11 setembro 2012

Explosões em terminais aumentam 67% na Bahia; secretário da Segurança cobra ações dos bancos e do Exército



“Usar explosivos para arrombar caixas eletrônicos está na moda”, a afirmação é do Sindicato dos Bancários da Bahia, que já computou 25 casos até este domingo (9) em todo o estado. O número representa aumento de 67% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 15 ataques. Para o secretário da Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa, a falta de controle de explosivos no Brasil e a ausência de medidas preventivas por parte das instituições financeiras têm contribuído para esse crescimento. “Já foram mais de 10 quadrilhas desarticuladas, quase 65 prisões este ano, sem contar no ano passado que foram 180 prisões. Agora, temos que ter uma parceria com os bancos. As instituições financeiras têm uma responsabilidade muito grande por isso. Nós cobramos uma questão de segurança na instalação dos terminais de autoatendimento, a redução do valor de numerário que eles estão conseguindo depositar e que está sendo um atrativo, infelizmente, para a criminalidade, que tem deixado de praticar o assalto a banco para praticar o furto a caixas eletrônicos e arrombamentos a terminais eletrônicos com a utilização de explosivos que, infelizmente, não se tem controle. Isso compete ao outros órgãos do governo federal fazer o controle disso, mas isso não tem sido feito e quem acaba sofrendo as consequências é a população e as Secretarias de Segurança Pública dos Estados que, sozinhas, não têm conseguido debelar esses ataques”, afirmou o chefe da pasta, em entrevista ao Bahia Notícias.


Ainda segundo levantamento do Sindicato dos Bancários, no Brasil os dados são ainda mais assustadores. Somente na primeira semana de setembro, pelos menos 15 terminais foram explodidos, três em cidades do interior baiano, área onde as quadrilhas atuam com mais facilidade. “Todos os secretários de Segurança são unanimes em dizer que houve um ápice no Brasil inteiro de ocorrências envolvendo terminais de autoatendimento. A busca que nós vamos procurar agora é com o Exército, na questão dos explosivos, e com o Banco Central, na questão de colocar equipamentos que inutilizem as cédulas, que é um grande inibidor desta prática, que agora foi autorizado às instituições bancárias a utilizar esses equipamentos que inutilizam as cédulas”, disse.

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