranças de bairros, políticos de todo o Brasil e diversas outras personalidades. Veja a relação de alguns nomes

Paulo Henrique Amorim pede voto para Emiliano
Uma multidão tomou conta da Fundação Visconde de Cairu, nos Barris, durante a palestra do jornalista, apresentador da TV Record e autor do blog Conversa Afiada, Paulo Henrique Amorim, que veio (dia 28) a Salvador a convite do candidato a deputado federal Emiliano (1331) para falar sobre "O papel da mídia nas eleições". Mais de 800 pessoas participaram, entre elas o ex-governador da Bahia Waldir Pires, a candidata a senadora Lídice da Mata, o presidente do PT-Bahia, Jonas Paulo, e o diretor da Faculdade de Direito da UFBA, Celso Castro. Na oportunidade, o palestrante pediu voto para Emiliano 1331. Leia mais


Mensagem de Emiliano da reta final da eleição
Estamos chegando à reta final do processo eleitoral. Sinto que a mobilização pessoal será decisiva para nossa vitória nas urnas. Todos podem participar ativamente. Ligue para os amigos, vizinhos e familiares, peça voto pelo e-mail, distribua nossos "santinhos" com a chapa completa. O time de Lula. No dia da eleição, a manifestação pessoal é permitida por lei. Você pode votar com o adesivo da campanha pregado na camisa. Pode circular com adesivos nos carros e até desfraldar as bandeiras. Não se esqueça da "colinha" porque nossa memória costuma nos trair. Vamos comemorar, juntos, a festa da democracia. Para a Bahia, o Brasil seguir mudando. Leia mais

Baixe o santinho com a cola e multiplique o seu voto

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25 setembro 2010

Pinheiro e Lídice assumem a dianteira na corrida para o Senado

Walter Pinheiro e Lídice da Mata lideram a corrida para o Senado no estado, de acordo com a pesquisa Ibope/TV Bahia divulgada na noite desta sexta-feira (24), na qual aparecem com 35% e 32% das intenções de voto, respectivamente, contra 29% do terceiro colocado.

O resultado confirma a tendência do crescimento dos dois candidatos da coligação "Pra Bahia Seguir em Frente", desde o início da campanha, enquanto o concorrente mais próximo primeiro estacionou e depois começou a cair.

"A pesquisa reflete o que a gente vê nas ruas. Há algumas semanas venho avisando que nossos candidatos tomariam a dianteira. A tendência é a de que Lídice e Pinheiro se distanciem ainda mais dos outros adversários. O resultado só motiva nossa militância é continuar trabalhando, não vamos botar sapatos altos. A reta final é hora de bater de porta em porta, fazer muito corpo a corpo para convencer cada vez mais pessoas a caminharem conosco para a Bahia seguir em frente", afirmou Luiz Caetano, coordenador político da coligação.

Caetano considera ainda que o momento favorável deve servir também para angariar mais votos para os candidatos à Câmara Federal e Assembléia Legislativa das chapas que congregam os partidos PT, PP, PSB, PDT, PC do B, PRB, PSL e PHS.

Wagner vai a 52% no Ibope/TV Bahia e aumenta a vantagem para vitória no 1º turno

O governador e candidato à reeleição, Jaques Wagner, ampliou para 37 pontos percentuais a diferença para os dois candidatos empatados em segundo lugar, e seria reeleito no primeiro turno se as eleições fossem hoje, segundo pesquisa Ibope/TV Bahia, divulgada na noite desta sexta-feira (24). Wagner subiu a 52% das intenções de voto, seguido por Paulo Souto e Geddel Vieira Lima, empatados com 15%.

Além de subir seis pontos percentuais desde o início de agosto, Wagner tem a menor rejeição entre os sete concorrentes, com 16%, o que é um indicativo que ainda pode crescer mais, por conta dos índices de aprovação do governo e de indecisos. Já Paulo Souto, que vem caindo no mesmo período, aumentou o índice de rejeição, chegando à casa dos 31%, a maior entre os candidatos. Ainda quanto à rejeição, Bassuma aparece com (23%), Carlos Nascimento (20%) e Geddel (19%).

Os demais candidatos que pontuaram na intenção de votos foram Bassuma com 2% e Professor Carlos, que tem (1%). Marcos Mendes e Sandro Santa Bárbara não pontuaram.

A pesquisa ouviu dos eleitores a opinião sobre a administração Wagner: 15% disseram que a gestão é ótima, 38% a consideram boa, 29% regular, 5% ruim e 8% péssima. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número 41452\2010 e realizada entre os dias 21 e 23 de setembro, com 1,5 mil entrevistados. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.

A onda vermelha, pela IstoÉ

De cima a baixo no País, o eleitor apoia a continuidade e tende a garantir uma quase inédita maioria governista no Congresso. Eleitores de todas as classes sociais mostram desejo de continuidade

Na esteira da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência, uma onda vermelha está tomando conta do País. No início da corrida eleitoral, essa imagem foi cunhada pelos estrategistas da campanha do PT para motivar a militância. Mas, agora, tornou-se realidade. As pesquisas de opinião revelam a supremacia dos candidatos governistas na maioria dos Estados, o que poderá garantir a um eventual governo Dilma ampla maioria na Câmara e no Senado. Surfando numa maré mais favorável do que aquela que levou o ex-metalúrgico Lula ao Palácio do Planalto em 2002, os candidatos da base aliada aos governos estaduais lideram as eleições em 19 das 27 unidades da Federação. Na disputa pelas cadeiras do Senado, a onda vermelha é tão volumosa que deverá eleger 58 dos 81 representantes e deixar sem mandato quadros históricos da oposição. Na Câmara, os partidos governistas devem conquistar 401 dos 513 assentos.
“Acho que vamos assistir a uma vitória esmagadora dos partidos da coalizão do governo”, prevê o presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social, Geraldo Monteiro.


MAIORIA
Sólido apoio no Congresso pode facilitar a aprovação das reformas estruturais de que o País necessita
Não bastasse a liderança em 21 Estados, Dilma está na frente de José Serra (PSDB) em locais em que Lula foi derrotado pela oposição em 2006. Apesar da oscilação registrada na última semana, a ex-ministra está perto da vitória em antigos redutos oposicionistas como São Paulo, Santa Catarina e Paraná. Na maioria dos Estados em que ela lidera as pesquisas, os candidatos que apoia também estão na dianteira. Bons exemplos são o Rio de Janeiro e a Bahia, onde os governadores Sérgio Cabral (PMDB) e Jaques Wagner (PT) são favoritos para se reeleger no primeiro turno. Como exceções aparecem Minas Gerais, com Antonio Anastasia (PSDB) na liderança, e São Paulo, onde Geraldo Alckmin (PSDB) supera Aloizio Mercadante (PT). No Paraná, a onda vermelha já proporcionou uma grande virada. As últimas pesquisas mostram que o tucano Beto Richa, antes favorito ao governo, perdeu o primeiro lugar para Osmar Dias (PDT). Reviravoltas também têm ocorrido na disputa para o Senado. Até então cotado para uma das vagas do Rio, Cesar Maia (DEM) foi ultrapassado pelo ex-prefeito de Nova Iguaçu Lind­berg Farias (PT). No Amazonas, Arthur Virgílio perdeu o segundo lugar para Vanessa Grazziotin (PCdoB). Em Pernambuco, Marco Maciel (DEM), segundo colocado atrás de Humberto Costa (PT), foi ultrapassado por Armando Monteiro Neto (PTB).

A inédita sintonia fina entre Executivo e Legislativo, a partir de 2011, trará benefícios para o Brasil. Caso se confirme a sólida maioria no Congresso do possível futuro governo Dilma Rous­seff, o Brasil terá finalmente a chance de aprovar as mudanças estruturais que se fazem necessárias há anos, como as reformas política e tributária. “A agenda congressual a partir do ano que vem exigirá a votação das reformas. Com maioria no Legislativo e vontade política, será possível avançar nessas questões”, afirma David Fleischer, cientista político da UnB. Outro aspecto importante é a possibilidade da formação de uma concertação política, composta por partidos aliados chancelados pelo desejo popular. Desde a redemocratização do País, os governos construíram suas maiorias pelas artes do fisiologismo e das políticas do toma-lá-dá-cá, numa espécie de balcão de negócios em pleno Congresso. Nesse novo cenário, queiram ou não, deputados e senadores serão levados a participar de uma ação conjunta, na qual é de esperar que os objetivos políticos se sobreponham à visão patrimonialista do mandato.


APOIO
Participação de Lula na campanha de Dilma incomodou a oposição
Há quem afirme que a concentração de poder nas mãos do Executivo, com o Legislativo dócil à vontade do Planalto, pode permitir uma recaída autoritária. O temor não se justifica. Não há ambiente no Brasil para esse tipo de surto. As instituições são sólidas e democráticas, e não há espaço para mudanças constitucionais em benefício de um partido, como aconteceu na história do México, onde o PRI controlou a vida política por 71 anos, graças ao domínio da máquina pública. “O que aconteceu no México foi muito diferente. O PRI chegou ao poder quando a economia mexicana, a sociedade e os políticos eram muito rudimentares e eles forjaram instituições para guiar o desenvolvimento em todas as áreas. Já o PT emergiu no momento em que a economia e as instituições já estavam consolidadas”, compara o brasilianista Peter Hakim, presidente do Interamerican Dialog.


MINORIA
No Largo de São Francisco (SP), menos de 100 pessoas lançam o manifesto
Contrariando todas as evidências, intelectuais e setores da elite, em São Paulo divulgaram, na semana passada, um manifesto em defesa da democracia e da liberdade de expressão. Um dia depois, o Clube Militar, no Rio de Janeiro, instituição marcada pelo apoio ao antigo regime de exceção que infernizou o País por 20 anos, promovia um inusitado painel de debates para discutir também supostos riscos à democracia no País. Tanto o documento do grupo de intelectuais quanto os debates dos militares ficaram a um passo de questionar a própria legitimidade da eleição de Dilma, em razão da participação do presidente Lula na campanha. Ambos não levaram em conta que a legitimidade brota das urnas. Embora o eleitor manifeste maciçamente sua intenção de votar pela continuidade das políticas oficiais, a opinião pública não vem sendo espelhada na ação de alguns agentes do processo político. O que parece ter sido esquecido no manifesto oposicionista de tendências golpistas é que a democracia é exercida pelo voto.


EQUÍVOCO
Um manifesto oportunista tentou passar a mensagem de que há uma ameaça à democracia. Esqueceu que a legitimidade vem pelo voto
O temor de uma vaga autoritária por parte do governo é deslocado da realidade. Não reflete o momento que o Brasil vive. Não há sinais concretos de que o presidente Lula tenha atentado contra a liberdade de imprensa. Ele vem fazendo apenas críticas pontuais, direito que não pode ser negado a qualquer cidadão, muito menos ao presidente. De resto, desde a luta contra a ditadura, Lula mostrou-se defensor intransigente das liberdades democráticas. “É incrível como as pessoas ficam empurrando o Lula para o chavismo, quando ele tem permanentemente se recusado a cruzar essa fronteira”, rebate o ex-ministro Delfim Netto, com a ironia de sempre. Delfim tem razão. A não ser que o observador da cena nacional, assustado com a onda vermelha, queira ver chifre em cabeça de cavalo.